CAPITULO XII
Arco II (Confronto)
A duas semanas Mael enviou cinco dos seus soldados para os vilarejos mais fracos que estão em posse dos kardirs, segundo ele os soldados que vão vir nós atacar sairão de lá, o objetivo deles é derrotar os kardirs que sobraram e trazer reforços.
- Eles vão chegar duas horas depois dos soldados se tudo der certo - diz Mael
- Porém se tudo der errado - falo
- Será nossa última noite com vida - completa Mael.
Hoje eu e Mael somos os vigias do lado norte da muralha. Estamos esperando há um mês para o próximo ataque, melhoramos nossas armaduras e escudos usando uma pedra de vazarite, sacrificamos as pedras da expedição quebrando em fragmentos para melhorar os equipamentos de defesa.
O elemento terra possui uma neutralidade a todos os outros, sendo assim péssimo pra ataque se comparado a uma arma normal mas ótimo para defesa defendendo de todos os outros elementos, não é o mais eficiente mas temos garantia de que teremos uma defesa maior que suas armas.
- Mequiel, eu estou vendo tropas se aproximando, prepare os sinos, - diz Mael preocupado.
Toco os sinos avisando a todo vilarejo sobre a batalha que se aproxima.
- são pelo menos trezentos deles - fala Mael.
Estão cada vez mais próximos protegidos com armaduras mais fortes, feitas de couro com placas de cobalto.
O cobalto dá a eles uma defesa contra as flechas com ponta de pedra (que no caso são as flechas que a ordem do assassino usa) mas já estávamos esperando por isso.
Levanto minhas mãos junto com outros dois kardirs, juntos nós três podemos efetuar uma ordem aprimorada por conjuração avançada, o nome é bem longo mas é nosso melhor ataque.
Uma nuvem de fogo surge no céu e flechas com pontas de aço despencam do alto, defender com escudo era inútil pois as flechas atravessavam, suas armaduras não conseguiam proteger totalmente do ataque, essa era o melhor técnica que poderíamos usar, cerca de um sexto dos soldados caíram mortos no chão.
Nosso ataque era absurdamente forte porém ele só pode ser usado duas vezes, infelizmente é necessário duas conjurações de aprimoração para criar a conjuração avançada e para o ataque funcionar no seu máximo tivemos que contar com os conjuradores mais fortes do vilarejo, um deles tem apenas dois pontos de alma fazendo um segundo uso dessa técnica possível porém perigoso.
Usar essa técnica é como usar quatro ordens, eu mau consigo me mover, mesmo fraco preciso ser útil, me esforço para jogar frutos de talo nos inimigos, essa fruta parecida com um abacate avermelhado pode explodir se entrar em contato com o fogo ou até mesmo com o aspecto de fogo, faço um risco com flajerita na fruta e a arremesso no campo de batalha, esse ataque não causa grandes ferimentos mas os atrapalha, isso vai fazer que eles não consigam se defender das conjurações.
Flechas são disparadas, conjurações feitas, as frutas de talo explodem nos inimigos e mesmo assim nada para o avanço deles.
Temos cada vez menos tempo, de trezentos eles agora são duzentos e vinte soldados o que ainda é um número superior ao qual podemos lidar.
Nossos arqueiros não iram conseguir superar os deles, nossos equipamentos são inferiores, eles estão próximos da muralha.
Conseguimos derrubar parte deles mas não os atrasar, vejo eles chegando ao alcance de nossas flechas.
Os inimigos fazem uma parede e um teto com seus escudos e flechas começam a ser disparadas das brechas dos escudos.
A morte está perto, se o reforço não chegar agora, o que sei que não irá acontecer, não conseguiremos vencer.
Somos poucos demais para poder superá-los, temos pouco tempo de vida no final.
Mas sinto que algo está próximo, ou será a morte ou a salvação. Que Kalé nos ajude.
Continua.
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Atualizado até capítulo 32
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