Marius fitzy narrando:
Acordo sentindo algo se mexer ao meu lado, sinto também vários chutes em mim, abro meus olhos e vejo minha filha se mexer enquanto segura fortemente minha blusa, seus pequenos dedinhos estavam brancos devido à força.
— Bom dia, bebê — beijei sua cabecinha, ela deve estar com fome, me levanto com ela e já desço para a cozinha.
— Bom dia, Leonor — falei.
— Bom dia, o leite dela já está pronto — disse, abrindo a bolsinha térmica e tirando a mamadeira.
Ontem, Leonor saiu para comprar a mamadeira de Helena e voltou com um monte de coisas. Ontem também liguei para um amigo meu que é arquiteto e ele vai hoje mesmo ver o quarto de hóspedes para começar a projetar o quarto da minha princesinha. Ele também fará todo o projeto do meu quarto e de Victoria, quero que o mesmo aumente o closet e mude toda a estrutura do quarto.
Mal posso esperar para tudo ficar pronto.
Pego a mamadeira e vou em direção ao sofá, me sento no mesmo arrumando Helena em meus braços.
Dar mamadeira para minha filha é complicado, mas estou aprendendo aos poucos. Ontem, Leonor me ensinou a dar mamadeira a ela e eu tenho muito medo dela engasgar, mas é necessário, pelo menos enquanto a mãe dela está no hospital.
Antes de ir ao hospital, irei à clínica pegar o exame, porém só abrirei quando Victoria estiver em casa, quero abri-lo na presença dela, não tenho mais a preocupação de saber o resultado, positivo ou negativo, o resultado já não me importa mais.
Ainda não visitei meu irmão, o mesmo ainda não acordou e creio que quando acordar será complicado, deixarei para vê-lo quando o mesmo estiver mais consciente, quero falar poucas e boas para ele.
Mas ele também já está bem fudido, terá que passar por vários tratamentos, terá que passar pela adaptação da prótese, fora que ele terá que cumprir suas obrigações com a justiça.
Se depois dessa ele não mudar, nada no mundo conseguirá mudá-lo.
Termino de dar a mamadeira para Helena e me levanto para que ela arrote. Fico cerca de uns cinco minutos balançando ela, e logo a ouço arrotar baixinho.
Peço para Leonor segura-lá enquanto tomo meu café, depois subo para meu quarto com minha filha e a deixo na cama para que eu possa me arrumar.
Queria muito levá-la comigo, mas hospital não é lugar para criança, então Leonor ficará de babá. Coitada, está fazendo mil e um serviços, ainda bem que falei com meus pais e eles aumentaram de muito bom grado o salário dela.
Para tomar banho foi um pouco complicado, eu também não queria sobrecarregar Leonor, afinal ela também tem vários outros serviços.
Resolvo tomar banho de porta aberta, foi bem cansativo, pois eu entrava em baixo do chuveiro e depois corria até a porta para ver se Helena estava bem. Certo momento, acabei escorregando no chão molhado e caído de bunda no chão, ainda bem que ninguém viu. Imaginem o mico, um homem de 1,90 de altura, completamente nu, caído no chão do banheiro, todo arregaçado, até eu fiquei com vergonha de mim mesmo.
Depois dessa cena humilhante, finalmente eu estava pronto, desci com Helena e a coloquei no bebê conforto, deixei ela no tapete em frente a TV que passava alguns desenhos, ela não entende nada, mas parece gostar muito.
Dou um beijo nela de despedida, depois me despeço de Leonor e finalmente saiu em direção à clínica.
[…]
Passo na clínica e o resultado já estava pronto, pego o mesmo e o guardo, só abrirei quando Victoria estiver bem para abrir junto comigo.
Sigo para o hospital, chegando lá encontro meus pais, eles não saíram de lá em nenhum momento, mesmo o Cristian estando totalmente errado, os mesmos são seus pais e o amam independente dos seus erros.
