Eu combinei tudo com Rafael, íamos ouvi-las primeiro e depois tomarmos a decisão do andamento do divórcio. Uma coisa de cada vez:
Primeiro consultei as informações antes do divórcio litigioso. ...
Depois reuni a documentação e preparo a petição inicial. ...
Houve a intimação da outra parte e foi marcada a audiência de conciliação. ...
Nosso objetivo era contestar o divórcio litigioso, para não ficarmos toda vida com essa espada na cabeça, já que o meu cliente tem rabo preso por todos os lados. Nossa esperança é de que Natália não soubesse de tudo e no caso, só aguardarmos a decisão final do juiz.
Quando falo que homem é burro e mulher é coitadinha só até a hora do divórcio, ainda tem quem contesta, mas eu estou coberto de razão.
Quer saber quem é sua esposa, peça o divórcio, ela tem dossiê, fotos, vídeos, cópias de documentos, horas de gravações e até suas digitais, tudo pronto para te depenar até a alma.
Eu fui enganado pela segunda vez. A primeira foi quando eu me separei dela e agora, que eu, achei que Natália não tinha provas contra o Rafael, pelo que eu conhecia dela, eu pensei que ela não fosse pedir essa fortuna em pensão. Como eu fui inocente. Ela depenou o coitado e ainda deixou uma arma apontada para sua cabeça, se ela abrir a boca a respeito de impostos e laranjas ele estará lascado de vez.
Saio do fórum com a pulga atrás da orelha, se realmente foi Natália a mentora dessas acusações ou se foi aquela advogada marrenta. Ela é esperta e está se achando, ganhou duas causas seguidas e acha que ganhará uma terceira.
Quem vê cara não vê coração, ela é linda, seu sorriso desmonta o coração de qualquer marmanjo. Mas ela se une a outras mulheres para nos destruir. É uma praga na lavoura, só sobra o lavrador com os prejuízos.
Eu quero distância dessa mulher, coitado do homem que se apaixonar por essa cobra, chamada Marina, ele corre o risco de perder a sanidade e ficar na pobreza o resto da vida.
Ainda bem que estou indo para a Bahia, ficarei longe de São Paulo e desse fórum , eu não a verei tão cedo e não corro o risco de perder a cabeça.
Volto para o escritório e minha secretária me informa que não conseguiu passagem aérea para o dia vinte dois, e sim para o dia vinte e quatro, de madrugada. Eu fico superchateado, mas não temos alternativa, Combinamos de irmos juntos, eu, Bruno e Sandro.
Os rapazes chegam no meu apartamento um dia antes, pois temos que resolver algumas coisas para levarmos e aproveitamos para assistir um jogo na televisão, comemos umas besteiras e tomamos uma cerveja. No meio da noite Bruno sente um mal-estar e passa a noite como um rei, do trono para a cama e da cama para o trono.
Viajaremos de madrugada e a cara dele é de quem está morrendo, não tem cor e muito menos ânimo. Coisa normal de um homem quando sente uma indisposição, acha que o mundo vai acabar. Até nisso as mulheres são mais fortes. Sangram quatro dias por mês e não morrem, ainda por cima trabalham, cuidam da casa, dos filhos e ainda aconselham as amigas a serem fortes. Difícil é saber de que matéria essa raça é feita. Não é normal.
Chegamos em cima da hora no aeroporto e todos já embarcaram, Bruno e Sandro entram na frente. Sandro senta-se primeiro e de repente Bruno para no corredor do avião como se congelasse, ouço Sandro falando e observo o que está acontecendo, enquanto eu coloco a bagagem de mão no compartimento de cima:
__ Bruno, querido você está se sentindo bem?
Olho para a causa do congelamento do rapaz, se não foi um borrão na calça, deve ser pela moça sentada a sua frente, que ao vê-lo dá um sorriso simpático.
Ele olha para Sandro e tenho medo de ver um corpo flutuante nas nuvens quando decolarmos, pois ele odeia ser chamado de querido. Mas Sandro o faz no automático, é assim com todos sem distinção.
Agora gelado estou eu, pois a moça não é nada menos que a doutora Marina, que ao me ver o sorriso se apaga e abaixa a cabeça ao perceber quem será seu companheiro de viagem.
Dou um empurrão de leve no amigo que esqueceu da vida e me sento ao lado da marrenta:
__ Bom dia, doutora. Viajando cedo?
Falo me ajeitando na poltrona e colocando o cinto.
__ O senhor também, e por coincidência tinha que ser ao meu lado.
__ Algum problema? O voo está lotado, se a senhora não quiser minha companhia eu posso ir na asa do avião.
__ Não seja bobo, eu não tenho o porquê de não querer sua companhia. E não sou senhora, sou senhorita.
Ela fala e dá um sorriso de deboche. Seu perfume é suave e doce, sua boca rosada faz um formato de coração e seus olhos grandes e escuros não me encaram. Mas eu a analiso com cuidado e percebo o quanto ela é linda.
Ouvimos a comissária dar seus avisos:
Sejam bem-vindos a bordo...
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Atualizado até capítulo 79
Comments
Sandra Maria de Oliveira Costa
mulhere mata um leão por dia e ainda pica kkkk
2024-11-27
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Sandra Maria de Oliveira Costa
eitaaaa que vai estar no laço e mansinho kkkk
2024-11-27
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Sandra Maria de Oliveira Costa
adorei kkkk
2024-11-27
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