Marius fitzy narrando:
Já fazia alguns dias que eu havia voltado da Holanda e estava cheio de trabalho. Sei que meu pai fez o possível para que tudo andasse bem e que não acumulasse muito trabalho, mas Cristian não tem jeito. Meu irmão prometeu que iria ajudar nosso pai, mas vejo que ele vinha para a empresa só para vadiar… meu irmão é um puto desgraçado.
Agora tenho que fazer o que era para ele ter feito, pois não podemos perder os contratos e nem os investidores, eu estava correndo atrás do prejuízo que não era nem para existir.
Só que hoje estava bem mais calmo que os outros dias, só tenho três reuniões, uma pela manhã e outras duas a tarde.
— Sr fitzy, os sócios já chegaram para reunião — disse Avellar. Assenti, logo ela saiu e eu também, segui pelos corredores para pegar o elevador, mas acabei esbarrando em uma mulher que tinha um bebezinho nos braços, a criança começou a chorar.
Desci meu olhar para aquela pequena bebezinha e senti algo novo e diferente, meu coração estava acelerado, mas por quê? Eu nem as conheço, ou se conheço não me lembro.
— Marius — vejo a mulher falar meu nome e a olho confuso.
— Sim? — perguntei.
— Preciso falar com você urgentemente — disse ela, ainda balançando aquela coisinha rosa nos braços, a mesma já tinha parado de chorar.
— Desculpe, mas tenho uma reunião agora — falei, me afastando, pois ainda estávamos bem próximos.
— Por favor, é urgente — disse quase chorando.
— Certo, dois minutinhos, pois não posso atrasar — falei e seguimos para minha sala.
Mas antes pedi para Avellar ir à sala de reuniões e falar que eu iria me atrasar um pouquinho.
— O que quer falar? — perguntei.
— Não irei enrolar, então vou direto ao ponto — disse respirando fundo — essa bebê é sua filha.
Fiquei paralisado olhando para ela, eu não me lembro dela, então como aquela criança é minha filha.
— Você não vai me enganar — falei calmamente — eu nem te conheço, como essa criança pode ser minha?
— Vejo que não lembra de mim — disse e eu neguei — nos conhecemos em uma boate e acabamos trasando no banheiro, enfim, esse bebê foi o resultado. Sei que isso é confuso, ainda mais quando você fala que não me conhece, mas pode fazer um DNA para confirmar, não me importo.
Olhei para ela desconfiado, ela não parece estar mentindo, pois a mesma não vacila na voz e me olha nos olhos. Outra coisa é, se ela estivesse mentindo, não iria me pedir para fazer um DNA.
Sou uma pessoa observadora, e mesmo que alguém possa dizer que é um bom mentiroso, ela sempre fará algo suspeito, só basta olhar os detalhes.
Desço meu olhar para a criança e, por algum motivo, meu olhar vai em direção ao braço da mulher, onde vejo que está roxo. Seu olhar vai para onde estou olhando e a vejo puxar a manga longa da blusa mais para baixo, cobrindo.
— O que foi isso? — perguntei.
— Eu… bati — disse sem me olhar nos olhos.
Opa! Ela mentiu.
— Certo — olho as horas no meu relógio e vejo que já passaram uns cinco minutos — preciso ir, mas você irá ficar aqui, quando eu voltar conversaremos.
Ela assentiu enquanto acariciava os cabelinhos da bebezinha. Eu não sou do tipo que faz escândalo após descobrir algo, tipo, agora que do nada talvez eu seja pai, eu farei o DNA e, se ela estiver mentindo, aí terei que tomar algumas providências, mas se isso for verdade…
Porra! Se for verdade, eu terei uma filha, eu serei pai… Eu não sei ser pai, estou ferrado.
Deixo a mulher lá e sigo até a sala de reuniões, onde peço para Avellar fazer companhia a ela enquanto estou ocupado.
Fico o tempo todo pensando nelas, eu sempre tive tudo sobre controle e agora estou aqui perdido sem saber o que realmente farei caso tudo isso seja verdade.
[…]
Victoria Becker narrando:
Confesso que estou surpresa, ele não me xingou, não me chamou de mentirosa, de interesseira ou disse que a minha filha pode ser de qualquer um… ele nem surtou.
Que homem é esse que não surta?
Ouço a porta abrir e uma mulher muito linda entrar por ela, a mesma sorri para mim.
— Olá, sou Alisson Avellar, secretária do Marius — disse ela — vim te fazer companhia enquanto ele está em reunião.
— Olá, sou Victoria e essa é Helena — falei, mostrando minha garotinha. A mulher olha para minha filha com carinho.
— Sua filha? — perguntou e eu assenti — muito linda, uma verdadeira princesa.
— Obrigada, gostei de você — sorri — muito linda e simpática.
— Também gostei de você, então, precisa de algo? Um café ou qualquer outra coisa?
— Nossa, eu queria um café — falei, não comi nada e estou com muita fome. Um cafezinho irá me dar energia até eu sair daqui para comer.
— Irei buscar agora mesmo — disse saindo.
[…]
Alisson me trouxe uma xícara de café e alguns biscoitos, eu estava com muita fome, então comi tudo enquanto a morena segurava Helena.
Minha filha é tão pequena e já está passando por isso tudo.
Já tinha passado alguns minutos quando a porta foi aberta, não por Marius, mas por Cristian.
— Irmão — falou entrando na sala, mas parou assim que nos viu.
— Ele está em reunião, mas já faz um bom tempo, então creio que ele já esteja saindo — disse Alisson ainda com Helena em seus braços, minha filha gostou muito dela.
— Quem é ela e o que faz aqui? — perguntou, me olhando, na verdade, olhando para minhas roupas.
— Estou esperando o Marius — falei, mas não disse quem eu era.
— Eu te conheço de algum lugar — disse, me analisando — ah, você é a garçonete daquele dia.
— Sou eu sim — falei, afinal, eu não tenho vergonha de ter trabalhado como garçonete.
— Você não cansa de correr atrás do meu irmão, não? — disse — porque você não vai embora e o deixa em paz.
— Ela não vai embora, pois foi seu irmão quem mandou ela esperar por ele — disse Alisson.
— Ele deu para fazer caridade agora? Pois, condições para comprar nenhum dos nossos aparelhos eletrônicos ela tem — disse — mas se Marius, com seu humilde coração, quer ajudá-la, quem sou eu para impedir? Só quero ver quando ela começar a enganá-lo para pedir dinheiro.
— Você é um babaca — falei enquanto me levantava e me aproximava dele.
— E você é uma mendiga, e ainda tem um filho — disse com desdém — certeza que vai dizer que é do meu irmão, uma vadia mesmo.
Dei um tapa no seu rosto, o fazendo virar de lado.
— Você vai se arrepender de tudo que está me falando — falei, encarando séria — idiota.
— O que está acontecendo aqui?
Olhei para a porta vendo Marius, parado nos olhando.
— Nada — disse Cristian antes de me olhar com raiva e sair da sala esbarrando no ombro do irmão.
— O que ele fez? — perguntou Marius, se aproximando de mim.
— Vou deixar vocês sozinhos — disse Alisson, se levantando e me entregando Helena.
— Vai me falar o que estava acontecendo? Por que estava discutindo com meu irmão?
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Atualizado até capítulo 149
Comments
Rosana Carvalho
ainda bem que ele não expulsou ela, e ainda deu o direito de ela falar.
2025-02-24
1
Meire
você aprende rápido, não se preocupe!
2025-02-09
0
Rosana Carvalho
😈 chato esse idiota
2025-02-24
0