CAPITULO XV
Arco II (Confronto)
Durante dois meses e meio eu, Lucia, Léia e mais setenta soldados ficamos vagando de vila em vila para juntarmos forças.
Prevalecemos em cada combate à qual lutamos e conseguimos libertar diversos vilarejos.
Juntamos no final um exército de mil e trezentos soldados, eles trouxeram suas famílias e amigos para a nossa casa e decidiram morar conosco.
Durante esses meses fora, o vilarejo mudou muito, existe um campo gigantesco para plantações onde era horta e diversas casas novas.
Agora temos uma ferraria, um armazém e a casa da Lucia agora é gigantesca com três andares, a parte de baixo serve para cuidar dos feridos e os andares de cima é onde agora de fato ficava sua casa.
Moram no vilarejo Kela atualmente cinco mil duzentos e sete pessoas, ao todo cerca de dezesseis raças diferentes.
Nosso lar se tornou abrigo de diversas família que passaram os últimos meses ou até anos sofrendo na mão dos kardirs, agora eles tem uma casa e quem os proteja.
Caminho junto com nossa comitiva que viajou conosco durante os últimos meses para casa de Mael e seus principais soldados.
- Mequiel você é um ótimo arquiteto - diz ele enquanto come - a vila está linda e tudo graças as plantas que você deixou.
- Mael tá tudo pronto ou não - diz Léia estressada.
- A viajem leva oito dias\, sairemos ao anoitecer\, fica tranquila Léia - diz Mael quase engasgando.
A Léia consegue assustar Mael muito fácil, talvez seja o temperamento dela ou talvez o respeito que ele tem por ela, bom o que importa é que tudo irá acabar nas próximas noite, finalmente o último Confronto.
- Mequiel eu vou ir até a nova horta\, você vem comigo - me pergunta Lucia.
- Vou sim, faz tempo que a gente não vê a Lia e o Mattias - digo.
Ao chegar lá vejo os dois cuidando da plantação, eles parecem um pouco maiores mas acho que é impressão minha, os druidas não costumam crescer muito, ele tem a altura de um jovem de treze a quinze anos normalmente.
- Vocês estão bem - fala Lucia.
Lia corre para abraça-la.
- já faz tanto tempo, eu que pergunto se vocês estão bem - diz ela.
- Mequiel como você tá e principal, como foi a missão - pergunta Mattias.
- A missão foi perfeita, está tudo pronto pra acabar com isso de uma vez por todas - respondo.
- E o que vai acontecer depois disso, a gente finalmente vai ter paz - Mattias pergunta.
Eu sorrio e mexo a cabeça como se estivesse dizendo não sei.
A verdade é que tenho planos para transformar esse mundo em um lugar mais pacífico mas só posso levar eles pra frente depois desse combate.
Eu e meus amigos optamos por jantar em minha casa, não sabemos se nós veremos de novo ou se alguém entre nós voltará vivo, por isso decidimos passar o inicio da noite juntos, foi como uma festa.
Graças aos aldeões dos vilarejos que resgatamos, tivemos álcool para beber essa noite o qual não consumi.
Eu falo pouco disso mas não bebo por causa da minha mãe e de meu avô, eles morreram por causa do consumo excessivo de álcool.
Tive que explicar para eles esse meu trauma, o estranho é que normalmente não me sinto confortável para falar algo tão pessoal com alguém novo, acho que esse pequeno grupo de pessoas se tornou importante para mim.
Depois de comer juntamos nossas coisas e partimos com o resto dos soldados.
Que Kalé nós guie.
Continua
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Atualizado até capítulo 32
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