CAPITULO XIII: CONFRONTO FINAL PARTE I

CAPITULO XIII

Arco II (Confronto)

noventa e três soldados derrotados, o que antes era trezentos agora é apenas duzentos e sete, a gente não mudou praticamente nada, com esse número eles ainda conseguem nos destruir.

Nesse momento estou abaixado na parte de cima da muralha, não posso atacar e mesmo que pudesse que diferença faria, eu olho pro céu e me pergunto:

"depois de tudo é aqui que novamente irei morrer".

não há o que fazer, é uma ideia idiota mas o que me resta é lutar com os outros, me levanto e procuro por um arco

 - Mequiel fica abaixado, você ta louco não está em condição de lutar - diz Mael

 - Se eu vou morrer, então que seja lutando e não me escondendo - respondo.

Ele acena com a cabeça enquanto me esforço em ficar em pé, tanto ele quanto eu sabemos que não a outra possibilidade além de aceitar.

 - Fico feliz de conhecer alguém como você - diz Mael - eu me alegro de lutar o quanto puder contigo.

 - Olho para ele com um sorriso.

 - também estou feliz de lutar junto de você - falo - espero te ver na outra vida.

 - que kalé nos deixe viver - ele responde

Ele sorri pra mim e me dá um arco, agora é dar nossas almas pelo vilarejo.

Um barulho ecoo-a pela planície

Ouço o grito dos kardirs, soldados se preparando para disparar suas flechas e finalizar seu trabalho, porém esse som não é apenas deles e sei que eles sabem disso.

Ouço em alto som trombetas e gritos vindos do norte, sei o que é e nossos soldados também sabem.

Sem medo nossos kardirs atiram flechas em direção ao inimigo, são feitas conjurações de fogo e disparos de luz.

Vejo no rosto dos soldados o medo, eles abaixam seus arcos e erguem seus escudos, olho prós céus e agradeço a kalé, ele pode não ter feito nada para nos ajudar mas esse momento me faz sentir mais do que nunca que não estou nesse mundo em vão.

O som aumenta e agora ouvimos passos fortes no chão, em pouco tempo estarão aqui.

 - invadam a vila, faremos ela de fortale... - diz um soldado inimigo antes de ser atingido por uma flecha.

 - Lutaremos até a morte, não nos renderemos a vocês kardirs malditos - diz um dos nossos que atirou a flecha.

 - Traidor, faço questão de ser eu quem vai te matar - diz o mesmo soldado atingido.

Uma cortina de explosões e fumaça passa a bloquear a passagem deles, porém não sei quanto tempo resta até os pontos de alma dos nossos soldados acabar...

Uma barreira de gelo surge em meio as explosões, quando olho pra traz vejo Lucia e Léia.

Lucia tira o arco da minha mão a força, em seu olhar consigo ver ela mandando eu descansar.

Vejo Léia erguendo sua mão e aumentando o tamanho da barreira, na palma de sua mão vejo seu símbolo mudar de 3/4 para 2/4.

 - Espero ser suficiente - diz Léia.

 - Fica tranquila, só precisamos aguentar mais um pouco - fala Mael.

Vejo pela primeira vez Léia sorrir para Mael, na verdade a primeira vez dela sorrindo para alguém.

 - Mequiel fica parado, você não tem condições de lutar nesse momento - diz Lucia brava.

Eu aceno com a cabeça, querendo ou não nesse momento não tem muito como eu ajudar e além disso, a barreira vai nos dar tempo.

Ela se senta ao meu lado e me abraça.

 - você salvou minha vida e me trouxe para sua casa, eu não quero que você morra Mequiel - diz ela.

 - Vai ficar tudo bem comigo Lucia - digo enquanto Abraço ela.

Agora temos esperança, porém só poderemos aproveitar quando ela se tornar uma chance de vence-los.

Continua

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