Ponto de Vista Angelique Lacey
Não me permiti pensar que o problema era eu, já que meu único trabalho era esperar, o restante, era responsabilidade dele. Se Christopher queria dificultar as coisas eu faria pior.
Peguei todo o dinheiro que ele havia deixado para as próximas duas semanas e decidi gastá-lo em um dia, com qualquer coisa mais fútil que todas aquelas cortinas.
- Pode comprar vestidos novos\, ou joias\, quem sabe um relógio de bolso?
- Não sei\, Lee. Pensei em algo que tornasse minha estadia mais confortável\, alguma ideia?
- Roupa de cama?
- Sei exatamente aonde ir.
Virei a rua estreita que separava p bairro domiciliar, um lugar que eu já estava acostumada a andar, da rua principal do centro.
Não era um lugar onde me sentia plenamente confortável, mas a tensão dos rumores sobre um possível retorno da resistência, deixava todo mundo meio assim. As lojas, antes cheias, agora só tinham clientes que realmente precisavam sair de casa.
De certa forma, eu era protegida, não era um deles, mas estava com eles.
Parei em frente a Sultan Enxovais, a loja de tapeçaria que ocupava dois lotes na rua principal e atraia as donas de casa mais finas do país.
- Meu sonho sempre foi comprar aqui.
- Agora você pode\, senhora.
Respirei fundo e subi os poucos degraus até a entrada, o lugar era luxuoso, com salas completas como mostruário e diversos tapetes, cortinas, cobertores cobrindo todas as paredes.
- Precisamos de almofadas novas para o sofá\, algo mais claro como marfim ou rose.
- Ele vai odiar\, senhora.
Passei a mão sobre uma pilha de tapetes persas amontoados no centro da loja, mais macio que muitas camas em que já dormi, levantei a etiqueta e me espantei com a quantidade de zeros depois do número cinco.
- Posso ajudá-la?
- Bom dia\, estou procurando capas para almofadas.
- Desculpa estão em falta.
- Bem\, toalhas de banho\, então.
- Sinto muito – ela parou por aí\, sem ao menos inventar qualquer desculpa\, notei que ela estava parada no meio do corredor\, bloqueando a passagem para a parte da loja em que havia mais clientes.
- Achei essa\, senhora – Lee correu para cima da pilha de tapetes com uma capa de almofada cheia de rosas magentas sobre um fundo creme.
- Ah\, está é linda – menti\, sorrindo satisfeita por esfregar na cara daquela vendedora que eu tinha um Goblin\, logo\, teria dinheiro para pagar.
- Senhorita – ela pegou a capa antes de mim – eu sinto muito\, mas não podemos te atender.
- É senhora – levantei a mão com a aliança – eu sou casada.
- Percebo – a vendedora deu um sorriso torto que mais parecia expressão de nojo – o que quero dizer é que algumas clientes podem ficar desconfortáveis com a sua vestimenta\, é indecente para nossos padrões.
Olhei para as mulheres na outra parte da loja, elas cochichavam entre si e me olhavam horrorizadas.
Sei que muita gente vê prostitutas como mulheres desaforadas e briguentas, contra isso não tenho argumentos, ser barraqueira faz parte do pacote.
- Tudo fica indecente em mim – elevei a voz – essas bruacas só estão com inveja porque não tenho o umbigo entre os seios.
- Devo fazer algo senhora? – Lee se prontificou com a varinha em punho.
- Não\, tive minha vingança quando fui contratada pelos maridos delas – e dando um pequeno aceno para a loira no fundo – por falar nisso\, senhora De Ville\, seu marido procurou um médico para examinar a verruga na virilha? Ela está crescendo\, não acha?
- Senhorita\, me acompanhe por favor – um segurança grandalhão colocou a mão nas minhas costas.
- Não toca em mim\, eu conheço a saída.
***Faça o download do NovelToon para desfrutar de uma experiência de leitura melhor!***
Atualizado até capítulo 138
Comments
Nélida Cardoso
kkkkkkkkk ela boa de briga kkkkkkkkk
2025-03-14
0
Lopes
kkkkkkk
2024-09-04
2
Valda Martins
Kkk ela é das boas
2024-08-14
0