Ângelo observava a luz da manhã romper pelo céu. O vácuo da sua vida era preenchido por ela que dormia tranquila na grande cama. Os seus olhos caíram no rosto tranquilo daqueles que trazem a consciência em paz. Haviam compartilhado o leito de maneira fraternal mais era difícil para ele ignorar a proximidade dela. A cada segundo sentia vontade de beijar os seus lábios e trazer aos seus olhos alegria. Constatava nos olhos castanhos uma tristeza profunda e o mesmo vácuo que ele tinha no coração. Sabia que a dor da perda do pai a havia transformado numa mulher implacável. Na sua sanha de vingança travestida de justiça.
Não sabia dizer porque compreendia o que se passava com ela. Como conseguia ler aquela mulher complexa para muitos. Ela era dura como pedra na sua determinação, mas calma como aquela manhã que rompia a escuridão.
A dor atingiu o seu peito e um gemido de dor saiu dos seus lábios sendo o suficiente para tirar a sua bela companheira de barco do sono. Ela correu até ele e com olhos assustados constatou a marca carmesim sobre o tecido branco da camiseta. Desesperada começou a despir o peito do homem tirando a vendas vendo o pequeno ferimento sangrar. Fez conforme a orientação do médico e ignorando a bela tatuagem de leão sobre o peito másculo.
Retomou o curativo de maneira metódica de modo a fornecer-lhe uma boa recuperação. Ângelo não esboçou nenhuma reação somente observava os movimentos dela com atenção.
Assim que terminou de cuidar do ferimento o ajudou a vestir uma camisa azul de modo a ter acesso ao ferimento em caso de novo sangramento.
Assim que levantou os olhos deparou com o rosto másculo próximo do seu e os seus olhos encontraram.
Ele tocou o rosto dela com carinho com a mão e sussurrou:
_ Obrigado.
Themis se afastou com cuidado de modo a esconder o que se passava no seu íntimo.
_ O que tem medo?
Perguntou ele indo até ela.
Pela primeira vez sentiu a parede de proteção ruir, voltando-lhe o fitou com olhos assustados e falou:
_ Você.
_ Nunca lhe faria mal.
Disse ele segurando os seus rosto entre as mãos fitando os olhos castanhos assustados.
_ Sei que não me fará mal _ disse ela fugindo-o do seu olhar.
_ Então diga o que teme?
Perguntou ele encostando os lábios na testa dela depositando um beijo.
_ Querer você e não poder ter.
Fitou os olhos castanhos e constatou a coragem e a força dela.
_ Eu quero-lhe.
Disse ele beijando os seus lábios com ardor.
Perdida nele sentiu o seu corpo se entregar ao desejo que queimava o seu ser.
_ Ângelo você não decsobriu o seu passado.
Disse ela afastando-o de si.
_ Eu sei _ disse ele puxando-a novamente para si.
_ Eu quero-lhe mais não me posso aproveitar desse momento de vulnerabilidade. Devidoa perda da sua memória.
Disse ela empurrando-o com delicadeza.
_ Importa quem eu seja?
_ Como posso aproveitar de você! Não sei se existe alguém a sua espera!
Exclamou ela colocando uma distância entre ambos.
_ Realmente quer se apegar a isso para se proteger atrás da barreira que construiu?
Ela virou-se para ele e assustada compreendeu que ele enxergava o que se passava na sua alma.
Ângelo caminhou até ela segurando os seus braços fitando os olhos dela com carinho.
_ Acredita que me colocaria na frente de uma bala para lhe proteger se existisse alguém na minha vida?
Aquilo derrubou as frágeis barreiras que ela tentava construir sobre os seus sentimentos.
Constatando haver ganho a batalha segurou o seu rosto com carinho beijando os seus lábios degustando da boca pequena. A guiou para o sofá no canto da cabine a sentando no colo.
_ o seu peito pode voltar a sangrar.
Disse ela preocupada.
Ângelo sorriu a segurar o seu rosto entre as mãos encostando a testa na dela falou:
_ Não estou em condição de fazer nada além de lhe beijar a minha luz.
_ Luz?
_ Sim. É a luz da manhã que rompeu a escuridão que vivo.
