Marius Fitzy narrando:
Termino de enviar alguns arquivos pelo notebook para que a senhorita Avellar revise e depois o desligo.
Me encontro na cabeceira da cama e suspiro fundo.
Meus pensamentos vão até Victoria.
Eu não conseguia tirar sua imagem da mente. A forma como o sorriso dela era lindo, como seus olhos brilhavam mesmo com tudo de ruim que ela ja passou, como sua risada soava confortavelmente aos meus ouvidos.
Eu me sentia atraído por ela de uma forma como nunca havia sentido antes, e eu não podia negar isso.
Fechou meus olhos por um momento, cada detalhe dela vindo como flash na minha mente.
Sua beleza era hipnotizante, seu encanto irresistível.
Inspiro profundamente, sentindo meu coração acelerar só de pensar nela.
Mas não era apenas meu coração que estava batendo fortemente, outras coisas estavam bem animadas, então resolvo tomar um banho para resolver esse pequeno problema, que de pequeno não tem nada.
Depois de um banho bem gelado, visto uma roupa confortável e resolvo descer. Chegando na sala de jantar, encontro a mesma já pronta e Victoria sentada à mesa.
Ela estava sozinha e sorri timidamente.
— Onde está Helena? — perguntei.
— Está dormindo. Dei de mamar e ela dormiu novamente. O leite é como se fosse um calmante para ela.
Assenti e me sentei na sua frente. A comida da Leonor está uma delícia, e por falar nela, preciso falar com minha mãe sobre aumentar seu salário. A coitada está trabalhando muito e devemos contratar uma ajudante para ela, pois a mesma está cuidando das duas residências.
Amanhã irei até a casa dos meus pais falar sobre isso, aproveito e pego algumas roupas, já que aqui não tem quase nada, pois não costumo ficar tanto tempo na minha cobertura.
Jantamos em silêncio, não era nada constrangedor, era um silêncio agradável.
Quando terminamos de jantar, ela subiu para o quarto e eu decidi tomar um bom e velho vinho, fui até minha adega e escolhi um vinho francês, voltei para sala e andei em direção à sacada, me sentei olhando a bela vista de Los Angeles, os altos prédios com suas iluminações, os carros andando nas ruas enquanto os Helicópteros sobrevoavam a cidade, o céu que não tinha estrelas, mas que estava bem bonito, a brisa fresca se misturava com o som de ambulâncias e carros de polícia, tinha de tudo um pouco.
Ouço passos e olho para trás, vendo Victoria vir na minha direção, então ela se sentou ao meu lado e soltou um longo suspiro.
— Quer? — ofereci vinho a ela.
— Não posso, estou amamentando — disse.
— Esse vinho quase não tem álcool, tome apenas uma taça — falei — creio que depois de algumas horas o pouco de álcool que você consumiu já deverá ter saído, creio eu também que Helena não irá mamar durante um bom tempo.
Victoria Becker narrando:
— Ok, mas só uma taça — falei sorrindo enquanto ele colocava um pouco do líquido vermelho na minha taça.
Fizemos um brinde e tomamos um gole do delicioso líquido, que nunca bebi antes mas que era realmente saboroso.
— Me fale um pouco sobre sua vida — Marius pediu enquanto levava a taça até seus lábios.
— Não tenho nada de interessante… Minha vida é muito difícil e complicada — falei, tomando outro gole de vinho.
— Se você não se incomodar de falar, eu adoraria ouvir.
— Tudo bem, então vamos lá… —começo a contar desde o começo, sobre o abandono da minha mãe, a vida difícil que tive com meu pai, vou falando e falando enquanto ele ouve tudo.
Marius me passa confiança, mesmo convivendo há tão pouco tempo com ele, criamos uma relação boa e saudável… Ele se tornou uma das pessoas em que mais confio.
— Quando eu estava com três meses, eu vim na sua empresa te procurar, conversei com seu irmão e ele… Esquece, já passou mesmo — falei, tentando mudar de assunto, pois não quero me meter em mais um problema.
— Nada disso, o que Cristian fez? — perguntou.
— Ele disse que você estava viajando quando questionei se ele tinha algum contato seu para falarmos sobre a bebê, seu irmão disse para eu ir embora porque ali não era meu lugar, também disse para deixar você em paz.
— Eu poderia não acreditar que ele tenha feito isso, mas acredito… Tem um bom tempo que meu irmão começou a agir como um louco descontrolado que não tem respeito pelas pessoas, ele tem agido compulsivamente, estou começando a ficar realmente preocupado.
— Realmente, eu acho estranho, já que na sua família ninguém age assim — falei — sei que você concorda comigo.
— Quando ele voltar de viagem, irei levá-lo a algum psiquiatra para vermos se ele tem algum problema psicológico — disse ele — só isso para explicar esse comportamento incomum.
— Ele tem que se controlar, fico até com medo dele fazer algo com nossa filha — falei assustada.
— Amanhã irei ter uma conversa séria com meus pais sobre isso e tentaremos descobrir o problema dele quanto antes — disse ele decidido.
— Então, nenhuma notícia da clínica sobre o exame? — perguntei. — Nenhum adiantamento no resultado?
— Nenhuma, acho que teremos que esperar as duas semanas — disse — eles devem fazer tudo com cautela para não ocorrer nenhum erro.
— Isso me deixa uma pilha de nervos, mesmo já sabendo o resultado — falei, olhando para cima e respirando fundo.
— Também estou ansioso para saber o resultado — disse esfregando uma mão na outra, demonstrando sua ansiedade — mas agora quero que você termine de me contar a sua história.
— Bom, depois que o Cristian fez aquilo, eu voltei para casa e alguns dias depois a única pessoa que me ajudava teve que ir embora, ela se chama Joana e é minha melhor amiga — falei tristemente — tive que passar o restante da gravidez sozinha, além disso, tive que aguentar as várias humilhações que a vida nos dá, passei por um parto sozinha…
Ele segurou minha mão fortemente, me passando forças.
— Se o Cristian não tivesse agido como um idiota, isso tudo teria sido diferente — disse ele.
— Eu estava assustada… algumas horas antes, eu quase fui estuprada… — falei, começando a chorar — eu já sofri tanto com isso na infância, eu só tive forças para reagir devido à minha filha…
— Vem cá — ele me chamou para um abraço que foi rapidamente retribuído por mim.
— Você é muito forte — disse, acariciando meus cabelos com delicadeza.
— Não sou — falei.
— Você pode não achar isso, mas eu acho — disse sério, ele segurou meu rosto entre suas mãos, me fazendo encarar seus lindos olhos. — Podemos ter nos conhecido há pouco tempo, mas saiba que tenho muito orgulho de você!
Marius fitzy narrando:
Ela me faz sentir coisas que nenhuma outra pessoa me fez sentir, ela está me conquistando aos poucos e não tem nada a ver com seu corpo ou por algum motivo sexual, mas sim porque ela é muito forte e batalhadora, eu a admiro.
Eu estava começando a nutrir sentimentos por ela, sentimentos fortes e intensos.
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Atualizado até capítulo 149
Comments
Ana Lúcia De Oliveira
vejo uma construção de um amor cheio de respeito, carinho e amizade, vai ser muito legal
2025-02-17
1
Cida Pereira
ele já tá se aproximando por ela.
2025-02-21
0
Marli Batista
Nossa como ela sofreu e ainda foi estrupada ainda criança 😭😭😭😭😭😭
2024-12-29
1