A voz de taquara rachada não vai embora. Ela fica. Fica por duas semanas inteiras, passando a festa do fim de ano conosco e os pais do Liam. Aproveita de todo o teatro e desempenha muito bem o papel de namorada apaixonada. Passando as mãos em todo o lugar que consegue ser inapropriado aos olhos dos pais dele e aos meus.
Já passam das três, são quase quatro horas da madrugada. Não sei o que mudou ao longo da semana, o que foi que aconteceu, mas é mais um dia que ele não vem ao meu quarto. Quase duas semanas sem ser tocada por ele.
Eu deveria estar feliz, soltando fogos de artifícios. Mas… por que eu não estou?
Viro na cama de um lado para o outro sem conseguir dormir. Os lençóis da cama me incomodam, meu pijama queima sobre a minha pele. Me acostumei a dormir nua, pronta para ele.
Merda! Abafo um grito contra os travesseiros. Droga! Me levanto da cama e saio do quarto. Passo pelo quarto onde os seus pais estão dormindo e vou até o quarto dele, abrindo a porta devagarinho. Liam dorme de barriga para cima, rosto virado para mim, uma das pernas dobradas. O lençol pendendo em sua cintura me mostra que ele está nu por debaixo dele.
Merda. Merda. Merda.
O que você está fazendo? Volte Leah.
Entro no quarto de vez, tomando cuidado ao encostar a porta. Lorena ao seu lado. Caio no chão de joelhos engatinhando até ele.
VOLTE!
Meu subconsciente grita.
Passo a língua pelos lábios, quando ele mexe a perna puxando o lençol o deixando exposto para mim. Mordo meus lábios, me aproximando mais.
VOLTE!
Toco sua coxa, olhando seu rosto. Ele permanece dormindo. Subo mais minha mão até seu pau. Liam ainda dorme. Começo a acariciar seu pau de cima a baixo lentamente com medo de acordar ele. Mas preciso de mais. Só isso não é suficiente, quero ele na minha boca. Aumento um pouco a pressão dos meus dedos em volta dele, sentindo ele endurecer. Passo minha língua em sua glande. Seu pau pulsa na minha mão. Levo minha outra mão em minha bøceta, apertando a carne dolorida e excitada. Solto um gemido baixo, antes de colocar a cabeça de seu pau dentro da minha boca, mas ela é puxada para longe, meu pulso apertado por sua mão.
— Que pørra você está fazendo aqui?! — sua pergunta é ríspida, irritada.
— Já faz duas semanas, Lee.
— Saia! Agora, caralhø! — Ele diz rosnando baixo para mim. Nego com a cabeça.
Liam se levanta da cama, seu pau rijo, batendo no abdômen. Minha bøceta pulsa com a visão. Minha mão continua entre minhas pernas. Mordo meus lábios.
— Por favor, Liam! — gemo baixinho, suplicando.
Ele me arrasta para fora do quarto.
— Que merda deu em você?
— Preciso de você, me føde — puxo a mão dele, substituindo a minha entre as minhas pernas — me toca, Lee — tento tocar seu pau quando ele se afasta — Liam, por favor! — Abaixo meu pijama, estou sem calcinha.
— Caralhøøø. Pørra… — Ele passa as mãos pelos cabelos, ao olhar para a minha bøceta, recém-depilada e lisinha — Tudo bem.
Liam me vira de frente contra a parede. Abre minhas pernas com as suas e me penetra em uma só estocada. Reviro os olhos, vendo estrelas e acabo gemendo alto.
— Hmmm… Lee, mais!
— Shh — ele tampa meus lábios com sua mão, abafando meus gemidos.
Liam me føde com pressa. Duro, rápido e fundo. Acertando o ponto certo. Mordo meus lábios com força, arranhando as paredes. Não demorei a gozar, trazendo ele junto. Quando ele se afasta, sinto sua pørra escorrer pelas minhas pernas. Visto o pijama novamente e quando olho para trás ele não está mais. Droga! Tento a porta do seu quarto, mas ela está trancada.
Filho da putæ!
Volto para o meu quarto gritando contra o travesseiro. Argh!
Não durmo mais.
Ligo para a Make.
📱Oi. Aconteceu alguma coisa?
