Sophie Lavie foi realmente feita para uma vida agitada, ela se misturava fácil, era carismática e muito charmosa. Naquela noite ela estava em um dos restaurantes mais caros da região, na área VIP. Claro que não estava sozinha, contava com a presença de Nicolas e Diana.
Nicolas: Eu ainda não acredito que vocês ficaram com medo de um conto inventado.
Ele ria prazerosamente das suas colegas de trabalho.
Diana: Mas, e se não for apenas um conto inventado.
Sophie: Bobagem! Coisas assim não existem.
Nicolas: Engraçado, porque... Você não parecia pensar assim a uma hora atrás!
Sophie: Foi somente uma reação natural do corpo humano, nada mais!
Todos riram e pediram mais drinks! Sophie soube respeitar os seus limites e parou no terceiro copo, a casa dela não ficava muito longe dali, e a essas horas as ruas eram desertas, ela conseguiria ir de carro. Passado mais duas horas, todos se despedem e encerram oficialmente o dia. Sophie Lavie se sentia muito feliz por ter conhecido Diana, percebe que tinha funcionários muito bem-humorados e interessantes.
Ela se sentia grata por ter conquistado tudo isso, e por estar cercada de gente boa e trabalhadora.
Mas ao voltar da sua noite glamorosa ela encontra uma jovem que com certeza não fazia parte do seu mundo perfeito. Ela fica confusa e franze a testa tentando entender o que aquela garota fazia ali.
– Ei, você... procura algo?
Ela diz com a mão no ombro da jovem em uma tentativa de acordar ela, no entanto, percebe que ela estava bem fria devido ao sereno.
– Hm...
Laura acorda e percebe que havia pegado no sono e pior, a pessoa que morava ali havia chegado. Essa pessoa, ela reconheceria de longe, era Sophie Lavie... Ela estaria sonhando?
– Você... Quer algo?
Sophie fala para a garota imóvel na sua frente, Laura não sabia o que dizer e agora todo o seu discurso sobre perguntar se ela precisava de uma empregada parecia algo idiota, ela também se sentia envergonhada por estar naquela situação.
– N...Não...
– O que está fazendo aqui? – Sophie insiste.
A garota olha para o chão e tenta se levantar.
– Você está bem?
– Eu... só estava aqui, na verdade eu... Poderia usar o seu telefone? Meu celular descarregou.
Sophie Lavie a olhava em dúvida, mas sentia pena também. Honestamente ela tinha receio de ser roubada. Preocupada olha para os lados para garantir haver somente aquela garota ali.
–... Claro! Entre, está frio aqui.
A sala era ampla e espaçosa, Sophie mostra um telefone sem fio em um móvel ao lado de um luxuoso sofá branco.
– Pode usar.
– Obrigada!
Laura não sabia para quem ligar, ela não tinha nenhuma amiga, nem namorado, ela sabia o número da sua casa, mas ligar para aquele velho telefone antigo e rezar para o demônio do seu padrasto não atender era pedir muito ao universo. Sophie não ficou ali, ela foi para algum outro cômodo e minutos depois volta com uma caneca de chocolate quente.
– Teve sorte? Aqui, beba enquanto está quente.
– Ah! Caixa postal. Obrigada, realmente não precisava se incomodar.
Laura Rodrigues coloca o telefone no móvel novamente, fingindo ter fracassado na sua missão. Enquanto Sophie senta ao seu lado, mas um pouco distante no sofá.
– Você estava no frio, por quanto tempo ficou ali?
– Na verdade eu... Sei quem é você. Mas não imaginava que morasse aqui.
Laura dizia envergonhada cobrindo os dedos com a sua fina blusa de frio, segundos depois ela dá um gole na caneca de chocolate quente.
– Sério? Conhece alguém que mora por aqui?
– Não. Eu... Isso é um pouco estranho, eu via todas as suas lives, te admiro muito. Só quero que saiba que você tem razão.
– Hm?
– Não é só por ser a CEO e presidente da Lavie que conseguiu o primeiro lugar na premiação da revista Glamour. Você trabalha muito duro, queria que soubesse disso, não ache estranho.
A garota diz sem jeito e certamente envergonhada, enquanto recebia o olhar atencioso, porem frio da nossa CEO, Sophie Lavie. Pois Laura se referia a uma entrevista que ela deu alguns meses antes. Dizendo justamente isso, não era só porque ela teve privilégios na vida que conseguiu tudo de bandeja, ela teve que lutar muito.
Também passar por pessoas gananciosas e interesseiras, assediadores, e ter alguém de fora falando que também via as coisas desse jeito a deixou contente. Depois de alguns segundos de silêncio ela diz.
– Eu aprecio as suas palavras. Vejo que realmente segue os meus ensinamentos. Bom, se não vai mais usar o telefone já pode ir para casa.
–...Eu, não tenho onde ficar.
– Essa mochila, por acaso está fugindo de algum lugar?
– Não estou fugindo, quero dizer... Não é como se eu estivesse fugindo de algo...
– Você... Quer que eu te leve para o lugar que estava tentando ligar? Sabe o endereço?
Sophie diz, mas logo se lembra que bebeu um pouco e não seria prudente dirigir mais que dois quarteirões, pensando nisso ela dá um longo suspiro e coloca a mão na testa massageando a têmpora com os olhos fechados.
– Não vim para te incomodar, eu vou embora.
– Espere! Você pelo menos tem dinheiro?
– Sinceramente, a esse ponto, eu não ligo.
Laura fala cansada dando de ombros enquanto seguia o rumo da saída, abrindo a enorme porta de madeira que estava trancada.
- Pode abrir, por favor?
Entretanto, Sophie Lavie se aproxima ficando frente a frente com Laura Rodrigues. Ela dá mais um longo suspiro antes de começar a falar, pois bem, o efeito do álcool estava se fazendo presente.
– Está tarde e muito frio lá fora. Tem sido noites bem frias, fique até de manhã.
– Não quero te atrapalhar, você parece aborrecida.
– Eu bebi um pouco demais hoje, por isso receio não conseguir mais dirigir. Não estou aborrecida com você.
Ao dizer isso ela sorri. Se lembrando em como adolescentes são criaturas frágeis e emocionalmente sensíveis.
– Como se chama? E quantos anos você tem? – Sophie continuava a falar.
– Laura Rodrigues, tenho...18. – ela fala sem muito entusiasmo. – Recém feitos.
– Oh, meus parabéns então.
Sophie tenta ignorar os sintomas de todos aqueles drinks e mostrar uma expressão mais amigável, mas a jovem apenas esboça um sorriso de canto e volta a olhar para o chão, ela parecia muito triste.
Neste momento de pura distração da jovem Sophie Lavie analisa a garota de cima a baixo e percebe o quanto ela era bonita, ao voltar seu olhar para o rosto da garota deu de cara com aqueles doces olhos azuis que a encaravam, elas estavam tão perto... Sophie sentia algo que com certeza não era o efeito da bebida.
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Atualizado até capítulo 143
Comments
Yasmin Silva
Se não era o efeito da bebida oque era então? RSS…. Já palpitou o meu coração aqui rs 🥰🥰💕
2022-08-04
11
Renata kelly
tá cada vez mais interessante aa
2023-10-10
0
Cris Siqueira
( a ) 🤗
2022-10-07
1