Felipe estava recostado no sofá, com uma toalha enrolada em sua cintura e os olhos fechados, aparentando cochilar. Pela sua aparência, parecia estar um pouco cansado.
Felipe sentiu uma mão deslizando por sua barriga e por instinto, com uma mão ele segurou a que estava na barriga, enquanto a outra foi em direção ao pescoço da pessoa.
— Sou eu, Felipe, calma.
— Porra, Luna! Sabia que eu poderia ter te machucado. Caramba, nunca mais faça isso.
Felipe soltou o pescoço de Luna, que tossiu algumas vezes.
— Por que está com esse mau humor todo? Já fiz isso antes, e você nunca reclamou.
Felipe, que já estava em pé, passou a mão no cabelo e perguntou impacientemente:
— O que você está fazendo aqui?
Luna, que havia se sentado no sofá, levantou-se e foi até Felipe, passando um braço em volta do seu pescoço e colocando a outra mão em seu peito, respondendo de forma insinuante:
— Soube que você tinha vindo para sua casa hoje e decidi vir te ver.
Ela começou a querer deslizar a mão pelo peito de Felipe, que agarrou sua mão novamente e tirou a outra de seu ombro, afastando Luna.
— Desculpa, mas não quero companhia hoje.
Luna olhou para Felipe irritada.
— O que foi? Você nunca recusou minha companhia antes. Qual é o problema? Arrumou outra diversão?
Felipe se sentiu irritado com o comentário de Luna.
— Eu não estou de bom humor e quero ficar sozinho. É tão difícil de entender isso? Não tenho que dar satisfação da minha vida para você, Luna. Nosso lance foi algo casual, que, por sinal, você mesma sugeriu. Eu não estou mais a fim de ficar com você. Então, por favor, dá para ir embora?
Luna ficou totalmente indignada com a resposta de Felipe.
— Lembre-se bem, senhor Felipe, do que você disse aqui. Depois não venha querer me adular para ficar de novo comigo, que não tem volta.
Luna afirmou isso a Felipe e virou as costas, indo em direção à porta de vidro. Felipe levantou a mão e moveu os dedos como se estivesse dizendo adeus. Ele suspirou, passou a mão no cabelo, ligou o som e conectou seus fones via Bluetooth, indo para a cozinha fazer algo, já que estava com fome.
Ao ver que a garota parecia com raiva, David fez uma sugestão para Rômulo.
— É melhor você ir atrás dela e verificar. Eu posso terminar de chegar a pé, daqui já dá para ver a casa. Não se preocupe, ela parecia com muita raiva — sugeriu David.
Rômulo pediu desculpas, mas acabou concordando com David. Virou o carro, deixando David ali e foi em direção a Luna para tentar descobrir o que seu filho havia feito. David caminhou em direção à casa, observando a natureza ao redor, sem perceber que tinha um sorriso no rosto. A casa de Felipe era parecida com a dos seus pais, mas térrea. Havia samambaias, flores, uma rede na varanda e a moto de Felipe na garagem, que era separada da casa.
Na frente, havia uma porta de vidro de correr que estava entreaberta. David bateu na porta, mas Felipe não apareceu. David puxou a porta e chamou pelo nome de Felipe, mas não obteve resposta, avistando Felipe na cozinha de costas para ele, com fones de ouvido.
David percebeu que Felipe devia estar ouvindo música e, por isso, não o escutou chamando. Ele abriu mais um pouco a porta, colocou a mochila em uma poltrona perto da porta, a caixa térmica no chão e a comida na mesinha perto da poltrona. Ele deu alguns passos à frente e ficou observando Felipe.
Felipe estava de toalha envolta da cintura, o que realçava sua bunda definida. Observando por trás, se podia notar as costas largas de Felipe e no ombro esquerdo havia uma marca semelhante à de David. No ombro direito, havia uma tatuagem de uma águia, e aparentemente havia algo escrito nas costelas do lado direito.
