Capítulo 16

No palácio

Um grupo de homens andava a cavalo em busca de um servo ou javali para presentear o rei que aguardava ansioso pela volta de seu terceiro filho, mas em seu coração existia uma mágoa que o atormentava.

O homem diminuiu seus passos a cavalo ficando quase imóvel, com sua lança na mãe ele mirou no animal que fuçava a terra em busca de alimento. Estando pronto ele lançou sua arma que atingiria a cabeça do animal lhe proporcionando uma morte rápida sem sofrimento, porém seus planos foram estragados quando uma flecha atingiu sua lança desviando-a de seu objetivo principal e outra flecha atingiu o dorso do anila fazendo ele correr por alguns quilômetros ferido até cair e aguarda a sua morte.

- Proteja o general. – Os soldados do homem fizeram um círculo com seus cavalos e pegou seus arcos e flechas mirando em todas as direções\, prontos para atirarem\, mas para ao homem isso era desnecessário\, se conhecia bem esta era a terra da família real e possivelmente os príncipes haviam pregado uma peça nela para que ficasse chateado e fosse repreendido pelo pai\, antes mesmo de sua chegada ser comemorada.

- Quem ousa roubar minha caça? – O homem perguntou\, mas a única coisa que viu foi um servo correndo e se ele conhecia bem aquele símbolo e cor de roupa\, significava que ele era o servo de um dos dois príncipes\, eles eram irmãos da mesma mãe por este motivo sempre estava causando desavenças e intrigas desde que eles eram pequenos com os outros. Como esperado um de seus servos atirou e a flecha que atingiu em cheio o coração do servo que caiu sem vida no chão.

O homem e seus outros servos estavam mais distantes e puderam ver e ouvir o que o irmão, mas ele nunca pensou que perderia um dos seus e que seu terceiro irmão era uma pessoa cruel, já que tirou a vida de alguém e agora estava procurando pela caça ferida.

- Por que tenho tanto azar em menos de uma hora na minha terra natal? – O general perguntou se sentindo frustrado\, por não matar o animal com sua lança.

- Acho que alguém está dificultando as coisas para o senhor como o passado. – O guarda pessoal do general era alguém de confiança e que sempre esteve com ele desde pequeno\, por isso poderia dizer melhor do que qualquer outro sobre sua vida antes e agora. Ao seguirem a trilha de sangue um de seus servos que andava a pé encontrou o animal com a flecha em seu peito. Vendo que alguém realmente estava brincando com ele para o deixar irritado\, e tentou ao máximo se controlar e não importa.

- Meu senhor está lança é do rei. – Ele entregou um pedaço da lança que pegou do animal já sem vida e sabia que era de um príncipe devido aos detalhes que possuía na ponta superior.

- O príncipe. – Ele falou com ódio e quebrou o pedaço que estava em sua mão\, subiu em seu cavalo e retornou ao palácio com a presa\, porque não podia deixar-lá abandonada sendo que o rei iria descobrir e exigiria uma resposta sobre isso.

Assim que chegou no palácio desceu e foi para o jardim que sua mãe estava. Ele instruiu um de seus homens a levar o animal para a cozinha que alguém cuidaria de prepará-lo enquanto ele visitava sua amada mãe antes que todos tomassem seu precioso tempo.

Antes que entrasse no jardim da concubina ele notou que havia duas servas na entrada do jardim e assim que viram ele, saíram correndo, provavelmente para o quarto da concubina, sem se importar ele apenas continuou seguindo até a porta do quarto que sua mãe costumava ficar.

- Meu querido\, pensei que não retornaria até o amanhecer. – A concubina falou com seu filho\, assim que o viu aparecer na porta de seu quarto.

- Acabei chegando antes do previsto\, pois queria ir casar algo para a senhora. - O homem foi gentil\, apenas para deixar sua mãe triste\, a vida no palácio era muito tediosa e cheia de intrigas e mortes\, por este motivo ela passava mais tempo reclusa em seus aposentos para que ninguém criasse algum problema para ela.

