David conversava com Rômulo e Virgínia na sala, mas sua mente estava em Felipe. Ele se perguntava se Felipe estava discutindo com sua mãe ou resolvendo algum outro problema. Após algum tempo, Felipe e Ana voltaram para a sala e Ana pediu desculpas por ter levado Felipe para uma conversa particular. Felipe parecia mais calmo, mas sua expressão ainda não era das melhores.
Felipe se despediu de todos, dizendo que tiveram um dia cansativo e que voltariam para descansar. David se despediu e acompanhou Felipe. No caminho de volta, Felipe estava em silêncio, acariciando a mão de David algumas vezes, mas era evidente que ele estava tenso.
Chegando em casa, Felipe perguntou a David se ele precisava de alguma coisa ou queria beber algo. David disse que estava bem. Felipe sugeriu que descansassem, pois o treino do dia seguinte seria mais pesado. David concordou, mas estava incomodado, sabia que algo estava acontecendo.
Felipe se despediu de David com um selinho, mas David o segurou e o beijou. Felipe retribuiu o beijo, mas em seguida se afastou e disse “boa noite”. David segurou o braço de Felipe assim que ele se virou.
— Felipe, preciso te perguntar algo.
Ele se virou e olhou para David, que estava com uma expressão triste e parecia prestes a chorar. Felipe ficou preocupado ao ver David daquela forma e o encorajou a perguntar:
— O que é, David?
— Você me rejeitou na cachoeira e agora por causa do seu predestinado? — David perguntou, sentindo-se magoado.
Felipe percebeu que David havia interpretado erroneamente sua atitude e entendeu que era isso que o estava incomodando. Ele deu um passo à frente, pegou as duas mãos de David e sentou-se com ele no sofá.
— David, você não tem ideia de como foi difícil para mim parar naquele momento. Cada parte do meu corpo te deseja, seu cheiro me deixa maluco, seus beijos me fazem querer perder o controle. E eu não quero perder o controle com você. Eu nunca senti nada disso por outra pessoa. Já namorei e já estive com outras pessoas antes, mas nenhuma delas me fez perder a cabeça como você me faz. Eu nunca senti nada por um homem antes, você é o primeiro. E eu tenho que admitir que minha mãe está certa, estou completamente apaixonado por você, David, mas não quero ultrapassar os limites e te magoar. Sei que não deve ser fácil para você que eu te toque, por isso estou tentando me segurar.
David ouviu tudo e não conseguiu evitar uma lágrima de escapar.
— É estranho dizer e sentir isso, ainda mais porque acabamos de nos conhecer e depois de tudo que passei. Não achei que fosse me sentir assim por alguém tão cedo. Mas percebi que sua rejeição pode me magoar mais.
Felipe enxugou a lágrima de David e deu-lhe um beijo no olho, pedindo para ele não chorar.
— Então, me prometa que se eu fizer algo que te deixe desconfortável, ou se você não se sentir bem quando eu estiver te tocando, você vai me pedir para parar. Não quero que você faça nada que realmente não queira ou que faça algo apenas para me agradar. Como eu disse, eu te desejo, mas posso esperar o seu tempo, o tempo que você precisar para se sentir seguro e bem com o meu toque.
Ouvindo isso, David abraçou Felipe.
— Obrigado por entender e aceitar que eu possa não conseguir no começo, mas eu também te desejo muito e percebi que seus beijos e toques não me incomodam, então. — David olhou para suas mãos antes de concluir — Eu gostaria de tentar para ver até onde é o meu limite.
Felipe não esperava que David dissesse algo naquele sentido e ficou nervoso ao ouvir aquilo, especialmente vendo David envergonhado olhando para as mãos. Ele parecia muito fofo. Felipe segurou o queixo de David e levantou sua cabeça.
— Tem certeza? — Felipe perguntou vendo David confirmar com a cabeça. — Então precisa me parar caso não queira mais, entendeu? Nem que seja me jogando para longe.
David deu um sorriso e Felipe se aproximou de seus lábios, selando-os com um beijo. Felipe começou com beijos ternos e carinhosos. Ele não podia negar que também estava nervoso, parecia até que era sua primeira vez. David correspondeu aos beijos de Felipe, colocando suas mãos na cintura dele, enquanto Felipe desceu a mão pelo pescoço até chegar aos botões da camisa de David. Começou a desabotoar com uma mão, enquanto a outra percorria a nuca de David.
Felipe desceu sua mão até a cintura de David e o puxou, fazendo com que se levantasse e ficasse na sua frente. A respiração de David já estava acelerada, era uma mistura de nervosismo e excitação. Felipe puxou a sua mão dando a entender que queria que David se sentasse nele. David entendeu o comando e subiu em Felipe, que deu um sorriso de lado, puxou sua nunca e devorou os seus lábios. Seus beijos ficaram mais intensos enquanto continuava desabotoando os botões.
Finalmente Felipe terminou de desabotoar, separou seus lábios de David e olhou para seu peito. Deslizou sua mão do pescoço, passando pelo peito de David até chegar em seu abdômen, enquanto David colocou a cabeça para trás e soltava alguns gemidos baixos. Felipe levantou seu tronco e começou a dar beijos no pescoço de David, enquanto tirava sua camisa e jogava para longe, desceu seus beijos e chegou até os mamilos de David e começou a estimulá-los com a língua.
