Mas tudo isso estava no passado agora seu maior desejo era apenas ficar longe de confusão e se ele queria vir para seu cômodo jantar então comeria o que ela estava acostumada a comer.
- Não se preocupe faça apenas o de costume\, de qualquer forma ele não mudará o que começou a tempo quando enviou meu filho para a morte. – A mulher se levantou e foi para a frente do espelho onde tirou todos os acessórios do cabelo e desfez o penteado com a ajuda de sua serva\, depois foi para o banho\, mesmo não tendo muito ela desejava está ao menos apresentável para quando o rei a visitasse e seu filho também viria.
Naquela noite o general veio com algumas comidas que encomendou de um restaurante da vila dois e levou para sua mãe, também enviou algum dinheiro, ao descobrir por meio do seu servo pessoal que sua mãe estava sendo negligenciada em relação à mesada que recebia.
- O que é tudo isso meu filho? – A concubina falou com seu filho que entrou e logo as pessoas atrás dele entraram com muita comida.
- Uma boa refeição para minha querida mãe\, também trouxe isto para ajudá-la nas despesas. - A mulher tentou rejeitar a quantia que tinha na caixa\, porém o filho entregou para a serva dela que pegou e ao abrir ficou surpresa com a quantidade que havia.
- Minha senhora com esta quantia podemos pagar todos os servos e ainda sobrara muito para viver alguns meses. - O homem se sentou na mesa e bebeu um pouco de chá que tinha ali.
— Vamos comer. - Ele falou e pegou alguns talheres se servindo, mas a mulher o parou antes de colocar um pouco a comida em seu prato.
- Não podemos comer agora. - Ele não entendeu o motivo e olhou confuso para sua mãe.
- Por quê? - Perguntou olhando para a mãe.
- Seu pai virá jantar conosco\, vamos esperá-lo. – Vendo que sua mãe estava realmente decidida a esperar o rei ele deixou os talheres de lado. Mas com certo tempo ele notou que o homem parecia não vim então ele decidiu não esperar mais.
- Esquente a comida e vamos comer. – Os servos que estavam do lado de fora entrou e pegou as comidas levando para a cozinha a fim de esquentá-las e trazer para seus senhores.
- Devemos esperar mais alguns minutos. - A mulher ainda estava decidida a esperar o homem e ficar com fome.
- Mãe ele não virá mais esta noite\, vamos comer e depois a senhora pode esperá-lo com algumas sobremesas. - A mulher aceitou a sugestão do filho e quando a comida retornou para a mesa eles fizeram uma boa refeição ficando satisfeito. Como havia sobrado muita comida que não havia sido tocada os servos que estavam assistindo seus senhores foram permitidos a comer\, porém na cozinha havia mais que eles pudessem comer sem receio.
Após ter retirado as comidas o rapaz viu que seu servo havia retornado e lhe falou algo que ele deveria resolver no quartel.
- Aconteceu alguma coisa? – A mulher perguntou vendo que seu filho se levantou.
- Sim\, mas não se preocupe irei resolver. - Ele tentou não preocupar a mulher. – Não demore muito o esperando\, ele pode estar no jardim de outra. – Se despediu de sua mãe e saiu. Enquanto andava para fora do palácio ele notou que alguns servos de seu segundo irmão estavam comentando sobre a caçada de mais cedo e só então descobriu qual dos príncipes havia roubado sua caça\, os homens ao ver que o príncipe general estava ouvindo tentou disfarçar mais foram ignorados pelo rapaz e por seu servo que continuou andando em direção a saída do palácio.
- Um príncipe no qual nem o próprio rei considera como família\, agi de maneira tão esnobe apenas por ter um título de general\, o que ele sabe? Não conseguiu nem matar um javali quanto mais lutar na guerra. - O homem falou ao ver que foi ignorado. E seus amigos começaram a rir pois achava que aquele príncipe era tão lamentável que nem merecia estar frequentando o palácio dada sua posição.
- De qualquer forma ele continua sendo o terceiro príncipe\, e o rei e a rainha estão preparando o casamento dele. — Um dos servos falou após parar de rir.
- Você acha que eles iram escolhe uma boa esposa? Pelo que fiquei sabendo apenas duas princesas irá vir se apresentar e as outras são mulheres comuns que serão escolhidas a dedo pela rainha. - Outro comentou.
- Ou seja será as mais feias e comuns do reino. - O homem falou tirando sua própria conclusão.
- Feias eu não sei\, mas elas serão pobre sem nenhum apoio então o terceiro príncipe continuará sem apoio futuramente.
Enquanto os homens do príncipe ficavam conversando o general e seu servo foram para o quartel e encontrou os ladrões que tentou saquear o local.
- Quem mandou vocês? – O rapaz sabia que aqueles homens não fariam isso sem que alguém tão poderoso quanto o rei o enviasse.
- Ninguém. - Respondeu o ladrão.
- Ótimo\, já que não pretende me responder então vamos ver se depois que eu cortar um dedo seu isso mude. - O general falou tentando ameaçar o homem\, porém este não se importou e até sorriu debochando do general como se ele não conseguisse fazer aquilo.
- Levem o para a sala de tortura. – Ele falou com os guardas que estavam na sala. O homem foi levando e em seguida começou a ser torturando até que ele chegasse ao seu limite e falasse quem foi o mandante.
- E agora vai me dizer quem lhe enviou? - Perguntou mais uma vez.
- O segundo príncipe\, ele ameaçou minha esposa eu não pude fazer nada a não ser aceitar sua ordem. - Ouvindo aquilo ele supôs que seu segundo irmão tinha um problema com ele\, mas por qual motivo\, já que ele não era uma ameaça para nenhum de seus irmãos.
- Senhor\, o que faremos com ele? – Perguntou o servo do general.
- Leve-o para fora desta terra e der algum dinheiro para que ele não retorne. - O homem que estava meio acordado ouviu e agradeceu por sua bondade.
- Obrigada por me poupa\, eu farei o que o senhor me pedir. - Ouvindo o que o homem falou o general apenas o deixou para que seu servo de confiança desse um jeito e foi para sua tenda\, estava cansado e só desejava ter uma noite de descanso.
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Atualizado até capítulo 64
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