CAPÍTULO II: O CASAL DE DRUIDAS

CAPITULO II

arco I (o vilarejo)

Volto logo no anoitecer com um cesto cheio de coisas que encontrei pelo caminho, muito disso deve ser inútil, mas acredito que tem muita coisa boa aqui.

Coloco um pouco de lenha no forno junto com uma pedra alaranjada cujo nome é flajerita, ela queima quando entra em contato com material inflamável, pego alguns peixes para assar e uma fruta chamada osar pra comer enquanto o peixe não fica pronto. Ela tem um gosto muito doce e desde criança sempre odiei coisas muito doces, mas foi a fruta mais bonita que encontrei, ela tem a aparência de uma maçã só que amarela e com folhas vermelhas saindo dela, falando assim não parece muito bonito, mas se olhar de perto vai ver sua beleza.

Ouço barulhos fora de casa, segundo o livro, monstros saem das cavernas a esse horário. É nesse momento que fico feliz de ter o livro, tem que ser muito sem noção para ficar lá fora a essa hora da noite.

- Mattias cuidado - grita uma voz feminina

Pelo visto existem pessoas sem noção em qualquer lugar. Vou até a janela em meu quarto para observar, vejo uma garota e um garoto, os dois de pele clara, cabelos verdes, roupas brancas e olhos verde claro, os dois não aparentam ter mais do que quinze anos.

- tem muitos deles - diz mattias

- a gente tem que sair daqui - diz a garota

O dois estão cercados por um tipo de morto vivo armadurado com ossos de animais. Desço as escadas e abro a porta.

- Entrem rapido - grito para eles.

Eles entram ofegantes dentro de casa

- Obrigado - diz os dois quando já estão dentro.

- se não fosse por você estariamos mortos em pouco tempo - diz mattias.

Sorriu para eles. Eu fico feliz deles estarem bem, não ia querer que pessoas tão jovens morressem.

- Meu nome é Lia e esse é meu marido Mattias - diz ela me dando a mão para me cumprimentar.

Apertei a mão dela confuso, eles nem aparentam ser adultos e já estão casados.

- Eu te entendo, você não foi o primeiro a estranhar - diz Mattias - no outro mundo nos tinhamos por volta de trinta anos.

- Não somos tão jovens quanto você pensa - continua lia

- Pelo visto somos mais velhos que você - brinca mattias.

isso não é bem verdade, eu morri com noventa anos porem nesse mundo aparento ter apenas vinte. Pensando nisso percebo que é bem idiota da minha parte cogitar que isso só ia acontecer comigo.

- Meu nome é Mequiel e desculpa eu não deveria deixar transparecer tanto assim - digo envergonhado - mas me surpreende que é possivel vir a esse mundo acompanhado.

Eu não conheço muito do mundo, então não sei quais são as regras para alguem poder vir para cá.

- acho que isso tem há ver com termos morrido juntos - fala Lia

Me assusta um casal de apenas trinta anos ter morrido tão cedo.

- eu tenho um pouco de peixe assando, vocês vão querer - pergunto para eles imaginando que estão com fome.

- Desculpa mas não comemos nenhum tipo de carne - Diz lia.

Pelo rosto dela ela parece ter medo de parecer rude.

- eu tenho algumas frutas também se quiserem podem pegar - falo para eles

- Obrigado nos aceitamos - fala Mattias.

- Se quiserem podem dormir essa noite aqui, vão ficar confortáveis no meu quarto - digo

- Não nós já atrapalhamos demais - diz Lia.

Mattias segura no ombro dela e olha para a porta, ele sabe que graças aos monstros vão ter que ficar aqui.

- A gente aceita, mas nós vamos ficar na sala, não queremos atrapalhar sua noite - finaliza Lia.

Olho para eles sorrindo. Nesse momento meu peixe ficou pronto então levo ele para mesa e depois busco um cesto de frutas para eles comerem.

- O que levou vocês a passarem a noite fora de um abrigo - pergunto

- Nós estivemos viajando pelo mundo em busca de alguma vila de druidas para a gente se fixar - Diz Mattias - as vezes é dificil de achar um abrigo durante a noite.

Olhando agora percebo que os dois são druidas, segundo o livro é uma raça que vive em planícies e se concentra em vilas, eles também são extremamente sociáveis e próximo da natureza.

- Existe um vilarejo a dois dias de viagem, mas não sei se é de druidas - falo

- tudo bem, eu e Mattias estamos viajando a duas semanas desde que chegamos a esse mundo - diz Lia animada - estamos prontos para viajar mais.

Nós passamos boa parte da noite conversando, até eu começar a me sentir cansado, então subi pro meu quarto para dormir e enquanto estava na cama eu ouvi ele conversando na sala algo que parecia ser importante porem preferi ignorar, seria desrespeito da minha parte ouvir a conversa deles.

Ao acordar noto que a mesa da cozinha estava cheia de frutas.

- Finalmente você acordou, colhemos alguma frutas para você - Diz Lia

- Esse lugar é muito bonito, seria muito bom morar aqui - fala Mattias

- vocês podem - falo pegando uma fruta - e obrigado pelo café da manhã.

- Não seria incomodo demais - diz Lia

- Eu não ligo de mais gente por perto, alem disso com a arte da ordem que Kalé me deu poderia construir uma casa hoje mesmo pra vocês - digo com um sorriso no rosto.

- Lia se a gente ficar podemos ajudar um aos outros, se lembre da conversa de ontem - fala Mattias - esse lugar tem tudo que a gente precisa para começar a plantar - diz mattias.

Pelo que eles falaram ontem a Lia trabalhava com redes sociais abordando o veganismo e a agricultura, seria bom ter alguem para me ajudar a fazer uma horta.

- Eu sei muito pouco sobre plantações, seria bom ter a ajuda dos dois - falo de forma alegre.

- tudo bem, mas vamos ficar só por alguns dias para ajudar o mequiel - finaliza Lia.

Continua

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