Falo com eles e depois vou até o quarto de Victoria, chegando lá encontro a mesma ainda dormindo.
Ela parecia bem melhor, seus ferimentos haviam sido limpos e sua pele parecia mais rosada, só quero que ela acorde logo e me olhe com aqueles lindos olhos.
Me aproximo da cama e seguro sua mão, me abaixo e beijo sua testa. Ao me afastar, a vejo me olhando.
— Estava acordada? — perguntei.
— Sim, a enfermeira veio trocar os curativos e eu não consegui mais dormir — disse baixinho — então… Fiquei esperando você.
Sorri.
— Estava me esperando?
— Sim — disse apertando minha mão — fiquei com tanto medo.
Vi seus olhos se encherem de lágrimas.
Me sentei na cama e a abracei.
— Esta tudo bem agora — falei a consolando — eu não irei deixar mais ninguém fazer mal a você.
— Onde está Helena?
— Ficou em casa com a Leonor, ela está bem — falei.
— Pensei que iria morrer… Eu só pensava nela — disse ainda abalada, fiz carinho em sua bochecha.
— Você é uma mulher muito forte — falei — já passou por tanta coisa.
— Eu não quero mais o Cristian perto de mim e nem da minha filha — disse, me olhando.
— Eu não vou deixar, você está segura agora — falei, me aproximando do seu rosto e lhe dando um selinho.
Ela sorriu e suas bochechas ficaram vermelhas.
— O resultado do exame saiu hoje… Você pegou?
— Sim — tirei o mesmo do meu bolso e mostrei a ela — está aqui.
— Você já olhou?
— Não, mas quero te falar algo antes de abrir esse envelope e ver o resultado — falei, segurando seu rosto com uma mão de cada lado — eu gosto de você, Victoria… Não me imagino sem você ou Helena, sei que você pode me achar um louco, pois só nos conhecemos há duas semanas, mas a verdade é que eu já me encantei por você no mesmo momento em que nos esbarramos, isso se intensificou ainda mais com a nossa convivência.
Colei nossas testas e respirei fundo.
— Eu não me importo com o resultado, eu amo Helena e ela é minha filha — vi uma lágrima escorrer sobre a bochecha de Victoria — eu quero ficar com você, quero que você seja minha para sempre… Seja minha namorada? Quero você e Helena fazendo parte da minha vida para sempre.
— Eu também gosto de você, Marius — disse soluçando — Eu aceito.
Ataquei sua boca em um beijo apaixonado, eu ainda não sei sobre todos os meus sentimentos e quero descobrir todos eles ao lado de Victoria.
— Abre — disse ela assim que nos afastamos.
Com as mãos tremendo, eu comecei a rasgar o envelope, tirei o exame de dentro e comecei a ler.
Meu coração acelerou ao ler as seguintes palavras.
“A probabilidade de paternidade foi de 99,9999984%. O que significa que o suposto pai, o senhor Marius Dean fitzy tem uma probabilidade de 99,9999984% de ser o pai biológico de Helena Mary Becker, que tem por mãe a Sr.ᵃ Victoria Mary Becker. As amostras foram analisadas por duas equipes diferentes em prova e contraprova e confirmaram os resultados obtidos. Conclui-se que o Sr. Marius Dean fitzy é o pai biológico de Helena Mary Becker.”
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Atualizado até capítulo 149
Comments
Naiara Neta
bem feito para o Cristiian. toma para quem não acreditou /Facepalm//Facepalm//Facepalm//Facepalm//Facepalm/
2025-02-24
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Ana Lúcia De Oliveira
Simples assim kkkkkkkk kkkkkkkk, Sr. Marius se encha de orgulho pois é o pai dessa coisinha rosa 🩷🩷🩷🩷🩷
2025-02-17
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Telma Oliveira
bom dia bebê? me iludi pensei que seria bom dia coisinha rosa do papai
2025-02-21
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