CAPITULO IX
arco II (confronto)
Revezamos todos os dias o posto de vigilante da vila, um de nós vigia de cima do morro durante um amanhecer ao outro.
Hoje era a vez de Mattias, nas primeiras vezes ele ficava bem apreensivo e assustado porém hoje ele estava bem tranquilo.
Já se passaram três semanas desde a vinda do espião até nós e a cada dia parece menos provável que eles venham, mesmo assim não podemos baixar a guarda.
Tlim tlim tlim.
Ouço o barulho de sinos vindo do morro, me apresso e pego minha espada que estava no chão perto da minha cama, esse foi o sinal que escolhemos quando algo estranho aparecer,
Encontrei Mattias e os outros na praça do vilarejo.
- Estão vindo em dois grupos, um pelo sul e outro pelo norte - diz ele.
- Vamos nos dividir em dois grupos - fala Léia - Lia, Lucia e Mattias vão ao norte, eu e Mequiel cuidamos do sul.
- certo - dizemos juntos.
Quando começo a ouvir os gritos dos kardirs me abaixo e toco no chão esperando as ordens de Léia.
- Vai, rápido - ela grita.
Me concentro e ativo a ordem da agricultura, nesse exato momento as raízes de ozé começam a crescer os prendendo, isso nos dá a chance de atacar todos de uma só vez.
Aponto minhas mãos pro céu e me concentro, a única chance de fazer um ataque tão grande é usando a ordem do assassino.
Uma chuva de flechas começa fazendo um círculo no céu acertando todos os kardirs, as flechas não são capazes de matar os kardirs mas os enfraquecem o suficiente pra termos vantagem.
Eu e Léia avançamos no campo de batalha, agarro minha espada e me preparo para lutar.
Devo lutar pra proteger a mim e os outros e isso significa estar pronto até mesmo para matar. Ter vivido uma vida de paz no outro mundo não torna minha vida aqui pacifica, vou lutar mesmo indo contra principios que aprendi durante minha outra vida.
Início o ataque com um golpe de espada contra um kardir em minha frente mas ele desvia rapidamente e faz um contra ataque, olhando para ele vejo a morte em seu olhar, com dificuldade defendo com escudo, decido me afastar para preparar o corte do riacho e quando ele avança contra mim o golpeio antes dele poder atacar e assim o matando.
As flechas cortaram as raízes quase que por completo e o que sobrou eles arrancaram com suas espadas, mesmo assim estavam com a mobilidade afetada graças ao ataque, a luta se tornou muito mais fácil graças a isso.
Meus próximos oponentes não conseguia me atacar sem eu desviar ou defender, já eles a cada ataque tinham mais dificuldade de os evitar.
Ao derrota-lo parto para o próximo e luto até novamente vencer, durante o confronto vejo Léia derrubar um atrás do outro sem sofrer praticamente nenhum ataque.
Deixo de olhar para ela e foco no combate, avanço contra o próximo alvo e preparo o ataque porém um de seus companheiros o defende com seu escudo de metal, logo após isso ele contra ataca usando um corte que faz sua espada flamejar, consigo desviar do golpe mas me machuco um pouco, logo após o ataco com outro corte, vejo um sorriso em seu rosto como se estivesse algum tipo de superioridade nesse momento porém dessa vez ele não conseguiu defender e acaba caindo de joelhos no chão ferido, ele me olha com um semblante irritado, eu o finalizo e parto ao próximo.
Nós dois dando nosso máximo conseguimos derrotar um exército de ao todo 15 kardirs.
Ao vencer o combate fomos até o lado norte do vilarejo ajudar os outros porém eles já tinham terminado sua batalha.
- vocês estão bem - pergunta Lucia.
- meu braço tá um pouco machucado mas eu tô bem - digo.
Lucia toca em meu braço e usa um ponto de força vital para tratar ele.
- e você Léia - pergunta Lucia.
- cuide dos outros, posso cuidar das minhas feridas - fala Léia.
Vencemos o confronto, pelo menos o primeiro e a vila ficou intacta, mas daqui pra frente vai ser bem mais difícil.
Continua
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Atualizado até capítulo 32
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