- Carlota tenha uma coisa que sua mãe deixou para você. – Ao ouvir Louise falando aquilo Carlota parou e olhou para trás. Ela tentava pensar em algo que sua mãe deixaria para ela\, pois nunca foi a mais querida de nenhum de seus pais.
- Deve ser para Irene\, minha mãe nunca deixaria nada para mim. - A jovem estava cabisbaixa com os olhos vermelhos devido às lágrimas que insistia em cair sem sua permissão.
- Sua mãe me pediu algo nesta carta\, mas como eu não sabia que isso iria acontecer acabei não lhe dando uma resposta e agora acho viável que você leia a carta com o pedido e se aceitar cuidarei de você como se fosse minha filha\, também pagarei uma escola para que você se trone uma verdadeira dama e consiga um casamento de alto escalão. – Louise sentia que poderia ser a mãe adotiva de Carlota desde a primeira vez que a viu\, claro que antes ela apenas viu Irene como o rosto descoberto\, mas ela sabia apenas pelo olhar de Carlota que ela não era igual à irmã.
Após pegar a carta ela leu e ficou um pouco feliz pois sua mãe pensou nela e desejava que ela fosse feliz e que vivesse de maneira apropriada com um casamento digno e sem preocupação.
- Se este era o desejo da minha mãe\, eu me tornarei a filha de Louise e serei grata por toda a vida por tamanha bondade em me criar até que eu tenha a idade certa para me casar. – Carlota falou ainda com os olhos no papel. Louise se sentiu feliz\, só não sabia como contaria a seu pai mais tarde que agora ela tinha uma filha adotiva e que eles não precisariam se importar em escolher alguém para deixar toda sua herança quando chegasse a hora de partirem deste mundo.
- Ficou muito contente que aceita ser minha filha\, mas antes preciso que você deixe me ver seu rosto\, somo uma família e não seria justo eu não saber como seria a sua aparência antes que você se case. – Carlota sabia que era justo\, só tinha um pouco de receio quando a mulher vesse que seu rosto não havia nenhuma cicatriz como Irene falou.
Primeiro retirou o lenço de seus cabelos e em seguida o que cobria o rosto, ela sabia que sua aparência não era tão bonita como a de Irene pelo menos era isso que todos diziam, e por ela ter cabelos negros que eram comuns já os de Irene eram ruivos considerados únicos e bonitos sua pele era branca como arroz e possuía algumas sardas, mas não era nada comparados com as das outras mulheres que também tinham cabelos ruivos e pele branco.
Carlota tinha a pele branca, porém havia alguma cor que não a deixava tão pálida seus rostos não havia sardas e nem uma cicatriz o que deixou Louise contente pois se esta fosse escolhida pelo alguém de prestígio seria bem recompensada e a família do noivo iria tratá-la com grande estima.
- Carlota por que mentiu para mim quando disse ter uma cicatriz em seu rosto? Pelo que eu vejo você te o rosto mais bonito quanto o das concubinas do rei. – Como a mulher havia visto algumas das esposas do rei ela só poderia compará-la cm estas\, a rainha era uma pessoa que poucos haviam visto e pelo que falavam era que ela tinha uma beleza comum diferente de algumas das concubinas que poderia ser comparada como deusas da beleza quando mais novas.
- Sinto muito por mentir\, mas eu não costumo mostrar meu rosto para desconhecidos\, meus pais e proibiram de mostra meu rosto pois ele dizia terem pessoas ruins que poderia fazer algo se vessem como eu me parecia. – Carlota explicou e Louise pareceu entender e aceitar.
- Tudo bem. Você agora sendo minha filha\, saiba que irei lhe enviar no aniversário do general\, assim poderá encontrar um noivo\, porém não acho que você deva continuar a morar aqui na casa de bebida. O que você acha? – Carlota nunca teve interesse em participar disto e ter que se apresentar diante de muitas pessoas.
- Tudo bem\, não tenho mais nada de importante nesta vida\, um casamento precoce não mudará meu destino. - Ela estava desanimada.
- Não diga isso\, eu lhe enviarei como minha filha\, mas para isso você deve se tornar uma dama em segredo\, e não deve falar a ninguém sobre eu lhe adotar como minha filha preciso manter em segredo para que ninguém comesse a falar coisas desnecessárias. - Louise tinha medo que alguns de seus concorrentes pudesse tentar se aproveitar da situação e tentar arranjar uma aliança por meio do casamento apenas por interesse e isso estava fora de questão.
- Manterei segredo. - Ela concordava\, se fosse para o seu bem\, não se oporia ainda mais que agora ela estaria começando sua vida praticamente do zero\, e ainda tinha que lutar com a tristeza e sentimento de estar sozinha após saber que seus pais morreram e que sua irmã lhe descartou como se ela não fosse uma pessoa com sentimentos.
Louise estava contente que Carlota aceitou e agora ela faria de tudo para que Carlota se tornasse uma jovem senhorita de prestígio e seria cobiçada pelos rapazes da província. Além disso se Carlota entrasse no palácio ela poderia conseguir novos clientes e suas vendas aumentaria.
Carlota saiu da sala de Louise e estava decidia a ir comprar algo para fazer um funeral simbólico para seus pais, mas quando saiu viu que Tati estava no corredor e assim que a viu triste foi até ela e lhe deu um abraço pois já sabia o que havia acontecido e estava pronta para lhe ajudar caso precisasse, a única coisa que ela não sabia era que a amiga foi abandonada por sua irmã biológica e que agora ela pertencia a outra família.
Tati ficou em silêncio enquanto abraçava a amiga, que estava chorando e quando se acalmou mais ela desfez o abraço lhe dando um sorriso em forma de apoio.
- Obrigada\, por esta comigo\, não sei o que seria de mim se não tivesse uma amiga como você. - Carlota falou com a amiga e limpou seus olhos\, como seu rosto já estava coberto ela não precisava se preocupar muito com seu rosto estando ruim.
- Se você preferir podemos ficar aqui\, sei que você não irá sair agora. – Tati falou\, porém\, ela não sabia que Carlota não desejava ficar em um quarto chorando\, para ela seria mais reconfortante fazer um funeral para seus pais e assim ela poderia se despedir deles de maneira apropriada.
- Irei sair e comprar alguns incensos e papeis de ouro para queima enquanto me despeço dos meus pais. - Dito isso elas saíram da casa de bebida e enquanto andava pela rua\, Carlota deixou sua mente vagar se distraindo e afastando aquele pensamento em relação ao que estava acontecendo em sua vida.
As ruas estavam cheias de pessoas indo e vindo, como elas estavam indo à rua principal que ficava na chegada perto do grande portão. Apesar de ter se distraído no início ela não conseguia se interessar por nada do que via seus corações estavam tristes e ela só queria ter a chance de vê-los uma última vez e disser que os amava muito, pois não teve esta oportunidade.
Depois que comprou os incensos e as velas, Carlota e Tati saiu em direção a floresta fora da cidade da província. Elas caminharam por um tempo e quando estavam bem longe da estrada, Carlota encontrou uma rocha grande e gravou o nome de seus falecidos pais, depois se ajoelhou e curvou-se diante da rocha como se ela representasse seus pais.
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Atualizado até capítulo 64
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