Ódio em um coração.

Nicolsi gargalhava ao receber o ataque feroz do jovem. Defendendo cada golpe com alegria. Aquele era o seu primogênito orgulho da sua carne. Feroz, cruel e sagaz como um verdadeiro homem da Rússia. A cada chute e soco trocado ambos pareciam em uma dança coreografada. Ângelo pegou impulso na parede pulando sobre o homem, acertando com um golpe na cabeça o levando ao chão. Estava preste a quebrar o pescoço oponente quando a ouviu a voz dela o chamar e voltando a cabeça para ela viu os olhos assustados. Sendo o tempo suficiente para Nicolsi o imobilizar. Themis desesperada, pegou arma da cintura de Frederico atirando contra Nicolsi que se moveu ou teria levado um tiro na cabeça.

_ Parem.

Gritou Fred com raiva.

_ Pai largue Alec.

_ Alec este é seu pai!

_ Mulher, por favor, não mate ninguém neste quarto. Todos somos famílias.

Themis olhou para Federico que estava enfurecido. Nicolsi largou Alec que o acertou com um chute feroz no peito o afastando de si e num russo enfurecido falou:

_ Nunca mais toque em mim velho.

Nicolsi gargalhou de ver o seu Alec de volta.

_ Que loucura é essa?

Perguntou ela mirando a arma em Nicolsi.

_ Este que quase matou e o seu sogro. Sou Frederico irmão dessa besta que tem por marido.

Ela fitou Ângelo que correu em sua direção a abraçando.

_ Você feriu-a desgraçado.

Disse ele em russo tocando o pescoço dela marcado.

_ E lá vamos nós!

Falou Fred vendo o irmão correr para o pai o acertando no meio de acrobacias.

_ Venha irmã

Disse Fred a tirando de lá para não presenciar a dança assassina entre pai e filho.

Assim que chegaram no corredor viram corpos espalhados pelo chão.

_ Merda!

Gritou Fred.

_ Tinha que ter matado todos o seu imbecil.

Disse o rapaz fitando os corpos espalhados no chão. Chutando um corpo inerte no caminho.

_ Não seria Alec se não tivesse o rastro de destruição.

Disse Nicolsi gritando em meio as gargalhadas.

_ Cale a boca desgraçado!

Gritou Alec do quarto e o som de pancadas foram audíveis.

Fred arrastava a mulher que em choque via corpos pelo chão.

Assim que romperam a porta encontraram um grupo de homens armados.

_ Chame a equipe de limpeza. A besta voltou.

Disse Fred querendo acabar com aquele tormento.

Os homens que eram da equipe de Alec levantaram a arma num brado de alegria por saber que o seu líder estava de volta.

Fred pegou a mulher do irmão no colo antes que ela viesse ao chão no desmaio.

Themis acordou na segurança do seu barco. Fred estava olhando o mar com olhar cansado.

_ Quem é você?

Fred olhou a nova irmã e com voz fraca falou:

_ Seu novo irmão.

_ Não foi um pesadelo!

Disse ela passando a mão pelos cabelos.

_ Não irmã.

Themis correu para o banheiro expulsando o conteúdo do almoço. Ela passou minutos a vomitar correndo para sacola tomando o remédio para enjoos.

_ Desculpe pelo choque que lhe causamos.

_ O vômito e pela gravidez _ disse ela tocando o ventre liso.

Fred olhou para ela com pena.

_ Você está grávida de Alec?

_ Não de Ângelo. O meu Ângelo.

Disse ela dando vazão as lágrimas.

_ Minha irmã não queria estar na sua pele.

Disse ele dando tapinhas na mão dela.

_ Porque fala assim.

_ Você é o coração de Alec a luz na sua vida de escuridão. Ele a ama e nunca irá lhe deixar. Sua vida será um inferno se tentar fugir dele.

Themis levantou a cabeça e com voz trêmula perguntou:

_ Quem é Alec?

_ Irmã não quero me meter entre vocês ou ele irá arrancar meus dentes como faz com meu pai.

Ela fechou os olhos com dor de cabeça.

_ Não estou me sentindo bem?

