Saímos do avião e os meninos nos espera com uma alegria imensa, eu estou com saudades do grupo todo reunido e das nossas conversas no final do dia. A primeira coisa que Renan me pergunta:
__ Você dormiu com uma gata, em quanto viajava?
Olho para minha mão e as marcas das suas unhas gravadas nas minhas mãos, deixam a prova de que fui seu socorro no medo e um porto seguro. Para um macho alfa isso é o ápice.
__ Com certeza era uma gata com medo de avião.
Dou um sorriso sem vergonha e feliz por ter sido eu a lhe amparar.
Quando Calebe vai nos apresentar a noiva e as madrinhas o meu chão treme na base. Olho em direção as mesmas, Marina está ao lado da Giovana. Eu fico incrédulo, mas o mundo não pode ser tão pequeno para esbarrarmos, todos no mesmo lugar.
Respiro fundo e as cumprimento como se eu nunca a tivesse visto. Eu fiquei com ela uma vez em uma boate em São Paulo. Ela estava com mais duas amigas e participava de um congresso de pediatria, se eu não me engano era esse o motivo da sua viagem, pois eu estava um pouquinho bêbado e não me lembro direito como foi que chegamos naquele motel e muito menos o que fizemos. Só me lembro em acordar do seu lado e depois tomarmos um café juntos para nos conhecermos um pouco. Eu não sabia nem seu nome.
Ela me olha bem animada, porém, Marina está ao seu lado sem entender nada, tento agir normalmente mas não é fácil, se Marina souber desse caso, ela vai me esnobar mais ainda, como se isso me importasse.
Está uma coisa bem confusa de se entender, Calebe está pálido e trêmulo, olha que não é por causa noiva, que parece ter visto um ser de outro planeta e não tira os olhos de Bruno, que também está sem graça. Sandro e Renan estão tranquilos, mas os olhos de Salete estão quase soltando da órbita, olhando para Sandro que é simpático com todos igualmente.
Renan só sabe rir e vejo sua simpatia com Marina que está toda arreganhada para o lado dele e alguma coisa me incomoda muito nisso.
Quando a tal da Tábata se apresenta, com uma cara de poucos amigos, eu associei o nome a pessoa e percebi que meu amigo está bem enrolado e a causa do seu mal estar tem RG e CPF.
Ao perceber o mal-entendido, os rapazes com apenas um olhar dão um jeito de tirar Calebe da cena do crime, antes que tenha um ataque cardíaco e em vez de um casamento tenhamos um velório.
No carro eu dirijo, pois o mesmo está sem condições, ele só sabe resmungar esperando de nós uma solução para seu problema:
__ O que eu farei? Se Laila souber que fui namorado da sua amiga, ela vai terminar comigo. E se ficar sabendo dos detalhes, será bem pior.
Calebe fala passando as mãos na cabeça, está desnorteado com a situação. Renan como sempre sai com uma pérola que o apavora ainda mais:
__ Muito fácil, chega para elas e escancara de vez, coloca as duas frente a frente e conta tudo que aconteceu. Fala a verdade se ela quiser terminar que seja agora e não depois, do casamento.
__ Renan não deixa de ter razão, depois de casado eu te garanto que fica muito mais caro.
Falo olhando pelo retrovisor e vejo Bruno com um ar preocupado. Acho que tem mais coisas no ar do que eu imagino.
Chegamos no apartamento do Calebe e Bruno ainda está estranho, ele entra no banheiro e, eu vou atrás...
__ Agora acabou a privacidade, toda vez que um entrar no banheiro, será um bando de macho atrás?
Seu mau humor é nítido e isso tem nome e sobrenome:
__ O que aconteceu? Você está estranho, desde que pousamos. É por causa da Marina?
__ Não, a Marina é linda, simpática e, com certeza, eu gostaria de ficar com ela, mas é muito gavião rodeando a mesma pombinha, meu problema é outro.
Ele fala tirando a água do joelho e sacudindo o falecido.
Eu estou sentado na banheira esperando a confissão do condenado, assim é seu estado de espírito:
__ Então, diga! O que está te afligindo?
__ Você promete que não vai falar nada?
__ Prometo, sou seu amigo!
__ A noiva foi minha namorada na adolescência.
Estou em choque e o fico olhando para ver se entendo. Ele conta os detalhes e eu estou bobo:
__ Eu gostava muito dela e ela não mudou nada, está linda. E alguma coisa mexeu com a minha cabeça na hora que ela me encarou.
__ Muita coincidência, você acredita que São Paulo daquele tamanho, Bahia com milhares de mulheres, eu fui encontrar a Giovana em uma boate em sampa e passei uma noite com ela?
__ Você está falando a Giovana, madrinha da noiva?
__ Sim como se não bastasse minha rivalidade com a Marina no tribunal, agora esse bando de mulheres são amigas e estamos todos num casamento e somos os padrinhos.
__ Eu estou com vontade de ir embora, se eu acreditasse em carma, eu diria que temos muita coisa para acertar nessa vida e o destino colocou todos nós no mesmo lugar para resolver tudo de uma só vez.
Ouvimos um batido na porta e Sandro com seu humor sem graça:
As meninas já terminaram o romance, há vida aqui, fora do banheiro.
Saímos um pouco mais relaxados, pois desabafar com um amigo é sempre bom. Mas todos com olhares cansados e de preocupação.
Sentamos na sala e com algumas garrafas de cerveja para o café da manhã, começamos a conversar com Calebe a respeito do seu problema. Conselho se fosse bom ninguém dava, vendia, mas como amigos chegamos ao consenso de que o melhor agora é esperar para ver o que acontece. Nada de nos precipitarmos, agiremos com cautela, pois estamos em campo minado e não queremos a terceira guerra mundial, começando na Bahia...
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Atualizado até capítulo 79
Comments
Dinha
Chorando horrores de tanto rir
2025-02-03
2
Iracema Barboza lima
não consigo parar de rir, pior sozinha kkkk
2025-02-25
0
Raimunda Neves
Rindo muito, simplesmente amando cada capítulo 💝 💝 💝 💝 💝 💝 💝
2024-10-10
2