Feitiço

Entro em casa, sento no sofá enquanto Kalel serve uma bebida para nós, fico a olhar para ele, não imaginava que fosse correr para salvá-lo, não sei o que sinto é uma mistura de ódio, desejo, atração e talvez um sentimento mais forte que não quero sentir.

— Hoje a noite foi agitada, obrigado por salvar-me, sei que não mereço.

— Realmente não merece, mas não quero dar o gosto de Michael mandar-te para o inferno, isso eu mesma quero fazer.

— Será Catarina? Tenho dúvidas, penso que não é isso que queira.

Ele vem se aproximando, sinto a sua respiração perto do meu rosto, ao mesmo tempo, quero esse beijo e também não, já fizemos sexo e muito mais.

— E, como que foi tudo?

— Bem, se estamos aqui é que ocorreu tudo bem.

— Estou a olhar que está de mau humor, só desci para avisar que amanhã Catleia vem, para realizar o feitiço.

— Finalmente, pensei que ela queria a sua morte. — Falo para Luck, enquanto olho para Catarina .

— Você não me mataria, só falou para a Catleia fazer de uma vez.

— Vou subir, querem se matar sintam-se a vontade e ninguém bata na minha porta.- Vou para o banho, enquanto a água cai sobre o meu corpo e passo o sabonete, fico a pensar como teria sido minha vida se não tivesse virado híbrida e nem os meus pais sido mortos. E pensar que a cada cinco anos ou seis, preciso recomeçar, nova vida, amizades, sempre isso, nunca se apegar a nada e ninguém, ser imortal tem o seu lado bom e também mau, sempre discutia com o meu pai por odiar ser lobisomem e se ele me visse hoje, o que sou, ia sentir uma grande decepção, saio do banho e deito na cama e logo durmo.

No dia seguinte...

— Cheguei, vamos começar com o feitiço.

— Já era hora, estou cansado de esconder-me do sol.

— Kalel, por mim você pode virar pó.

— Sério? Odeia tanto assim o Kalel?

— Desculpe-me Catarina, mas não o suporto, vamos começar, abre um pouco a cortina e você Marcos coloca aquela mesa perto da janela, estão a ver essas vasilhas, coloquem um pouco do sangue de vocês. — Vou até à janela com o sangue nas vasilhas, coloco sobre a mesa, onde o sol entra, o sangue já começa a querer borbulhar e então é o momento,começo a falar as palavras. (Que esses seres sobrenaturais, criado pelas forças do mau, apenas para andar entre as sombras, agora peço que todos os seres sobrenaturais ajudem-me a fazer esses demónios da noite, andar de dia sobre a luz do sol) — Entra um vento gelado, que me dá calafrios e ouço uns grunhidos que logo passa. — Está feito, agora precisam beber um pouco.

— Vou ter que beber?

— Exatamente Luck. — Vejo os dois bebendo o próprio sangue é satisfatório, dou um sorriso. - A parte de beber o sangue é mentira, apenas quis ver vocês bebendo, é a mesma coisa que tomar sangue humano.

— Ainda mato você, sua maldita bruxa.

— Fica longe, Kalel.

— Está tudo bem Luck, podem ir ao sol agora, são completamente imortais, estão completamente livres, para matar a vontade. Abre toda a cortina, assim irão ver que funcionou.

— Claro, agora. — A cortina foi aberta e funcionou, estão se expondo ao sol e nada aconteceu. — Parabéns Catleia, fez um ótimo trabalho.

— Mesmo com a pressão que sofri, está feito, vou a ir.

— Como assim, agora podemos sair caminhar e sentir a luz do sol, sem pegar fogo, vamos comemorar.

— Sinto muito Luck, mas não, quero dar um tempo com a nossa relação.

— O quê? Você está a terminar comigo, fala-me o motivo. — Aperto o seu braço com força e a coloco contra a parede.

— Está-me a machucar... Para por favor.

— Quer... Não consigo acreditar.

— É só um tempo, preciso disso, por favor entenda, você é um Vampiro, é assassino sei que foram você e a Catarina que mataram o Scott, pensam que sou burra o Xerife arquivo o caso de repente.

— E esse é o motivo, ele era um babaca, merecia morrer.

— Agora esse é o motivo de matar, não quero Vampiro na minha vida.

— Você entrou na minha vida e não vai sair, vou transformar a sua vida num inferno. — Saio o mais rápido possível.

— Aonde ele foi, não queria causar dor.

— Você lembra o que eu disse, quando se entra na vida de um Vampiro, só sai morto, se prepara como ele saiu algo vai aprontar.

— Cala boca Kalel, as coisas já estão difíceis.

— Quer que eu o procure Catarina.

— Não, Marcos vai dar uma olhada na Jennifer ela está muito quieta.

Na casa da Tia de Catleia...

— Que susto o que faz aqui Luck, você não conseguiu o que queria, a minha sobrinha do lado de vocês.

— Responda-me aí, a senhora já pensou em ser vampiro, poder ouvir o que os outros falam, ter velocidade, força, hipnotiza as pessoas para fazer o quer.

— Você está louco, jamais quero ser um monstro como você e os seus amigos, prefiro morrer.

— Se acostuma com o tempo, e acabamos a amar o que somos.

— Garoto, vai embora.

— Vou até à Senhora Ana e a puxo para perto.

— O que está a fazer? Solta-me!

— A sua sobrinha deixou-me, apenas por que sou Vampiro, então decidi transformar a senhora. — Pego e mordo o meu pulso e coloco na boca dela. — Bebe o meu sangue, estou a mandar sua bruxa velha.

— Não!

— Olho nos seus olhos e faço com que ela beba. — Isso mesmo, bebe muito.

— E agora o que vai fazer, seu desgraçado, maldito.

— Vê essa faca, passarei no seu pescoço. — Passo a faca com força e rápido que voa sangue. — Agora é só esperar ela acordar, e será o que ela mais odeia.

— A minha cabeça dói, não me sinto bem.

— Isso faz parte da transação, precisa tomar sangue humano e ficará ótima, agora vou a ir.

— Você transformo-me nesse monstro e foge, pensa que a Catleia vai perdoar-te.

— Não me importo nenhum pouco, ela pensou que terminar comigo, seria fácil, ela que faça o que quiser com você, não é da minha conta. Adeus "Tia".

— Cheguei família.

— Onde você se meteu, o que fez?

— Estava-me a divertir, não posso?

— É isso mesmo, você não parece o mesmo.

— Você quer dizer o idiota que habitava em mim, eu matei-o, vou subir estou cansado e a Jennifer aquela gostosa.

— Está com o Marcos. — A Catleia ao terminar com ele, acabou o transformando em outro.

— Não Catarina, talvez ele sempre foi assim, apenas estava a reprimir tudo e olha agora está melhor.

Catleia e Tia Ana

— Oi! tia Cheguei, trouxe a sua bebida preferida.

— Não se aproxima, fica aí.

— O que está fazendo aí no escuro, vem aqui.

— Estou com muita fome, e escuto daqui o pulsar do seu sangue na veia, quero muito... — Corro na direção de Catleia e ela olha-me e grita, enfio os meus dentes no seu pescoço.

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Comments

Ana Regina Fernandes Raposo

Ana Regina Fernandes Raposo

NOSSA GENTE QUANTO RANCOR . VIGATIVOS DEMAIS NENHUM CORACAO DE VERDADE.

2023-03-10

0

Rute Luiza

Rute Luiza

muito conturbada a história vingança sobre vingança.

2022-11-07

0

Ver todos

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