Alec observava a paisagem fria familiar. A neve caia contra o vidro do trem que se movia pelos trilhos. O rosto das pessoas que o cercavam demonstrava medo, irritação e desesperança. A grande mãe Rússia estava abalada com a missão especial na Ucrânia "Guerra" travestida de salvação. A população sofria com a crise econômica que se instalou devidas as sanções econômicas impostas devido à ação imprudente do presidente. As mulheres que passavam traziam nos olhos a dor daqueles que perdem os seus filhos para a máquina destrutiva do estado. O medo estava presente em cada canto daquele trem, gerando uma atmosfera pesada de desesperança e terror. Ameaça de uso de bombas nucleares táticas era plenamente divulgado pela máquina de desinformação da mídia estatal. O povo sentia o medo de um conflito de escala mundial.
O medo era palpável e a miséria que se espalhava país.
Assim que saltou do veículo, andou pelas ruas de Moscou e as suas suspeitas sobre ação do pai estava escancarada nos auditores de propaganda do grupo W com fotos dos soldados mercenários chamados músicos pela propaganda.
Alec fitou aquilo com nojo, pois, sabia da tortura que os componentes do grupo sofrem nas mãos dos seus comandantes.
Riu ao ver uma foto clamorosa a sua frente a um grupo de homens do ISIS.
Marchou pelas ruas refletindo o quanto a sua vida havia mudado graças a sua Luz. A sua esposa e seu bebê. O seu coração foi assolado pela saudade da sua pequena família. Passando as mãos pelo cabelo, olhou para o céu e sentiu o coração apertado. Teria que executar o seu plano para derrubar o império do Nicolsi no menor tempo. Para tal levaria um mês estimando.
Caminhou pela neve observando a pobreza que tomava conta das ruas. Estava próximo da periferia de Moscou quando observou o centro de treino de Olga aberto. Marchou até lá com passos rápidos observando a fila de mulheres que enfrentavam a neve para ter notícia dos seus filhos que haviam sido enviados a Ucrânia.
Assim que a mulher o viu com o olhar, indicou o lugar para ele a encontrar. Seguiu até a saleta e a aguardou por cerca de 5 minutos. Assim que ela entrou, a mulher o fitou com ódio.
_ O que faz aqui?
Alec a fitou com olhar duro jogando sobre a mesa uma maleta.
Olga pegou a mesma e assim que abriu deparou com milhares de dólares.
_ O que é isso?
Perguntou ela fitando o filho do seu maior inimigo com desconfiança.
_ Sei que Nicolsi tem feito de tudo para destruir o seu centro de amparo as crianças e jovens carentes de Moscou. Sei da dívida que tem com o banco e das ameaças constantes contra este lugar. Este dinheiro é para saldar a sua dívida e permitir-lhe lutar contra o aliciamento de jovens para a guerra.
_ O que quer com isso?
Não se dando por vencida.
Alec, irritado, a fitou sem emoção.
_ os meus motivos não lhe interessam. Apenas use o dinheiro para livrar o seu irmão do circuito de lutas ilegais. Pague a sua dívida e continue o seu trabalho.
_ Não serei usada por você!
Exclamou a mulher com raiva.
_ Não sou seu amigo. Mais temos um inimigo em comum. Faça o que tem que fazer. As suas ações me serão úteis, contra nosso inimigo. É sei que não é burra para perder a oportunidade que estou-lhe dando.
Disse a virar as costas saindo rua afora na neve.
Olga fitou a mala com o coração acelerado. Seu corpo doía do combate travado na luta no clube central.
Desconfiada, correu para Thiago que servia a uma mãe que aliviada havia recebido notícia do filho que havia se rendido as tropas ucranianas tendo a sua segurança e vida preservadas.
Chamou o primo que assim que colocou os olhos na maleta assustado ficou. Ouviu tudo com atenção e fitando a companheira de luta contra Nicolsi falou:
_ Não se assuste, você é apenas uma peça no tabuleiro de Alec.
Alec caminhou até o seu apartamento encontrando o mesmo do modo que havia deixado. Tirava a blusa pesada quando sentiu a falta dela, do seu sorriso e a sua presença.
Deitou na cama olhando para o teto a pensar nos dias de solidão que estaria para viver.
Na manhã seguinte seguiu ao clube enfrentando uma fila de lutadores que buscavam a glória no circuito de lutas ilegais. Viu os rapazes serem esmagados pelo gigante que dominava o ringue. Fantasiado de lutador, enfrentou o homem o vencendo a mostrar um pouco das suas habilidades únicas. Assim que o seu oponente foi levado ao chão, foi direcionado ao escritório de Gazarote. Entrou pela porta, foi cercado por vários seguranças que o escoltaram até o homem. Assim que ficou a frente dele tirou o capuz da blusa deixando claro quem era. Gazarote o fitou horrorizado gritando para os capangas tirarem a vida de Alec. Que derrubou todos marchando até o homem que atirou contra o seu peito encontrando a barreira da malha protetora ante balas.
Assim que o alcançou quebrou os seus braços o arrastando para a sacada o jogando de altura de 10 metros. Saindo em fuga pelo telhado. Ria ao pensar no desespero da máfia russa que se armaria até o dente, iniciando uma guerra interna em busca do culpado. Atacaria um a um até destruir a cúpula de comando, deixando uma organização que sofreria com o revés da desorganização interna e ausência de líderes. Sábia que não seria acusado pelo assassinato já que o pai havia criado uma narrativa a seu respeito sustentada até a morte. Riu, pois, o velho saberia que ele a sombra temida e nada poderia fazer para o impedir.
Assim que se encontrou a salvo num nojo, refúgio, ligou a TV e constatou a sua obra sendo notificada pelas mídias estatais.
Riu ao ver a âncora lamentar a morte do crápula que vendia a imagem de um bom camarada. Riu ao imaginar a loucura daqueles que temiam ser caçados.
Alec riscou da mão o primeiro nome da lista de 10 nomes. O último seria Nicolsi que roubou tudo dele (infância) e queria agora roubar a sua família. Nicolsi iria lamentar o dia que ele perdeu a memória. Fechou os olhos pensando na mulher amada e sussurrando falou:
_ Em breve estarei contigo.
Disse ele deitando-se na pequena cama dura. O cheiro de bebida invadiu o lugar e o som de passos o fez se esconder em baixo da cama.
Natacha entrou no pequeno quarto sentando na cama sorvendo um copo de vodca angustiada.
_ O que faz aqui?
Exclamou um dos homens de Dimitri. O meu tio sumiu, falou ela sorvendo um gole de bebida.
_ Como?
_ Não sei como mais a guerra entre os líderes começou.
_ Não posso lhe proteger.
Falou o homem sério.
_ Parto para Espanha hoje.
_ Avisarei sei tio.
Alec ouviu os passos sumindo e sorrindo fechou os olhos, seu plano estava em pleno vapor.
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Atualizado até capítulo 30
Comments
Joelma Oliveira
uma peça só fora d lugar e todo o castelo d cartas cai. vai alec acaba c tudo e volta pro seu amor
2022-11-22
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