Capítulo 17
- O que deu em você para matar aula Maia? - perguntou meu pai em pé andando de um lado para o outro na sala da nossa casa. Eu estava sentada apenas o olhando.
- Calma Michael! - disse minha mãe - mas você não devia ter feito isso minha filha!
- Eu sei, mas estava triste por causa do Thomy e o Theo sugeriu sairmos para espairecer! - eu ia para o inferno por estar usando Thomy como desculpa, mas não era totalmente uma mentira.
- Ah, minha querida! - disse minha mãe e sentou ao meu lado, passando seu braço ao redor dos meus ombros.
- Não pode ficar matando aula toda vez que sentir falta do seu irmão Maia! - falou meu pai me olhando, só que um pouco menos bravo agora - acha que eu e sua mãe não sofremos todos os dias? E ainda sim, vamos trabalhar e não ficamos desmarcando nossos pacientes, sabemos o quanto é difícil, mas precisamos todos seguir! - ele disse e acho a parte final, foi tanto para mim, quanto para minha mãe.
- Vocês têm toda a razão! - falei abaixando a cabeça - eu não deveria ter feito isso, podem me colocar de castigo, me deixar presa em casa...
- Só iria adiantar se eu colocasse uma grade na sua janela! - disse meu pai - acha que não sabemos das suas fugas? Tanto com a July, quanto com o Theo.
- Ah... - falei surpresa.
- Não somos idiotas, filha! - minha mãe disse baixo.
- Só não faça mais! - meu pai disse e subiu as escadas, nos deixando a sós.
- Mãe? - falei chamando sua atenção.
- Sim Maia?
- O que vamos fazer no aniversário de morte do Thomy esse ano?
- Eu... - ela fechou os olhos e suspirou alto - não sei!
- Pensei em irmos até seu túmulo, levar bolo de chocolate e conversar um pouco!
- Ele adorava bolo de chocolate - ela disse pensativa e com seus olhos marejados - a ideia é perfeita!
Nos abraçamos e deixei que as lágrimas viessem e choramos abraçadas, por alguns minutos. O meu pai sempre fugia quando o assunto era o Thomy, ele nunca ia visitar seu túmulo com a gente e tirou todas as fotos da casa, em que o Thomy estava. Meu pai não tinha passado pelo luto, acho que ele fingia para ele mesmo que meu irmão só estava viajando, ou passeando e logo iria voltar!
- Posso chamar a July para dormir aqui mãe? - perguntei quando saímos dos braços uma da outra.
- Pode... mas não deixe seu pai saber! - avisou ela.
**
- Como eles ficaram sabendo tão rápido que vocês mataram aula? - July perguntou sentada na minha cama, um pouco à minha frente.
- Não sei, parece que nos deduraram! Todos me viram saindo da sala com minha mochila e não voltei mais, então foi bem fácil.
- Quanta gente fofoqueira! - disse ela olhando para o lado - mas me conta, o que fizeram seus danadinhos? - ela perguntou de forma maliciosa.
- Não fizemos nada! Não venha com bobagens!
- Amiga, se você ficar se fazendo de difícil, logo ele cai fora! - avisou ela.
- Você acha? - perguntei receosa.
- Acho, Theo é um cara descolado e que já experimentou de tudo... se você de onda, ele vai achar outra que faça... o que ele tá acostumado!
E essa frase, me deixou totalmente insegura! Ela estava certa, o Theo iria achar quem fizesse o que eu não estava fazendo por ele.
Ficamos conversando até tarde e dormimos abraçadas. Pela manhã, quando meu celular despertou, July não estava mais na cama, então levantei e desci as escadas. Mas no meio delas, ouvi uma conversa.
- Para July! - era a voz do meu pai.
- Por que? Eu sei que você quer! - July disse e eu fui pé por pé até perto da cozinha e me escondi atrás de uma coluna, para não ser vista.
- Eu não quero! - meu pai disse sério e eu espiei. July estava bem próxima a ele e tocava seu peito, com suas mãos, meu pai estava segurando firme os braços dela.
- Não quer? E aquilo que houve entre nós? Não queria também? - July disse e meu peito doeu, minha visão ficou turva... meu pai e minha amiga estavam tendo um caso?
- Aquilo foi um incidente isolado e sabe bem que foi você quem começou!
- Sua esposa não vai acreditar nessa história! - July disse ao meu pai.
- Diga o que quer de mim, July? - meu pai a olhou e parecia estar com raiva.
- Você sempre finge não querer, mas acaba cedendo - ela disse e tocou o rosto dele com suas mãos - senhor Stevens, você sabe o que eu quero! - ela disse de forma maliciosa e para meu desespero aumentar mais ainda, meu pai a beijou, pressionando seu corpo contra a bancada a cozinha e ela pulou nele, passando suas pernas ao redor da sua cintura e meu pai segurou as coxas dela com intensidade.
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Por essa vcs não esperavam né amigas? 🙊
Deixem suas florzinhas e comentem muito ❤️❤️
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Atualizado até capítulo 61
Comments
Isabel Esteves Lima
Nossa July de amiga não tem nada. 😡😡😡😡😡😡😡😡
2025-03-05
0
Valeria Grossi de Almeida
Julai é muito safada
2025-03-02
0
Ana Lúcia De Oliveira
safada
2024-11-13
1