Os mamilos de David já estavam rígidos, David já tinha voltado sua cabeça a posição de antes e olhava Felipe beijando seu corpo, voltou a se perguntar por que não tinha aversão a Felipe, pelo contrário, era como se seu corpo tivesse sido feito para ser tocado somente por ele.
Felipe se separou de David e segurou sua camiseta na intenção de tirá-la, mas David fez questão de fazer isso, interrompendo sua ação. David deslizou a mão sobre o peitoral de Felipe, deslizando por seus músculos chegando até próximo ao cós da calça de Felipe, parou aí e olhou novamente para ele.
David se inclinou para frente buscando os lábios de Felipe e suas mãos percorriam a sua cintura o apertando. Felipe fez um movimento para frente segurando David e se levantando. Ele o carregou nessa posição até a porta do quarto, encostou David na parede e abriu a porta, tudo isso sem soltar seus lábios em nenhum momento.
Felipe fechou a porta com o pé, foi até a cama e deitou David devagar, se deitou em cima dele e continuou suas carícias. David podia sentir o quanto Felipe estava duro, com os movimentos que ele fazia podia sentir sua ereção encostando na sua. Felipe se afastou um pouco e se levantou, começou a desabotoar sua calça e David não conseguia tirar seus olhos dele.
A calça de Felipe foi retirada e ele ficou apenas de cueca. David podia ver o volume que parecia sem grande e grosso. Ele engoliu em seco vendo Felipe daquele jeito. Felipe voltou para cama engatinhando em cima dele e continuou seus beijos e carícias, percorrendo o corpo de David.
Felipe entrelaçou seus dedos com o de David e começou a beijar sua barriga, indo em direção ao botão da calça. Ele passou a olhar para David enquanto fazia isso, precisava estar atento às suas reações, se visse qualquer sinal de desconforto ele pararia. Com uma mão ainda segurando a dele, Felipe começou a desabotoar a calça, soltou a sua mão e se levantou para começar a tirar a calça de David.
Assim que puxou o zíper, David começou a respirar mais rápido e gritou:
— Pare, por favor pare!
Felipe parou seus movimentos e foi na direção dele, David já tinha deixado escapar algumas lágrimas e pós uma mão no rosto. Felipe o abraçou tentando acalmá-lo.
— Tudo bem, vai ficar tudo bem, eu não vou mais continuar, o.k.?
Ele se deitou na cama e puxou David para que se deitasse em seu peito e passou a acariciar seus cabelos, dando um beijo em sua cabeça.
— Desculpa, eu achei que fosse conseguir, estava indo tudo tão bem, mas… mas naquele momento… — Tentou se explicar mostrando que estava bem frustrado.
Felipe levantou seu corpo deitando David na cama, olhou em seus olhos e tentou confortá-lo.
— Ei, não concordamos que iríamos tentar? Você passou por muitas coisas e é normal que algum movimento ou alguma coisa que eu faça pode servir de gatilho para você. Já sabemos até onde é seu limite e vou respeitar todos os seus, David. Eu te desejo muito, mas acima do meu desejo está o meu respeito por você, por seus limites e sentimentos. Então a partir de agora não quero que me peça desculpas por não conseguir, vamos fazer isso devagar e com paciência, eu vou esperar o tempo que você precisar.
Enquanto Felipe falava, as lágrimas ainda rolavam no rosto de David.
— E se você cansar de esperar? — perguntou com os lábios tremendos.
Felipe deu um leve sorriso e afirmou:
— Eu não vou me cansar, agora que te conheci, não vou abrir mão de você e eu não quero só o seu corpo, eu quero você, independente do sexo, eu quero você do meu lado David.
Felipe deu um beijo em sua testa e voltou a aconchegar ele em seu peito.
— Vamos dormir o.k.? Amanhã não vou te dar moleza no treino.
David balançou a cabeça, mas ainda ficou um tempo com os olhos abertos.
Durante a madrugada, Felipe acordou com uma sensação estranha. Ele abriu os olhos e viu um vulto na janela, alguém estava os observando, pois pôde ver o sinal de uma mão deixada no vidro da janela. Com cuidado, retirou David de seu peito para não o acordar e o colocou na cama. Em seguida, se levantou devagar.
Felipe foi até a sala e viu seu celular tocando. Maldito modo de vibração que ele não se lembrava de desligar. Ele verificou que era seu amigo que fazia as patrulhas à noite e atendeu.
— O que houve? Por que está me ligando essa hora?
— Por que não atende esse maldito celular? Um vampiro entrou na reserva e foi em direção a sua casa. Não sabemos quem é e ele feriu o Leo. Tome cuidado, estamos indo.
A urgência na voz de seu amigo o deixou ainda mais em alerta e se preocupou ainda mais com a segurança de David.
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Atualizado até capítulo 85
Comments
Clesiane Paulino
cuidado Felipe 😥😥😥
2024-11-28
2
Clauziane Gomes
gostaria muito que vc colocasse os episódios corretamente , pois está faltando os capítulos 61 ,63 , e outros capítulos. agradeceria muito pois eu gosto muito desse livro.
2024-09-25
1
Elane Meneses
cadê o restante da história????
2024-05-10
0