Disse ela desmaiando na cama.

_ Puta merda! Exclamou o rapaz movendo o barco para a costa.

Alec fitava o pai limpando o sangue da boca lançando sobre ele um poderoso ataque de chutes e socos.

_ É só isso que tem para dar fedelho!

Falou o homem defendendo os socos e pontapés do rapaz.

_ Senhor!

_ O que é Pedro?

Gritou Alec acertando um chute na cabeça do outro, o jogando no chão.

_ Seu irmão na linha.

_ Ligue o viva voz.

_ O que quer Fred?

_ Estou no hospital com sua mulher estando em observação devido a uma alta de pressão, seu imbecil.

Aquilo tirou Alec do frenesi do combate.

Correu para o telefone.

_ Onde estão?

_ Na maternidade de Atenas.

_ Como estão os dois?

_ Ela, o bebê estão fora de perigo.

_ Estou indo.

_ Alec, ela não o quer. É Ângelo que ela espera.

Aquelas palavras foram um gatilho para ele voltar ao centro.

_ Fred.

_ Sim.

_ Obrigado meu irmão por cuidar de minha mulher e filho. Eu te amo.

Aquelas palavras tocaram o peito do rapaz que fungou pelo telefone em voz embargada falou:

_ Também te amo seu imbecil.

Nicolsi observou preocupado a transformação de temperamento sofrida por Alec. Preocupado, viu o rapaz o ignorar no chão e correr corredor afora no meio da equipe de limpeza.

Preocupado ligou para a base e pediu para falar com o psiquiatra de plantão, narrou a ele ocorrido. O homem inseguro disse que não podia assegurar por completo mais pelos indícios o rapaz desenvolveu uma segunda personalidade menos agressiva no período que estava sem memória.

Assim que desligou o telefone, olhou para o ambiente em ordem e perguntou:

_ Quantas baixas?

_Cinco, senhor permanente e três em recuperação longa.

Aquilo o preocupou Alec tinha uma média de 5 mortes por combate, neste enfrentamento ele matou 5 e derrubou três sendo a sexta morte a sua. Constatou nos olhos do rapaz a crueldade e ausência de sentimentos quando se movia para matar. Quase foi morto por ele se não fosse a intervenção de Frederico.

O medo tomou conta do seu ser ao lembrar das novas sequências de golpes dados pelo rapaz de como havia levado dele uma surra. Algo estava fugindo do programa original. Alec havia evoluído para um novo patamar do programa de formação de soldados assassinos. Algo em sua programação neurológica havia se rompido. As velhas formas de controle mental não o pararia. Somente ameaça a mulher e a criança conseguiria ter algum controle sobre ele. Pensava Nicolsi com o coração apertado.

Ângelo corria pelas ruas da capital para maternidade, ao olhar seu reflexo na frente de uma loja viu a roupa suja de sangue e o rosto marcado com hematomas.

Correu para um beco roubando uma camisa do varal. Foi a uma fonte e lavou o sangue da face e entrou em uma loja de roupas caras. Examinava um terno quando o atendente o tratou de maneira discriminatória. Seu olhar mudou na frente do homem, que ficou em pânico quando Alec gritou chamando atenção da gerente jogando sobre a mulher o cartão de platina. A mulher fitou o atendente com raiva passando atender Alec que comprou o terno e um conjunto de maquiagem escondendo as marcas escuras da pele. Observou o momento que o funcionário que o havia maltratado ser dispensado da loja.

Pagou pelas mercadoria e correu no encalço do homem o arrastando para o beco e sem compaixão o acertou com um soco no rosto e outra sequência de golpes deixando desacordado. Quebrou o cartão platina o jogando no mar ao seguir para maternidade para ver sua mulher e bebê.

O peito dele se encheu de tristeza por ela vivenciar tamanha violência. Novamente o olhar endureceu ao pensar que providenciaria que ninguém a atormentar novamente.

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Comments

Joelma Oliveira

Joelma Oliveira

Ele não precisa ter 2 personalidades, apenas 2 modos de agir dependendo d situação . espero q eles fiquem juntos no final

2022-11-18

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