Capítulo 16
No dia seguinte, avisei o Theo que minha mãe iria me levar. Cheguei na escola e fui direto para minha aula de matemática.
- Maia! - chamou Theo parando do meu lado, mas em pé, eu estava sentada.
- Oi Theo - falei o olhando de canto.
- Vem, vamos conversar! - ele disse, pegando minha mão e me puxando.
Theo me levou até a sala do zelador e fechou a porta.
- Como você tem a chave daqui? - perguntei quando ele acendeu a luz. A sala era pequena e um pouco apertada, sem janela nenhuma e algumas prateleiras.
- Fiz amizade com ele, mas olha, trouxe você aqui, para me desculpar! - ele disse.
- Tudo bem! - falei olhando o chão.
- Não, não está tudo bem! Você não estava pronta ainda para voltar dirigir, e eu praticamente a obriguei! Peço desculpas!
- A culpa não é sua! - falei baixo e ele segurou meu queixo e me fez olhar em seus olhos.
- A culpa é minha sim! - ele disse e aproximou seus lábios dos meus.
- Não! - falei e ele parou - eu menti!
- Sobre o que?
- Não bati na garagem de casa, meu carro está inteiro!
- Não entendo... - ele disse confuso.
- Eu não dirijo por causa do que houve com o Thomy, ele morreu atropelado em frente a sua escola e eu tenho medo de acabar matando alguém indefeso, assim como ele! - disse com lágrimas correndo pelo meu rosto.
- Ah Maia! Eu sou o pior namorado! Era óbvio! Como não pensei nisso! - ele disse me abraçando - me desculpa, me desculpa!
- Não, não! Você não tinha como saber e eu deveria ter falado a verdade!
- A culpa não é sua! - ele disse me abraçando com mais força.
- O que acha da gente matar aula? - ele perguntou e eu me afastei um pouco.
- Como assim? - perguntei.
- Não conheço outra explicação para matar aula! - ele disse sorrindo.
- Eu quis dizer, o que quer fazer? - perguntei sorrindo e ainda com os olhos molhados das lágrimas.
- Sei lá, vamos dar uma volta, comer algo, ir ao shopping...
- Vamos!
- Vai buscar sua mochila e me encontra no pátio! - ele disse me dando um beijo rápido e saímos dali.
Peguei minha mochila e saí de fininho, já estava todo mundo dentro das salas, mas eu nem liguei, simplesmente fui sem pensar. Encontrei o Theo no pátio e pulamos o muro.
- Como seu carro já está aqui? - perguntei olhando o carro dele, parado na rua do lado.
- Eu posso ser bem rápido e silencioso! - ele disse sorrindo de um jeito estranho.
- Vamos logo, antes que nos vejam! - falei e entramos no carro.
Fomos comer hambúrgueres e depois fomos até um parque e sentamos num banco.
- Tá quente aqui! - disse ele com seu braço ao redor dos meus ombros. Faziam apenas cinco minutos que a gente tinha sentado.
- Sim, esquentou muito! - falei.
- Olha, vamos dar uma volta e sair daqui! - ele disse e ficou de pé.
Caminhamos ao redor do lago que tinha no parque e vimos alguns peixinhos nadando, depois voltamos para o carro.
- Para onde vamos? - perguntei.
- Podemos ir na minha casa jogar videogame ou assistir um filme! - ele falou saindo com o carro.
- Pode ser - falei - matar aula, dá trabalho!
- Dá mesmo! - ele disse nós dois rimos.
Chegamos na casa dele e nos atiramos no sofá. Theo ligou o video game e começamos a jogar. Para variar, ele ficava me empurrando e eu saia da pista de corrida e acabava perdendo.
- Paraaaa! - falei gargalhando.
- Desculpa, se eu não fizer isso eu vou perder e não sei lidar com isso! - ele disse quando a corrida tinha acabado.
- Você é um mal perdedor! - falei e ele me abraçou.
- Sou um péssimo perdedor! - Theo disse acariciando meu cabelo e se aproximou, sua boca tocou a minha devagar. Ele empurrou seu corpo contra o meu devagar e minhas costas encostaram no sofá e ele ficou por cima de mim. - já falei o quanto você é linda?
- Hoje não - falei segurando seus ombros com minhas mãos.
- Bom, você é a garota mais linda que já conheci! - ele diz baixo e volta a me beijar.
Sua boca praticamente devora a minha e suas mãos vagam entre minha cintura e minha bunda. Eu estava ficando nervosa. O beijo ficou mais intenso, eu estava sentindo um frio na barriga, sua língua tocava a minha e explorava minha boca. Theo se afastou um pouco e me olhou.
- Tá tudo bem? - ele perguntou olhando nos meus olhos.
- Eu... eu só... não sei se quero! - falei nervosa.
- Quer o que? - ele perguntou.
- Fazer sexo! - falei e senti meu rosto queimar de vergonha.
- Ah não... eu não ia tirar sua virgindade aqui! - ele falou e sentou no sofá saindo de cima de mim e me ajudou a sentar também - me desculpa se passei dos limites.
- Não... eu que entendi errado!
- Você é inexperiente e eu passei do limite! - ele falou tocando meu queixo.
- Se eu quisesse, você iria querer? - perguntei constrangida.
- Sim, mas não aqui, você merece muito mais do que isso! - ele disse.
- Obrigada - falei, porque não sabia bem o que dizer a ele.
- Não me agradeça, isso é o mínimo! - ele disse e deu um beijo leve nos meus lábios. - Vamos ver um filme?
- Vamos! - falei sorrindo, Theo era o namorado perfeito.
Me sentei no meio das pernas dele e Theo passou seus braços ao redor da minha barriga e ficamos escorados num monte de almofadas, com os pés para cima do sofá.
Assistimos dois filmes, um de romance e me rendi a um de ação, mas que tinha uma pontinha de romance junto.
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Deixem suas florzinhas e comentem muito, poooor favor ❤️.
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Atualizado até capítulo 61
Comments
Valeria Grossi de Almeida
amei este capítulo /Heart//Heart//Heart/
2025-03-02
1
Isabel Esteves Lima
Tô gostando do namoro deles é leve ,sem pressão.❤️❤️❤️❤️
2025-03-05
0
Ana Lúcia De Oliveira
excelente capítulo 👏
2024-11-13
1