Capítulo 18
Subi as escadas correndo e fui até o quarto da minha mãe, tentei acordar ela, mas ela estava completamente grogue dos remédios que ela tomava para ansiedade e depressão. Então voltei para meu quarto e me arrumei para a escola. Depois desci as escadas e os dois estavam na cozinha em silêncio, embora os cabelos de July estivessem bagunçados e a camisa social branca do meu pai estivesse amassada, antes eu nem iria notar isso, mas agora... quantas vezes isso já tinha acontecido bem aqui, comigo e minha mãe em casa?
- Tudo bem Maia? - perguntou meu pai.
- Tudo - falei - acordou cedo July? Você sempre reclama do quanto odeia acordar para ir à escola... mas hoje caiu da cama?
- Pois é, talvez porque estou fora de casa! - ela disse e mordeu um pedaço do pão.
- Sente-se! - meu pai disse e colocou uma xícara de café para mim - quer que eu leve vocês até a escola?
- Não! - falei rápido demais e os dois me olharam - Theo vem nos buscar!
- Ah sim, havia esquecido! Então já vou indo! - ele disse.
- E a mamãe? - perguntei.
- Ela não estava bem ontem e tomou alguns remédios! - ele falou - vou trabalhar, mas ao meio dia venho ver como ela está!
- Ok - falei e ele me deu um beijo na bochecha e acenou para July, que o olhou de cima a baixo.
Eu não podia negar, já tinha visto July dar essas olhadas para o meu pai, mas ela agia assim perto de qualquer um que fosse homem, então nunca liguei, mas agora tudo fazia sentido.
Theo nos buscou e fomos para a escola, July e ele trocaram algumas palavras na ida, mas eu não consegui dizer absolutamente nada, apenas ficava revivendo aquela cena do meu pai e da minha amiga se pegando na cozinha da minha casa.
- Maia? - chamou Theo.
- Oi, desculpa! Estava distraída! - falei o olhando sentado a minha frente no refeitório da escola. Estávamos no intervalo.
- O que houve? - ele perguntou e tocou minha mão por cima da mesa. - você está totalmente quieta e parece estar no mundo da lua!
- Não é nada! - falei baixo
- Isso quer dizer que é tudo! Toda a vez que uma mulher diz que não é nada, tenho certeza que é! - ele disse ficando de pé e me arrastou para fora do refeitório e me levou para debaixo das arquibancadas da quadra de esportes.
Ele olhou para todos os lados, conferindo se não tinha ninguém e então falou com suas mãos apoiadas na cintura:
- Então Stevens, o que aconteceu? Eu fiz algo? É sobre seu irmão?
- Não... não é nada disso! - falei cansada e triste.
- Então o que foi? Claramente você não está bem!
- Eu vi umas coisa hoje e gostaria de ter sonhado... mas não foi sonho!
- Está me assustando Maia, o que você viu?
- Meu pai e July - falei.
- Não entendi, o que tem eles dois? - perguntou ele.
- Aí Theo... não sei como dizer isso a você! - falei colocando minhas mãos no meu rosto.
- Só me diga! - ele falou se aproximando e tirou minhas mãos dos meus olhos e ficou segurando elas.
- Vi July e meu pai... se beijando na cozinha da nossa casa!
- Uau... - ele disse - essa garota é maluca mesmo!
- Como assim, ela é maluca mesmo? - perguntei confusa
- Bom é que sei lá - ele disse e pareceu nervoso - ela é meio maluquinha e corre um boato entre os meninos que ela é bem... safada e bom... maluca...
- Só isso? - perguntei o encarando - você não sabia dela e do meu pai não é?
- Não! Claro que não!
- Acho que eles tem um caso e não é de agora, pela conversa que ouvi.
- O que pretende fazer a respeito disso? - ele perguntou.
- Eu não sei Theo, minha mãe está se afundando cada vez mais depois do Thomy, se eu contar a ela, que seu marido perfeito, não presta, eu nem posso imaginar do que ela é capaz, tenho medo! - admiti e Theo me envolveu num abraço.
- É uma situação muito difícil Maia... se decidir contar, vai ter que ser com muito tato.
- Se alguém tiver que contar, vai ser meu pai!
- Vai conversar com ele?
- Vou, quero saber tudo sobre o que e desde quando eles fazem isso! July tem minha idade, dezesseis para dezessete anos e meu pai tem cinquenta anos! Isso deve ser até crime! - falei
- Bom, talvez ela goste de um coroa e acho só caracteriza crime se ela fosse menor de doze anos - ele disse e eu o olhei feio - não estou defendendo! Eles estão totalmente errados!
- Não sei o que fazer! - falei exasperada e ele me abraçou novamente.
Voltamos para nossas aulas, depois que ele me contou que seus pais nem se deram o trabalho de brigar com ele por matar aula.
Na saída da escola, pedi para o Theo me deixar na clínica do meu pai.
- Tem certeza? - ele perguntou quando parou em frente a clínica.
- Sim, minha mãe tomou muitos remédios ontem e quando isso acontece, ela fica o dia grogue na cama. Então aqui vai ser melhor!
- Quer que eu espere você aqui?
- Não, mas obrigada, você é o melhor namorado do mundo! - falei acariciando seu rosto com a palma da minha mão.
- Agora sim! O melhor do mundo! - Theo falou e se aproximou, capturando meus lábios em um beijo gentil - vá logo antes que eu sequestre você!
Eu sorri e saí do seu carro, como já conhecia todos na clínica, eu apenas os cumprimentei e fui para o escritório do meu pai.
Quando entrei, a cena que vi, embrulhou meu estômago. July estava deitada em cima da mesa da sala do meu pai e ele estava por cima dela a beijando
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Atualizado até capítulo 61
Comments
Isabel Esteves Lima
Nossa o pai e amiga não valem nada.😡😡😡😡😡😡😡
2025-03-05
0
Valeria Grossi de Almeida
Safados.
2025-03-02
0
Ana Lúcia De Oliveira
bem safada mesmo 😂
2024-11-13
0