CAPITULO X: OS KARDIRS

CAPITULO X

arco II (confronto)

Ninguém no vilarejo conseguiu dormir na última noite, o confronto foi assustador mesmo ninguém se ferindo gravemente.

Uma coisa que me assustou nessa noite foi a forma que Léia agiu, ela desviava de cada golpe sem dificuldade e atacava sem dar chance ao inimigo se defender.

Ela luta como se soubesse ler a mente do seu oponente, raramente errando em suas decisões.

Estavamos nos preparando para o próximo confronto, nossos inimigos já sabem da nossa estratégia por isso precisamos de um novo plano.

Decidi passa o dia na horta com Lia e Mattias, me pergunto quão forte nossos inimigos se tornaram agora.

- Mequiel quanto tempo isso vai durar - pergunta Lia.

- Eu não faço ideia - respondo.

- nós não... - Mattias ia dizer algo porém é interrompido.

Saio do cercado e vejo um grupo de dezessete kardirs do deserto, todos portando armas e armaduras, graças ao dom que Kalé me deu consigo ver bondade neles, isso me deixa mas aliviado mas os outros com exceção de Léia estão assustados, essa situação não é algo esperado.

- Vocês são desertores certo - pergunta Léia.

Pode parecer preconceito a forma dela pensar, porém não é como se tivesse muito a se esperar, um grupo de kardirs fortemente armados com espadas, machados e lanças que até agora está agindo de forma pacifica em nosso vilarejo.

só me pergunto como Léia sabe que são desertores e não um grupo de espiões, eu preciso do dom para ter certeza disso, ela age como se fosse a coisa mais óbvia possível.

Um deles se dirige para perto de nós e começa a falar

- Meu nome é Mael e eu sou representante desse grupo - ele diz - sim somos desertores, eu e mais cinco de nós fugimos de um vilarejo que os outros kardirs invadiram assim que podemos, estavamos vagando de vilarejo em vilarejo para não sermos encontrados até meu irmão me falar sobre o ataque fracassado de ontem, então trouxe ele e alguns amigos juntos para esse lugar.

- Mas porque - pergunto

- Somos contra os ataques dos kardirs, muito disso por ter visto de perto e queremos lutar para acabar com isso - diz Mael - ao sabermos sobre uma vila que se defendeu e venceu os kardirs nós descobrimos por onde devemos começar.

Sinto verdade em suas palavras, além disso ajuda vira a calhar nesse momento, mas o objetivo deles parece ser um pouco maior do que o nosso.

Olho para Léia e vejo um olhar pensativo, ela balança a cabeça mostrando que entendeu.

- Vocês querem ficar aqui - pergunto.

- Se vocês aceitarem - responde Mael

- Falem tudo que sabem e digam seus objetivos em querer ter nossa ajuda então decidiremos - finalizo.

Nos juntamos em minha casa e passamos a conversar sobre o que de fato são os grupos de kardirs do deserto que atacam vilarejos.

- os primeiros a começar com essas idéias de invadir vilas foram Mazaé, Mizacar e Leila, três kardirs que passaram a se apossar de vilarejos mais fracos na região do deserto de Valirian a doze anos atras, eles juntaram essas terras e fizeram uma cidade chamada de capital, seu grupo é conhecido como comando da capital e se dividem em três parte eles são a primeira linha da hierarquia e gerenciam a segunda que é chamada de exército a qual invadi apenas vilarejos extremamente fortes e alianças entre vilarejos - explica Mael.

- O que não é o caso dos kardirs que estão nos atacando - nota Lucia.

- A terceira linha é formada por kardirs mais fracos que invadem pequenos vilarejos e os vendem para a segunda linha, diferente das outras partes da hierarquia não existe uma organização geral, os grupos são divididos por facções, pode se dizer que essa é a linha imaginaria, eles apenas concordam com o comando, não necessariamente fazem parte dele - diz Mael.

- Então nosso problema é apenas uma dessas facções - diz Lucia.

- Exato - Mael finaliza.

se é apenas uma facção isso torna as coisas mais fáceis mas tenho algumas perguntas para Mael e os outros.

- O que planejam fazer agora - pergunto.

- Nosso objetivo é juntar forças com outros vilarejos pra poder derrotar eles, por isso viemos até aqui, para se aliar - Mael fala - eles enviaram uma tropa de pelo menos duzentos homens para acabar com vocês depois do que aconteceu, esses homens vão vir de vilarejos menores os deixando com pouca proteção, só temos que aguentar por um tempo até ter reforços, o que me diz Mequiel, tenho um plano para termos uma vitória.

Que plano será esse, temos chance de vencer um exército desses, acho que falta mais informações para poder tomar uma decisão.

- Acho que você ainda não disse nada de relevante - falo.

- O seu plano é derrotar uma facção inteira, nos queremos viver em paz não se juntar a um grupo de justiceiros - diz Léia.

Não é como se existe opção, sem a ajuda deles não iremos sobreviver ao próximo ataque, só que não é tão simples, a luta deles é maior que a nossa, mas sinto que essa luta é necessária, se vencermos dessa vez vai existir um amanhã de paz ou de mas guerra.

- Por que vieram a esse vilarejo, não somos os mais fortes, o que teríamos de valor para vocês - diz Lucia.

- Acho que não falamos o que de fato é necessário se dito, buscamos forças para se juntar a nós, todos aqui são os conjuradores, ordenadores e usuários de força vital mais fortes - Mael fala com um rosto preocupado - o que sabemos é que nesse vilarejo raízes saíram do chão e choveu flechas de forma que nenhum ordenador teria poder para fazer, duvidei do que ouvi até ver a sua marca Mequiel, kalé limita o poder daqueles que são fortes demais, nosso objetivo é derrubar a facção a qual negamos como forma de redenção, se é da vontade de vocês sairemos pois de fato se seguirem nosso caminho não terão paz pelos próximos dias, mas estou disposto a dizer o que vocês quisere...

Pa

Bato minha mão na mesa o interrompendo, nesse momento eu percebo, "mais forte", "nenhum ordenador teria poder", o que vem depois do próximo combate e por que precisam dos mais fortes.

- Léia a gente tem que lutar com eles - digo.

- Você tá louco Mequiel - Léia grita - nós estamos buscando uma vida de paz certo.

- Léia nosso destino não é fugir, isso já é claro pra mim dês da vinda daquele espião - falo aflito - do extremo oeste a extremo leste da parte norte do continente existe grupos e facções cometendo atos terroristas contra os que são fracos, nos defender era plausível no momento que acreditávamos ser um grupo pequeno mas a partir do momento em que é necessário reunir os mais fortes para vence-los já não é mas possível lutar, esse mundo é repleto de monstros que andam ao anoitecer e de dia se escondem em cavernas, sem uma casa não tem como viver, sem o vilarejo morreremos, Léia pra viver devemos lutar e pra lutar precisamos ser mais fortes, estamos prestes a enfrentar algo que maior do que somos capazes.

Léia olha para mim, ela sabe que não a mas paz, vejo em seus olhos, lutar até ontem era possível porém a partir de agora se torna impossível sem ajuda, ela sabia que a decisão seria essa, mas vendo minha reação ela percebe o que eu percebi, estamos marcados até a facção ser derrubada.

- Aceitamos a aliança - diz Léia.

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