...Neste momento de pura distração da jovem Sophie Lavie analisa a garota de cima a baixo e percebe o quanto ela era bonita, ao voltar o seu olhar para o rosto da garota deu de cara com aqueles doces olhos azuis que a encaravam, elas estavam tão perto... Sophie sentia algo que com certeza não era o efeito da bebida.
- Se não for te incomodar, eu aceito passar a noite aqui.
– Você... Essas roupas já estão bem desgastadas, quero dizer, já que vai passar a noite aqui eu vou te levar a um dos quartos de hóspedes e você pode tomar um banho e vestir roupas mais quentes. Vou separar algumas para você.
Sophie Lavie mostrava um jeito esquisito de falar, mas não podemos julgá-la, afinal ela havia bebido. E ela nunca teve que dizer a alguém que as suas roupas eram antiquadas e maltrapilha.
Quando Laura entrou no quarto de hóspedes ficou admirada, aquele local era imenso, e era somente um deles? Quantos mais haveriam? Bom, ela não quis pensar muito nisso e apenas aproveitou o seu longo banho em uma clássica banheira luxuosa. Ao sair ela coloca as roupas que Sophie lhe separou e desce até a sala para agradecer.
Mas não a encontrou, andando pelos cômodos da casa, Laura a encontra na cozinha, sentada na mesa que continha um notebook aberto no qual Sophie trabalhava digitando incansavelmente. Na mesa também continha alguns papéis e uma cartela de comprimidos juntamente com um copo de água.
– Hm, olá de novo. – Laura se anuncia entrando acanhada. – Eu só queria te agradecer por deixar eu passar essa noite aqui e, bom... Também pelas roupas.
– Sem problemas. Está com fome? Pode pegar o que quiser por aí.
Sophie falava sem tirar os olhos do seu precioso trabalho ou parar de digitar. Mas Laura ouviu o que ela disse sobre ter bebido e agora vendo os comprimidos na mesa, ela estava preocupada, queria que Sophie fosse descansar, mas obviamente não poderia dizer algo assim.
– Eu... Posso te preparar um chá?
– O quê?
– Para você não acordar com dor de cabeça amanhã e amenizar os efeitos do álcool ao máximo.
Sophie a olhava intrigada, mas não recusa.
– Claro!
Laura se alegra e começa a preparar um chá-verde, tinha tantas variedades naqueles armários suspensos a parede, mas sem dúvidas o chá-verde era os que continham os melhores resultados, juntamente com alguns pedacinhos de gengibre para favorecer a eliminação do álcool no organismo mais rapidamente. Ela era especialista em curar ressacas, já que a sua mãe era a sócia número 1 dos bares da sua pacata cidadezinha.
Ela termina e serve para Sophie colocando em cima da mesa com um descansa copos em baixo, Sophie se surpreende pois havia até se esquecido que tinha coisas assim em sua casa.
– Você é bem habilidosa. Obrigada!
– Imagina, é o mínimo que posso fazer.
– Por favor sirva-se do que quiser, você já jantou?
– Não, não se preocupe comigo, eu irei comer algo sim.
Laura preparava um belo sanduíche com direito a tudo que encontrava, pois tudo ali parecia muito gostoso. Sophie bebia o seu chá.
– Nossa, isso está muito bom.
– Algumas pessoas não gostam, mas ajuda a desintoxicar o organismo. Que bom que gostou.
Fala Laura sentando na mesa, mas do outro lado e na ponta oposta em que estava Sophie, para evitar que o seu lanche respingasse nos papeis de trabalho. Ela também havia pegado um copo grande de suco natural.
Laura não conseguiu disfarçar e comia como se o mundo estivesse prestes a acabar, era a primeira vez em semanas que provava algo tão bom e saboroso assim. Sophie Lavie não conteve alguns sorrisos observando aquela jovem.
– Há quanto tempo está fora de casa?
Laura Rodrigues hesita. Pois, não sabia se deveria responder da casa de sua mãe ou do lugar em que estava ficando.
– Tudo bem se não quiser dizer. Mas amanhã você deveria voltar para casa, os seus pais vão ficar preocupados.
Na visão de Sophie Lavie, aquela era uma jovem que estava brigada com os pais e tendo uma fase rebelde.
— Sei o que está pensando, que devo ter fugido de casa... Eu já tenho 18 anos, portanto sou de maior agora!
Laura se deixa levar e percebe que não queria que as suas palavras soassem dessa maneira ríspida.
– Me desculpe. - ela conclui cabisbaixa.
— Tudo bem, uma pessoa deve fazer o que quiser da vida.
Sophie responde ao arquear as sobrancelhas em um rolar de olhos, voltando o seu foco na tela em sua frente.
– Eu... sei que todos te conhecem e admiram, mas você... foi quem mais me deu coragem para mudar.
— Ora, te ajudei a sair de casa? Isso não pode ser bom.
— Acredite, é.
Foi quando ao olhar para a expressão de Laura Rodrigues ela pensou no que acabara de dizer, afinal Sophie se lembrava das muitas vezes que pegava férias e preferia estar em qualquer outro lugar que não fosse a sua própria casa na época.
– Problemas com a família?
Sophie sussurra, mas não necessariamente esperando uma resposta.
– Algo assim. – Laura também sussurra.
Laura termina de comer e lava o copo e prato na pia, também lava o copo de Sophie que já estava vazio e o outro copo de água que era para os remédios.
– Obrigada, você não precisava fazer tudo isso. – falava Sophie.
– Como eu disse, é o mínimo que posso fazer.
Sophie Lavie olhava aquela jovem em sua frente, com aquele sorriso tímido e jeito meigo e sentia algo que não conseguia explicar. Um sentimento diferente. Mas que ela queria descobrir.
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Atualizado até capítulo 143
Comments
Yasmin Silva
Que sentimento é esse hein rs 🥰🥰🥰❤️❤️
2022-08-04
6
Maria Dos Reis Diniz
será que são irmãs por parte de Pai?
2023-12-01
0
Katia Lemos
Será que é irmã ?
2023-11-17
0