- Ficarei contente em aproveitar uma refeição com você antes que o rei lhe der algum serviço. – A mulher tinha um tom de tristeza em sua voz\, que mesmo ela tentando não transparecer com um sorriso o filho notou esta pequena mudança de humor.

- O príncipe tem todo o mérito novamente por conseguir a melhor caçar. - Ele falou e foi até a mesa\, pegou um copo e serviu-se de chá.

- O príncipe? Como ele descobriu que você estava caçando? Nem mesmo eu sabia disto. – O terceiro príncipe não tinha certeza se ninguém saberia de seu retorno além do rei\, mas acreditava que alguém de seus irmãos mais velhos estavam o espionando a fim de encontrar uma breja para mandá-lo para longe novamente. Ele ainda se recordava do dia em que estava brincando com seus irmãos no jardim principal e ele acabou se machucando\, mas antes que ele pudesse falar alguma coisa seu primeiro irmão começou a chorar e quando o rei estava presente ele afirmou que o mais novo que havia começado e ainda o feriu. O rei sem pensar direito o enviou para o exército que se encontrava diante de uma guerra\, com apenas treze anos ele teve sua vida mudada drasticamente e nunca teve a permissão de retornar\, se ele não fosse o general não estaria diante de sua mãe hoje.

- Pai? – Ele riu. – Aquele homem nunca me enviou um decreto para que eu pudesse retornar a província ou visitá-la\, se não tivesse subido de cargo por mérito próprio por meus esforços nunca teria retornado ou na pior das hipóteses estaria morte como a maioria dos que chegaram naquele ano na guerra sem nenhum conhecimento. – Apesar de seu descontentamento ele sabia que não poderia fazer nada para mudar o que já aconteceu\, por este motivo ele desejava fazer o possível para não ser chamado de terceiro príncipe enquanto estivesse aqui.

- Não seja assim meu querido filho\, se algumas daquelas esposas de seu pai ouvir vai correr para contar a rainha. – A mulher tinha medo de que algo acontecesse com seu filho por causa daquelas mulheres invejosas.

- O que ele vai fazer comigo\, me mandar novamente para a morte? Preciso ir falar com o rei\, se cuide mãe. – Se levantou e foi falar com o rei\, ele não pretendia prolongar sua estadia no palácio e queria sair e comprar sua própria mansão\, quando tivesse tempo.

Quando chegou a porta que levava para um grande salão que o rei ficava com seus servos, sua entrada foi anunciada e ao entrar ele encontrou o rei sentado como ele se recordava.  Ele vestia uma roupa amarela com bordados em fios de ouro usava sua coroa e tinha alguns livros em sua mesa na qual ele estaria lendo se não fosse interrompido.

O homem não estava muito contente vendo aquele filho seguiu o caminho da guerra, no passado ele apenas enviou e decretou que ele seria punido por tentar ferir o príncipe herdeiro por dez anos porem um ataque destruiu o quartel poucas noites após ele ter sido enviado para aquele lugar, depois disto ele acreditou que seu terceiro filho havia morrido e se culpou por anos até que uma notícia chegou em suas mão de um general que se parecia com o terceiro príncipe e após investigar ele descobriu que o rapaz que agora tinha vinte anos era realmente seu filho. Com esta nova chance o rei queria compensar seu filho por tê-lo enviado para a morte, mesmo que fosse difícil queria fazer algo por ele, e isso já estava sendo providenciado com um grande casamento.

O rei fechou o livro e se levantou para ir dar um abraço e ver como seu filho estava crescido, mas antes que chegasse perto viu que ele se ajoelhou em respeito e abaixou a cabeça, isso lhe causou de certa forma uma dor em seu coração, pois nenhum de seus filhos fizeram isso exceto aquele terceiro filho que agia como um desconhecido.

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