??: Você deve ser Carlota? O que você acha de sermos amigas? - Sem entender o que estava acontecendo, Carlota parou onde estava, mas com isso a jovem mulher envolveu seu braço no dela sem dar tempo para que pudesse se afastar, depois a jovem mulher a trouxe para a cadeira que estava ao lado da cama de Lorena.
Carlota: Desculpa, mas eu não te conheço. - Tentou se afastar assim que se sentou na cadeira.
??: Eu sei, mas você não é como as outras mulheres, você é jovem como eu e rebelde, eu nunca conheci nenhuma mulher rebelde. – Achando aquilo indelicado, a mulher decidiu se apresentar e se desculpar pelo que acabou de dizer.
??: Desculpe, eu não quis se indelicada, mas, minha senhora, disse que você é uma jovem rebelde que gosta de aventura e perigo, por isso achei interessante ter alguma amiga assim. - Ela foi sincera e por um momento abaixou a cabeça se sentindo triste de alguma forma. – Sabe, eu nunca fiz nada que fosse ao contrário do que todos me disseram, assim minha vida se tornou monótona e ver você é como uma luz que pode me mostrar mais como é a vida de uma mulher que quebra as regras ocasionalmente.- Carlota ouviu tudo em silêncio, ela não era uma pessoa que gostava de quebrar as regras, nas quais existia antes mesmo dela nascer, sabia que havia uma mudança durante estes e que eles seguiriam a risca palavra por palavra do que o rei declarava ser lei, no entanto, simplesmente acontecia sem ela perceber.
Carlota: Entendo mais tem tantas garotas nesta casa que eu posso não ser a única com este perfil. – Ela não podia acreditar, por isso falou com a jovem de pele pálida e viu que ela levantou a cabeça e olhou na direção que Lorena estava.
??: Elas não são legais como Lorena. – Lorena se levantou pronta e foi até a porta abrindo-a, depois parou ao se lembrar que não podia sair sozinha desta vez, agora ela tinha uma colega para ajudá-la no trabalho de limpeza.
Lorena: Quando elas entram aqui são ótimas pessoas, mas depois que começam a frequentar os quartos privados se tornam diferentes e arrogantes, mas é compreensível passam a ganhar mais e cada vez mais. Elas se tornam semelhante às senhoras ricas. – Lorena falou e olhou para as duas jovens que estavam prontas para segui-la. – Vamos, que o trabalho nos espera. - Dito isso, as duas a seguiu por todo o corredor, e entrou em uma porta na qual ela não se recordava ter visto nesta parte do corredor.
Carlota: Qual é o seu nome e quantos anos você tem? – Carlota perguntou a jovem que estava agarrada em seu braço como se fosse uma criança com medo de perder sua mãe.
??: Oh! Que cabeça é a minha? Eu esqueci de me apresentar. – A jovem mulher deu uma batida de leve na sua própria cabeça por ter se esquecido. - Eu sou a Tati e tenho dezessete anos, e você? – Com um sorriso, ela perguntou.
Carlota: Eu tenho quinze. – Respondeu.
Tati: Sabe vou conhecer meu noivo na véspera do aniversário do general, pelo que ouvi falar ele é um soldado de segunda linha que está sob o comando do general. – Ela falou empolgada, porém, Carlota estava incrédula, por ver tamanha felicidade da jovem mulher falando sobre o tal soldado que provavelmente era um homem mais velho.
Lorena: Tati, deixe ela comigo e você vá cuidar de sua senhora antes que ela decida cancelar seu noivado. – Lorena falou para que a mulher voltasse a seu serviço e deixasse as duas fazerem o seu trabalho sem suas conversas sem fim.
A jovem se despediu das amigas e fechou a porta, desaparecendo do campo de visão das duas mulheres que estavam no cômodo.
Lorena: Ela uma boa pessoa, mas muito ingênua. – Lorena falou entrando em um dos quartos totalmente bagunçado.
Carlota: Lorena, você tem quantos anos? – A jovem perguntou.
Carlota queria se familiarizar mais com sua colega de quarto, a qual ela passaria a conviver.
Lorena: Vinte, mas não tive a chance que algumas têm de se casar quando completa dezoito anos. - Ela parecia triste. – Minha mãe havia encontrado um noivo, porém ele morreu em batalha protegendo seu superior. – Ela ficou em silêncio como se aquilo a ferisse grandemente.
Carlota: Você o amava? – Ela olhou para Carlota e deu um sorriso
Lorena: Sim. – Ela responde e continuou a conversar enquanto limpava o quarto sem demonstrar sua tristeza. Lorena conheceu seu noivo antes do casamento, pois ele iria para a guerra e com receio de não retornar ele queria ao menos conhecer sua noiva pessoalmente, por isso marcou de encontrá-la e após conhecê-la ele partiu angustiado, pois ela era uma pessoa bondosa e amável ele estava contente por ter uma noiva assim.
Alguns meses depois a guerra acabou e poucos soldados retornaram, todos feridos. Lorena sabendo do retorno dos soldados correu para o hospital e se tornou uma enfermeira temporária, mas ao descobrir que seu noivo não havia retornado seu coração se entristeceu fazendo ela se tornar uma pessoa distante e que não acreditava mais no amor, em seu interior havia algo que dizia que ele ainda estava vivo em algum lugar, porém não iria retornar mais, pois suas esperanças estavam se desaparecendo a cada ano.
Depois daquela conversa, as duas mulheres passaram o dia em silêncio apenas fazendo seu trabalho que era limpar tudo e deixar organizado. Um dia tranquilo, porém, cansativo.
Após o almoço todos da casa dormiam para poder ficar acordados a noite e uma parte do dia, por este motivo a casa se tornava silenciosa e bem tranquila.
Ao entardecer a senhora Louise acordava todos com um sino enquanto passava pelos corredores do segundo andar e posteriormente a casa começava a tomar vida e ficar animada novamente, com mulheres indo de um quarto para o outro se vestindo, maquiando enquanto conversava alegremente, outras ensaiavam suas coreografias ou cantarolava animadas para que a casa abrisse e elas pudessem começar a encantar os homens que vinham em busca de companhia para conversar, beber ou ter uma noite de prazer se assim fosse aceito pela mulher que ele escolheu, caso contrário apenas arranjava outras ou iria embora sem causar confusão.
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Atualizado até capítulo 64
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