CAPITULO IV
arco I (o vilarejo)
Foi difícil dormir essa noite, tive que deixar a Lucia no meu quarto enquanto eu dormi no sofá, a minha cama não era exemplo de conforto, mas era muito melhor que um sofá de madeira.
- Você tá bem - pergunta Lucia descendo as escadas.
- tô sim - respondo.
Fiquei tão preocupado com a situação que nem reparei direito nela. Lucia tinha pele clara, cabelos longos e pretos, olhos de cor verde escuro, e escamas verde um pouco mais claro que as minhas, ela é muito bonita.
- Desculpa pelo trabalho ontem - diz Lucia como se estivesse incomodada.
- Tá tudo bem, fico feliz que você esteja bem - falo.
Fiquei de construir uma casa para Lucia hoje. Ela não tem pra onde ir então decidiu ficar conosco.
Gosto da ideia de ter mais gente por aqui e além disso Lucia é de grande ajuda, no outro mundo ela dedicou sua vida inteira a medicina o que fez dela uma ótima médica.
Olhando por certo angulo a vila ta crescendo, temos agricultores (Mattias e Lia), uma médica (Lucia) e um arquiteto (Eu).
Bom eu tenho muito trabalho hoje pra ficar preso em meus pensamentos, preciso construir uma casa para Lucia, fazer um caminho ligando as casas e ainda quero fazer uma mini praça no centro do vilarejo o que parece até bem inútil, mas quero que esse lugar seja extremamente aconchegante já que pelo visto ainda vou passar um bom tempo aqui.
Faço alguns circulos pela vila definindo onde quero construir tudo, coloco as pedras, madeira e outros materiais em cada uma das áreas correspondentes, essa é a maior construção até agora, espero que eu não quebre meus braços.
Ao pensar na ordem ja sinto o peso nas mãos, começo a ficar cansado antes mesmo de ativar a ordem.
- Aii - grito de dor.
- O que aconteceu - pergunta Lia da horta que estava sendo construída.
- Ficou lindo - diz Lucia ao sair de casa.
Me esforço para andar até a pracinha onde tem um banco.
- Usar as ordens cansa demais - digo.
- Toma cuidado Mequiel, você não precisa fazer tudo de uma vez - fala Lia brigando comigo.
Eu não posso me esforçar assim o tempo todo, eu vou acabar quebrando um braço ou uma perna desse jeito.
- Senta no banco, eu faço companhia para você - diz Lucia com um sorriso no rosto.
Enquanto Lia volta para a horta Lucia fica comigo, sinto que ela ainda esta com medo do que aconteceu antes.
- Há quanto tempo você esta nesse mundo - pergunto.
- A mais ou menos um ano - responde ela.
Quando vou continuar a falar ela me interrompe.
- Mequiel você ta pronto pra quando precisar lutar pela sua vida - Lucia me fala com um semblante preocupado.
- Em nenhum momento pensei nisso - respondo.
Essas palavras me deixam apavorado.
- Eu achei que isso nunca ia acontecer até ver os kardirs do deserto - Lucia diz com um rosto triste - eles não se importavam com nada, vieram ao nosso vilarejo dizendo que trariam paz, mas só trouxeram destruição, nesse mundo há muitas pessoas que julgam sua raça superior, para eles ou você esta com eles ou não merece viver.
Meu semblante se torna o de alguem apavorado, em algum momento terei que lutar pela minha vida, eu não faço ideia do que pensar.
Lucia me abraça tranquilizando-me.
Continua
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Atualizado até capítulo 32
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