Capítulo 6

Irene: Pai, eu ficarei rica e cuidarei de você.

Irene, vendo que o homem estava em silêncio, fez uma promessa e deu um último abraço no homem que retribuiu e novamente uma lagrima solitária escorreu por seu rosto cansado. Vendo que estava próximo ao seu destino e que provavelmente a carroça pararia em breve, ele falou mais uma vez para suas filhas se cuidarem.

Pai: Irene cuide de sua irmã, você é responsável por ela agora.

Apesar de ter assentido em confirmação, porem seu pensamento dizia o oposto, já que cuidar de sua irmã caçula de quinze anos seria muita responsabilidade para ela que desejava ser uma artista famosa, para ela tudo estava estranho, ele havia feito muitas perguntas sobre se cuidar da irmã em sua ausência, será que ele estava doente ou havia algo que seu pai e sua mãe estavam escondendo de suas filhas? Isso era uma dúvida na qual ela não tinha tempo para tentar entender, pois assim que os passageiros da carroça desceram ele chicoteou o cavalo para que ele começasse a andar novamente, sem parar para dar água ou comida ao coitado.

Irene: Cuidarei dela.

A jovem mulher limpou seu rosto e deu um sorriso para mostrar ao homem que ela ficaria bem.

Irene: Sentirei saudades.

Ela falou um pouco longe demais do homem que permaneceu ali vendo suas filhas irem para longe de sua proteção.

Carlota: Eu te amo pai.

Carlota também falou algo que verdadeiramente sentia por seus pais e nunca havia falado aquilo antes, e quando teve a chance ela simplesmente deixou passar falando demasiado tarde e apenas para si mesma em um sussurro.

Carlota: Deus cuide dos meus pais, eles são meus tesouros.

A jovem garota falava com muita devoção na intenção de que sua família fosse protegida de todo o mal existente no mundo e de pessoas cruéis e sem compaixão.

Assim que o homem desceu na vila três, elas ficaram sozinha e silencio, vez ou outra falava sobre o que viam de novo nas ruas estarem passando.

A viagem durou cerca de uma hora e meia após a primeira parada e ao chegarem na vila dois as duas irmãs desceram, sendo que Irene por ser delicada como as jovens ricas, precisou da ajudar de Carlota para descer da carroça, enquanto ela ajeitava seu vestido a outra irmã pegava os sacos de roupas entregando para a irmã seus pertences, apesar de não ser muito apenas um pequeno saco de roupas elas estavam contentes com o que tinha. Carlota e Irene estavam em seus próprios pensamentos, cada uma pensando em algo que esperava alcançar com o trabalho, além das oportunidades que poderiam surgir caso fosse convocada ao palácio para uma apresentação.

Para Carlota aquela era uma chance que tinha para seguir o mesmo caminho de sua irmã, que era vista como uma inspiração para ela, porém não necessariamente ela seria famosa, apenas queria aprender e provar para se mesma que conseguiria, porque seu sonho verdadeiro era lutar na arena do palácio, mas isso era complicado por ela ser uma garota.

Irene tinha um sonho de ser uma dançarina do palácio e viver uma vida de luxo e privilégios tendo aulas diariamente de canto, dança e poema, mais tudo isso não passava de um sonho de jovem. Ela também pensava em sua irmã e como fazê-la seguir seus passos e desistir de seu sonho bobo de lutar na arena, um lugar mortífero e sanguinário, cheio de homens cruéis que matava para entreter que plebeus os assistiam.

Carlota também já foi uma menininha que vivia arrumada e toda cheia de delicadeza, porém tudo mudou quando ela completou seis anos e o rei surgiu com a arena em homenagem ao príncipe herdeiro que gostava deste tipo de coisa, nesta época a menina Carlota saiu escondida dos pais, entrou em um baú que os vizinhos estavam levando para a arena, os homens já tinham bebido bastante e nem se importou em olhar o baú, com isso ela conseguiu chegar próximo à arena.

Ao chegar no local ela esperou até que o silêncio e nenhuma movimentação na carroça fosse perceptível, assim ela saiu com cuidado para ver como estava do lado de fora do baú, para sua surpresa estava cheio de pessoas, sendo mulheres vendendo lanches enquanto outras acompanhava seus maridos os instruindo sobre quanto deveria aposta em determinado lutador, os homens de todos os perfis, magros, gordos e os que eram fortes aguardava na expectativa de ter sua entrada liberada para que pudessem assistir ao show sanguinário e mortal.

Todos de classes diferentes se reunião em um único local apenas para gastar dinheiro e se deliciar com algo terrível que as mulheres da província achavam uma barbaridade, contudo ainda assim vendiam suas mercadorias a fim de ganhar algum dinheiro com todo aquele fluxo de pessoas.

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