📱Eu só preciso sair daqui.
📱A essa hora? São 4H37 da manhã Leah. Não pode ser depois das oito?
📱Tem que ser agora, antes que o Liam e os pais dele acordem, Make. Por favor, você disse que sempre me ajudaria quando eu precisasse.
📱Tudo bem. Só me dê vinte minutos.
📱Vinte minutos é muito tempo. Te vejo em cinco.
Desligo sem dar a chance dela reclamar. Saio do quarto na ponta dos pés, descendo as escadas no escuro, que ilumino com a lanterna do meu celular. Deixo ele em cima do sofá e saio de casa, esperando a Make na esquina. Ela chega dez minutos depois dirigindo o carro que ganhou de presente dos pais.
— Vai me contar agora o que aconteceu? — me pergunta assim que entro no carro e coloco o cinto de segurança.
— Eu transei com o Liam — digo com lágrimas nos olhos.
— Tá… isso não vem acontecendo desde sempre? Quero dizer desde quando ele começou a abusar de você?
— É, só que dessa vez eu que fui atrás dele e gostei. Eu que quis. Implorei a ele para que me fødesse e eu gostei para caralhø, Make.
— O quê?! — ela freia o carro, jogando nossos corpos para a frente e me encara.
— Estou fødida. Acho que estou ficando louca ou simplesmente… pørra. O que eu faço?
— Aproveita? — ela volta a dirigir.
— O quê? Você não está me entendendo, Makenna. Estou atraída pelo meu estupradør. Síndrome de Estocolmo provavelmente — coloco as minhas mãos no rosto — Isso não pode acontecer comigo. Era para eu fingir até eu conseguir bolar um plano ou completar dezoito anos e ele não ter mais direito sobre mim.
— Ok. Se acalma. Sei que está assustada, mas pode levar essa atração por ele a seu favor. Deixando sua guarda baixa é mais fácil você conseguir algum ponto fraco sobre ele.
— Eu já sei o ponto fraco dele.
— E qual é?
— Os pais dele. Liam tem medo que os pais descubram o que ele tem feito comigo.
— Esse é o seu passe livre então, por que não usou isso ainda?
— Eu não consegui. Eu não consegui, Make — soluço — Acho que me deixei apaixonar por ele.
— Que cæcete Leah, não pode estar me falando a verdade.
Soluço mais uma vez, deixando o choro vir junto.
— Preciso fugir hoje, ir para bem longe dele. Não posso voltar. Não posso voltar, se eu voltar vou me entregar a ele e ser tão doente quanto ele e seus amigos. Make, preciso que me ajude.
— Que merda do caralhø — bate no volante — Sei para onde posso te levar. Levará pelo menos umas cinco horas de carro.
… 🔸🔸🔸…
Liam deve estar me procurando nesta hora ou não. São dez e meia da manhã, quando chegarmos em 225 Plymouth Rock Avenue, Holland. A casa é dos pais de um amigo da Make na boate na qual ela trabalha, Metropolis.
Ela disse que os pais dele estão viajando em uma lua de mel sem fim e que eu poderia ficar na casa deles sem problemas nenhum e que uma hora e outra ele pode vir me checar para ver se precisarei de alguma coisa.
A casa fica numa pequena cidade, cercada por muita vegetação. Eu precisaria ao passar do tempo de emprego para comprar alimentos ao decorrer dos dias, dependendo de quanto tempo eu for ficar. Mas isso seria um problema que eu poderia lidar depois, por hora eu só preciso de um lugar que seja longe do Liam.
E de sua obsessão doentia por mim.
E do meu desejo sombrio por ele.
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Atualizado até capítulo 38
Comments
Eliana Fazano
a burra deve tá com o celular pra ele rastrear afffff
2024-11-15
0
Elisabete Tomas
nao comentei ate agora nao vou críticar a autora mas esta historia e pesada onde em geral a vitima comeca a gostar do agressor eu ja sabia o final da história mas jesmo assim nunca me aconteceu lerbo fim antes da história e ela fica com ele mas no geral nao gostei
2024-05-09
4
Gedalva
Ela tem que se livrar desse psicopata 🤬🤬!!!!
2024-03-03
2