Pov Christopher Walker
- Angelique? – chamei por ela ao perceber a casa silenciosa.
A resposta veio um minuto depois pela porta da frente. Por ela passou primeiro o Goblin, de cabeça baixa e rapidamente para o quarto de sua dona e logo depois Angelique, em um estado que eu não esperava.
- O que houve?
- Nada – ela levantou a cabeça e mancando com um dos saltos quebrado\, passou por mim como flecha.
- Angelique? – a segui até o quarto onde ela havia se sentado na cama e estava tirando os sapatos – o que aconteceu com seu ombro.
- Nada\, eu já disse.
- Sei o que você disse\, mas está mentindo. Não minta.
Ela levantou os olhos desafiadores para mim.
- Então não me pergunte.
- Eu a deixo de manhã\, intacta e quando volto para casa você ainda não chegou e está nesse estado? E não aconteceu nada.
- Como eu disse.
Ela tirava as joias falsas colocando-as uma a uma sobre a mesa de cabeceira, deixando a aliança de casamento no lugar. Angelique estava sendo esquiva e me agradava que fosse obstinada, mas saber que ela se importava mesmo que minimamente com nosso casamento arranjado me tornou mais tenro.
- Me deixe ver esse ferimento.
Me aproximei sem esperar resposta, me abaixei á sua frente, era característico, dava para ver marcas de dentes pontudos que perfuraram e depois se arrastaram pela pele.
- Licantropo?
- Blackback.
- Mas\, Angie – perdi as palavras enquanto as dizia – ele a atacou?
- Achou que eu ainda trabalhava nas ruas\, mas quando eu recusei o serviço – ela suspirou e percebi seus olhos cheios d’agua – eu fiquei com tanto medo.
Ela me abraçou apertado, enterrando o rosto na curva do meu pescoço, sua respiração quente contra a minha pele era deliciosa. Inclinei o rosto sobre sua cabeça, um beijo mudo em seus cabelos.
- Isso parece bem mais que nada.
- Eu sei. Não queria que me visse assim. Eu vou tomar um banho e me preparar para te receber.
- Não\, você precisa descansar – me levantei olhando para o Goblin em seu poleiro – sabe o prato preferido de sua dona.
- Sim\, senhor.
- Faça.
Ele olhou para Angelique esperando uma ordem, ela assentiu rapidamente.
- Você não vai gostar.
- Mas você vai\, tome um banho e venha até a sala\, vou cuidar desse ferimento\, com sorte\, não terá nenhum sintoma.
Eu poderia me servir de uma dose forte de bebida, mas essa noite eu precisava estar são e completamente capaz. Me sentei na poltrona, olhando o crepitar do fogo na lareira que acendi, pensando sobre como ela se jogou em meus braços.
Angelique veio logo depois, em um suéter grande demais para ela, cobrindo até suas coxas, o cabelo escorrido ao lado do rosto, sem maquiagem. Inocente.
- Sente-se aqui – apontei o apoio para pés da poltrona e Angelique se aproximou.
Suas pernas juntas ficaram entre as minhas e me inclinei para frente com a haste de algodão em mãos. Um pequeno toque de limpeza e spray de cicatrização.
- Você falou sobre sintomas\, acha que vou virar um lobisomem? – o medo em sua voz era palpável.
- Licantropo\, não seja racista. Não\, fora da lua cheia ele não pode te transformar\, mas talvez aumente seu apetite por carne e fique um pouco agressiva na lua cheia.
- Vou ter duas TPMs então.
Isso me fez sorrir, ela era bonita naturalmente, sem os seios à mostra ou batom vermelho. Segurei seu rosto com cuidado, fingindo examinar seus olhos, na esperança que isso a fizesse pedir um beijo, Angie umedeceu os lábios e os afastou.
Eu não podia esperar que ela pedisse, eu a beijei.
- O jantar está pronto.
- Não deve interromper\, Goblin.
- Lee está fazendo o que lhe foi pedido.
***Faça o download do NovelToon para desfrutar de uma experiência de leitura melhor!***
Atualizado até capítulo 138
Comments
Fátima Ramos
Espero que o goblin não seja um espião
2025-02-10
0
Nélida Cardoso
😘😘😘ele queria um beijinhos 💋 💋
2025-03-14
0
Mellika Duarte
esse goblin sabe ser incoveniente
2024-11-10
1