Disse a beijar os lábios dela com carinho.
Aquelas palavras atingiram o peito dela com força já que ele era a mesma luz na sua vida pautada pela vingança. Mal sabia ele que tinha o primeiro contacto com o sexo oposto já que havia passado grande parte da sua vida construindo uma carreira de combate implacável contra o crime organizado, em busca de atingir aquele que havia sido responsável pela morte do seu pai.
Dimitri observava as ruas de Moscou com olhar perdido. A cada dia a Europol e Interpol estavam próximos dele. Por mais que tentasse preservar seus negócios no tráfico de pessoas para prostituição no mediterrâneo os seus planos eram frustrados pela ação coordenada da Europol com o ministério da justiça da Grécia. Já havia conseguido derrubar a peste da Themis do ministério mais da promotoria não conseguia tocar devido a honestidade do baixo clero do judiciário. Alexander seria julgado em um mês em Creta tento a víbora como promotora. O homem em um acesso de furia jogou o copo contra a parede assustando Natacha que o fitava com os olhos arregalados.
_ O que se passa?
Perguntou a jovem preocupada com ação impensada do homem que demonstrou sempre controle das suas emoções.
_ Tenho que acabar com a filha de Petros.
_ Alexandre a terá como acusadora?
_ Sim.
Respondeu o homem fitando a mulher belíssima que se encontrava sentada no sofá de couro branco.
A porta se abre dando passagem a um dos informantes das ações no Mediterrâneo.
_ Senhor trago notícias de Creta.
_ Fale.
Falou o homem sentando no sofá de couro ao lado da mulher.
_ Ela escapou da emboscada devido à intervenção de um renegado.
Dimitri levantou do sofá num salto olhando o informante com o coração acelerado.
_ Qual renegado?
_ Senhor sinto-lhe informar que foi Alec.
O homem enfurecido chutou a mesa de madeira a sua frente derrubando as caras garrafas de bebidas.
Natacha sentiu o peito arfar, pois, Alec havia cumprido a promessa feita a ela ante de partir.
_ O que o bastardo fez?
_ Matou Isac e seus homens e acabou a levar um tiro para proteger a mulher.
_ Como?
Falou Natacha cheia de ódio.
Ignorando a afilhada Dimitri olhou para o capanga e perguntou:
_ Onde está o bastardo?
_ Com Themis sem memória.
_ O que foi que disse?
_ Isso mesmo senhor. Ele está sem memória e foi amparado por ela que o mantém sobre grande escolta policial.
_ Isso não podia acontecer!
Exclamou o homem passando as mãos pela cabeça em desespero.
_ O que lhe aflige padrinho?
Perguntou a jovem preocupada, pois sabia que o homem não era de temer sem razão.
_ Garota ela tem ao seu lado o mais letal assassino da velha guarda. Sabe que ele foi treinado pelo pai um ex KGB versado na arte de matar e espionar.
A jovem olhou para o padrinho com olhos preocupados.
_ Imagine o estrago que ele pode fazer ao se virar contra nós.
_ O mate!
Exclamou ela sem emoção.
O homem caminhou até a jovem segurando o seu rosto delicado em formato de coração fitando as feições perfeitas dela.
_ O que tem de bela tem de tola.
Disse ele soltando o rosto dela.
_ Pensa que não tentei. Alec é um camaleão além de feroz. Mandei os músicos atrás deles e todos fracassaram a ser mortos por ele.
_ Imagine esse talento usado para proteger o meu alvo. Sabe o quanto perco com as ações orquestradas por essa víbora?
Perguntou ele olhando-lhe que mexeu somente a cabeça de forma negativa.
_ Bilhões. Temo não poder deixar a mãe Rússia para evitar ser preso. E com a pressão dela o governo me entregará como sacrifício para não perder os negócios com a União Europeia após essa crise decorrente da pandemia. Tenho que matar essa mulher que me caça como um cão por anos. Não sei o que fiz para receber tamanho ódio.
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Atualizado até capítulo 30
Comments
Joelma Oliveira
vc só é um monstro meu caro!! só isso ou precisa de mais algum motivo???
2022-11-17
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Maria Lopes
estou amando
2022-11-16
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