David separou os lábios e observou cada detalhe dos músculos das costas de Felipe se movendo, pensando: “Vou mesmo ficar sozinho com você?” Felipe começou a se movimentar como se estivesse dançando, mexendo a cintura e David achou aquilo muito divertido.
Felipe começou a cantarolar, tampou a panela e pegou a colher de pau. Ele fechou os olhos, se virou e apontou uma mão na direção de David, enquanto a outra segurava a colher como se fosse um microfone, e começou a cantar alto.
— Eu me perdi no seu olhar, até tentei não me apaixonar. Mas não resisti e hoje estou aqui para me declarar, não me di...
Antes de terminar a frase, Felipe abriu os olhos e ficou paralisado ao ver David na sua frente, sorrindo. Felipe deixou a colher cair, abaixou a mão e retirou os fones.
— Da… David? — Felipe disse, gaguejando.
David bateu palmas, fazendo Felipe ficar ainda mais envergonhado.
— Você canta bem, e a performance também estava boa. Desculpe ter entrado, mas eu bati na porta e você não ouviu.
Felipe se deu conta de que nem imaginava há quanto tempo David estava ali vendo tudo. David aproveitou para observar Felipe de frente. Ele tinha mais uma tatuagem no peito, do lado direito, que era um lobo. David desceu o olhar em direção à barriga bem definida, até a linha da toalha. Engoliu em seco e subiu rapidamente o olhar.
Felipe estava sem saber o que fazer. Ele se abaixou para pegar a colher, colocou-a na pia, virou-se e pediu que David se sentasse. Então, se dirigiu ao quarto, mas voltou novamente e desligou o fogo. Dessa vez, correu para o quarto.
Felipe entrou no quarto, encostou na porta e xingou mentalmente. O que David estava fazendo ali? E por que ninguém o avisou? Foi até seu celular, que estava carregando na mesa de cabeceira, e viu inúmeras ligações de seu pai, sua mãe e irmã. Xingou novamente ao perceber que nunca se lembrava de tirar seu celular do modo silencioso. Largou o celular e correu para vestir alguma coisa.
Na sala, David estava com a mão na boca, se acabando de rir. Ele nunca imaginou ver Felipe daquela forma. A pessoa que ele viu na casa de Santiago não parecia em nada com o que acabou de testemunhar.
David avistou algumas fotografias e decidiu olhar de perto enquanto Felipe não voltava. A maioria delas era de Felipe com sua família e algumas mostravam ele sozinho ou quando era criança. David não viu nenhuma foto de Felipe com a garota que provavelmente era sua namorada.
Ao pensar nisso, David se sentiu desconfortável e achou que era melhor não pensar naquilo, afinal, Felipe era um homem muito atraente e claro, que teria uma namorada. Enquanto estava imerso nesses pensamentos, Felipe saiu do quarto devidamente vestido.
— Desculpe, David, eu não sabia que você viria e como nunca recebo visitas, acabei ficando um pouco à vontade. Mas foi meu pai que te trouxe?
— Imagina, a casa é sua, Felipe. Sou eu que peço desculpas por vir sem avisar. E sim, foi seu pai quem me trouxe, mas ele voltou para falar com sua namorada, que saiu daqui bem furiosa.
Nesse momento, a expressão de Felipe mudou completamente.
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Atualizado até capítulo 85
Comments
Yedan Sonaecon
tem alguns comentários que parecem nada ver com a história que fico perdida parece outra história 🤔🤔
2025-03-12
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Clesiane Paulino
oh eu não aguento, imaginei a sena dele mexendo a bunda só de toalha /Hunger//Hunger//Hunger/
2024-11-28
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Expedita Oliveira
Show 💞💞💞💞💞💞💞💞💞💞💞💞💞 Cada capítulo melhor que o outro ❤️❤️❤️👏👏👏👏👏👏👏👏👏👏👏👏👏👏👏🌹🌹🌹🌹🌹🌹🌹🌹🌹🌹🌹🌹🌹🌹🔥
2024-11-12
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