CAPITULO XIV
Arco (Confronto)
Não consigo ver nada do campo de batalha, o gelo e a fumaça bloqueiam a visão, mesmo não vendo nada ainda tenho os gritos dos inimigos para saber a situação.
- Desgraçados, iremos morrer.
- Estamos encurralados.
- Vamos desistir, nossas vidas importam mais que essa droga de vilarejo.
- Feriram nossa honra, ficaremos e morreremos lutando.
- Isso é ridículo, nossa honra vale mais que nossas vidas.
- Obedeça seu capitão moleque.
- certo, no final que diferença faz, não sou eu o capitão a ser chamado de incompetente e a ser caçoado depois de morto.
Suas falas remetem ao seu medo, não temos garantia de nossa vitória, pelo menos ainda, mas o medo deles será nossa vantagem.
- ataquem.
junto a esse grito ouço o som de espadas se batendo, me levanto e vejo o gelo se quebrando e a fumaça sumindo.
Ao nosso lado vejo ao menos 300 soldados, eles estão em total desvantagem, essa é a nossa chance de se juntar aos nossos aliados.
Vejo nossos soldados pulando da muralha e se juntando ao combate.
Explosões ocorrem por todo campo de batalha, nossos soldados lutam com tudo de si, no final vencer essa batalha é nosso objetivo nesse momento, então dar nosso sangue e suor é necessário.
Seguro firme minha espada e me preparo para pular.
- Você tá bem? - pergunta Lucia.
- Fica tranquila, o vilarejo depende disso - digo.
Salto para batalha e avanço no campo de combate, uso o corte do riacho no ombro de um kardir desprevenido.
- Te garanto que vai morrer maldito - ele diz
Ele tenta avançar em mim e usar os cortes porém desvio de cada ataque e me defendo com o escudo de seu último golpe, uso o corte da lagoa em sua barriga.
- Aaaaah, desgraçado - ele grita
Sua espada começa a se incendiar com ele preparando um corte, consigo desviar novamente me abaixando e aplicando o corte do mar em sua perna e a cortando.
- Aaaaaaaaaah - ele dá seu último grito caindo no chão.
Com minha espada o finalizo e parto para o próximo e assim sucessivamente indo de um em um até termos derrota praticamente todos eles.
Sinto que o treinamento com Mael me tornou mais forte, eu estou melhorando a cada novo combate.
Esse Confronto cansou não só nossos corpos como nossas mentes mas sei que ainda não acabou.
Mael, eu e os outros estamos reunidos perto dos últimos soldados inimigos, são ao todo vinte e dois.
- vão nos matar agora - diz um deles.
- vá até o líder da sua facção e mande ele nos encontrar no vilarejo dos druidas o qual vocês escravizaram - diz Mael - em torno de 3 meses levaremos nosso exército e colocaremos fim em vocês.
- faremos isso porém é uma ideia idiota, nosso exército possui mais de mil e seiscentos homens, vocês não tem como nos superar mesmo tendo nós vencido hoje - fala o kardir inimigo.
- fique tranquilo, vocês têm seus dias contados a partir de agora, os aconselho que fujam depois de avisá-lo - finaliza Mael.
Eles nos olham com um olhar de desdém e então seguem o seu caminho..
Isso não acabou, diria até que finalizamos apenas a primeira parte de nosso objetivo.
Vejo Lucia, Mattias, Lia e Léia se aproximarem de mim, vendo eles sei que tenho por quem lutar, eu aceitei de kalé a missão de marcar o mundo e garanto que é isso que farei.
continua
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Atualizado até capítulo 32
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