Victoria Becker narrando:
Já fazia uma semana que eu estava na casa de Marius, ele e a família dele são super legais, com exceção do Cristian.
Eu achava que Marius iria me chamar de mentirosa ou interesseira, mas não, ele não acreditou, mas aceitou fazer o teste de paternidade e ainda está sendo muito bom comigo.
Eu nunca esqueci aquela noite e acho que nunca esquecerei.
Eu sempre tive medo e receio de ter relações sexuais por não ter memórias boas daquilo, infelizmente eu tinha onze anos quando tudo aconteceu…
Só de pensar que quase passei por aquilo de novo no dia do nascimento de Helena me faz ter pesadelos, me sinto orgulhosa de mim mesma por ter me mantido forte naquele momento. Mas sei de onde veio toda aquela força, olho para minha linda menininha que se mexia na cama enquanto chupava seus dedinhos, eu fui forte por ela.
Após ter passado por aqueles abusos na infância que veio do amigo do meu pai, que ele esteja queimando no inferno, eu fiquei com medo de qualquer homem que se aproximasse de mim, mas isso foi mudando conforme eu ia crescendo, Joana me ajudou muito nisso, só que eu ainda não conseguia fazer sexo com ninguém e tudo aquilo mudou naquela noite graças a um lindo moreno de olhos azuis.
Ele nem sabe, mas naquela noite além de termos gerado uma certa bebezinha que eu tanto amo, ele também me ajudou com um trauma de infância.
Sexo é para ser prazeroso, e não para machucar, não é para fazer a força, é para deixar boas memórias e não traumas.
Nesses dias que se passaram, fiquei bem próxima de Marius, temos uma conexão muito forte e isso vai muito além do fato de termos uma filha juntos… É como se fossemos feitos para realmente nos encontrarmos.
Ele pode não lembrar daquela noite, mas sei que, no fundo, o mesmo pode sentir algo, eu sinto algo por ele… Não sei exatamente o que sinto quando estou perto dele, fico nervosa, minhas mãos ficam suadas e meu coração acelera.
Às vezes fico pensando em tudo que passei para chegar aqui ou no que terei que passar daqui para frente.
Perco o sono com meus pensamentos e passo a noite vendo Helena dormir, tipo agora, já faz alguns minutos que acordei e não consigo mais dormir.
Coloco vários travesseiros ao redor de Helena para a mesma não cair e levanto para ir à cozinha beber água.
Saiu do quarto e desço as escadas, estava tudo escuro e acho que Marius esteja dormindo. Entro na cozinha e sem ligar nenhuma luz andando até a geladeira pegando uma jarra de água, a única luz era a da geladeira.
— Perdeu o sono? — me assusto com a voz de Marius e acabo deixando a jarra cair, a mesma quebra em vários pedaços.
— Você me assustou — falei, levando a mão ao peito, sentindo meu coração acelerado.
— Desculpa — disse, pela luz da geladeira, eu o via parado na porta da cozinha me olhando.
— Ai — arfei de dor quando, sem querer, pisei em um pedaço de vidro.
Marius fitzy narrando:
Ligo a luz da cozinha e corro até ela desviando dos pedaços de vidro para que eu não cortasse meu pé.
Vi quando Victoria virou seu pé para olhar e o mesmo estava sujo de sangue.
A pego nos braços e ando com ela em direção ao sofá onde deixo ela sentada.
— Já volto — falei, subindo as escadas e indo até o quarto, onde peguei a caixinha de primeiros socorros que tenho guardada.
Volto e a mesma está olhando seu pé, o mesmo estava sujo de sangue, então não sabíamos a profundidade do corte.
Pego um algodão e o molho com soro, faço toda a limpeza do local e vejo que o corte não foi tão fundo, porém ainda estava sangrando.
Pago uma pomada para inflamação e depois enfaixo seu pé com a atadura, Victoria olhava para mim atentamente, seus olhinhos brilhavam ao ver todo o meu cuidado com ela.
— Prontinho — falei, colocando seu pé lentamente no chão.
— Obrigada — sorriu.
— O que estava fazendo na cozinha no escuro? — perguntei, me levantando e sentando ao seu lado.
— Estava sem sono e desci para tomar água — disse ela.
— Desculpe por assustá-la — falei envergonhado por ser o causador do seu machucado.
— Não tem problema, amanhã já estará bem — disse.
— Eu também acabei ficando sem sono e desci para preparar um leite quente — falei a olhando — irei preparar para você também, quer?
— Eu quero, tomar um leitinho quente antes de dormir é muito bom —disse me fazendo ter pensamentos impuros, calma Marius.
— Certo, já volto — falei me levantando — liga a TV enquanto espera.
Ela assentiu e eu logo sai.
[…]
Volto com duas canecas de leite e a vejo encolhida enquanto assistia a um filme aleatório que passava na TV.
— Aqui — ela me olhou e pegou rapidamente a caneca.
— Obrigada — agradeceu.
— Que filme é esse? — perguntei.
— Não sei, subi para ver se Helena estava bem e quando voltei já estava passando — disse.
Assenti enquanto me aconchegava no sofá, de relance olho Victoria que no momento se encontra concentrada no filme, a mulher ao meu lado é incrivelmente bonita, parece um anjo.
Não assisti praticamente nada do filme, pois eu ficava vendo cada reação dela, a mesma fazia caras e bocas em cada cena, sua risada gostosa tomava conta do meu apartamento, eu adorava aquele som.
Assim que o filme acabou me levantei para desligar a TV e subir para o quarto, quando ouvi um gemido de dor, olhei para trás vendo Victoria tentando andar pulando apenas em uma perna.
— Deixe-me te ajudar — falei, me aproximando dela e a pegando nos braços.
— Não precisa, eu consigo — disse, passando os braços ao redor do meu pescoço.
— Eu te levo, será difícil subir as escadas assim — falei e ela assentiu.
Ela encaixava perfeitamente nos meus braços, seu pequeno corpo colado ao meu me deixava nervoso, ela me deixa nervoso… Esses dias que ela tem passado aqui perto de mim nos aproximaram tanto, e eu gosto disso, gosto de vê-la de manhã quando acordo e à noite quando vou dormir, não só ela como Helena… As duas trazem luz para essa casa, para minha vida.
Ela tem uma essência de inocência e isso me atrai, é como se eu fosse seu protetor e tivesse que protegê-las de tudo…
Chegando em frente à porta de seu quarto, a coloco no chão e a mesma se equilibra enquanto leva sua mão à maçaneta da porta. A mesma para e se vira para mim.
Suas bochechas estavam vermelhas, seus olhos azuis dilatam quando a mesma me olha intensamente.
Então, na pontinha dos pés, ela se aproxima de mim e me beija na bochecha.
Sussurrando no meu ouvido, ela diz:
— Boa noite, Marius — um sorriso tímido brota nos seus lábios e logo ela entra em seu quarto, fechando a porta.
Levo minha mão aonde ela beijou e sorriu, respiro fundo ainda sentindo seu cheiro pelo corredor e logo entro no meu quarto.
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Atualizado até capítulo 149
Comments
Cida Pereira
que lindo já tá apaixonado, só quero ver quando o exame sai parabéns tá linda essa história.
2025-02-21
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Ana Lúcia De Oliveira
seria bom se ele lembrasse dela
2025-02-17
0
Rosana Carvalho
🤣🤣🤣🤣🤣🤣🤣🤣🤣🤣
2025-02-24
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