A busca

Yuna viu a notificação da mensagem de Bogum, mas não teve coragem de abrir. Seu coração estava pesado, e ela sabia que, se lesse aquelas palavras, talvez não conseguisse manter a distância que havia imposto.

Ela largou o celular na mesa e se recostou no sofá, fechando os olhos. Mas o sono não veio.

Na Coreia, Bogum ficou encarando a tela do celular, esperando alguma resposta. Nada. Ele suspirou, sentindo uma frustração misturada com tristeza. Queria fazer algo, qualquer coisa, mas estava preso ali, sem poder sair.

O tempo passou devagar. No dia seguinte, ele teve que se dedicar às entrevistas e compromissos do lançamento do filme. Sorria para as câmeras, respondia às perguntas dos jornalistas, mas sua mente estava em outro lugar.

Durante um intervalo, pegou o celular de novo. Ainda nenhuma resposta de Yuna.

Ele não sabia o que era pior: o silêncio dela ou a sensação de que a estava perdendo.

Em Milão, Davi voltou ao apartamento de Yuna no final do dia. Ele tocou a campainha e esperou. Nada.

Davi: Yuna, sou eu. Abre a porta.

Nenhuma resposta.

Ele suspirou e digitou a senha para entrar.

O apartamento estava escuro, e Yuna estava no mesmo lugar da noite anterior: sentada no chão, perto da mesa de centro, mas agora segurando o celular. Quando Davi se aproximou, percebeu que a tela ainda estava na conversa com Bogum. A mensagem dele estava ali, ainda não lida.

Davi sentou-se ao lado dela, observando-a por um instante antes de falar.

Davi: Ele mandou mensagem, né?

Yuna assentiu lentamente.

Davi: E você não leu.

Ela balançou a cabeça.

Davi: Por quê?

Ela respirou fundo, tentando encontrar palavras para explicar o que nem ela mesma entendia.

Yuna: Porque se eu ler… talvez eu queira responder.

Davi arqueou uma sobrancelha.

Davi: E qual é o problema de responder?

Yuna: O problema é que eu ainda estou magoada (ela sussurrou.)

Davi ficou em silêncio por alguns segundos antes de soltar um suspiro.

Davi: E se ele estiver magoado também?

Yuna desviou o olhar, mas Davi continuou:

Davi: Yuna, ele está tentando. Ele quer falar com você. Você acha que ele não sente sua falta?

Ela fechou os olhos, sentindo um nó na garganta.

Yuna: Eu só preciso de mais um tempo…

Davi assentiu, respeitando a decisão dela.

Davi: Tudo bem. Mas promete que vai se cuidar?

Ela forçou um pequeno sorriso.

Yuna: Prometo.

Davi ficou mais um tempo ali, apenas para garantir que ela não ficaria sozinha de novo. Mas ele sabia que, mais cedo ou mais tarde, Yuna teria que enfrentar seus sentimentos.

E quando esse momento chegasse, esperava que não fosse tarde demais.

Assim que Davi saiu, Yuna foi ao seu quarto, tomou um banho, pegou o celular e comprou uma passagem para África do sul, ela se arrumou, chamou um táxi e foi para o aeroporto. Assim que chegou entrou no voo, desligou o celular e foi para a África do sul, Yuna tinha obras lá e já fazia um tempo que ela precisava ir, para supervisionar, com tudo o que aconteceu e ela precisando espairecer, ela resolveu ir para lá.

No dia seguinte, Davi depois do trabalho juntamente com Mary foi no apartamento de Yuna, eles tocaram á campainha e chamaram, mas nada, então eles colocaram a senha e entraram.

Mary: Yuna! Somos nós...

Nada dela, foram nos quartos... nada... ligaram, mas o celular estava desligado.

Davi: será que ela está na conveniência de novo.

Mary: dá pra ver a conveniência da varanda.

Eles foram até a varanda, mas não tinha ninguém aparentemente na conveniência. Ligaram para Yuri, talvez ele soubesse de algo, depois ligaram para Bogum, mas infelizmente ele não sabia de nada. Ninguém sabia e eles não queriam perguntar aos pais dela, para não os assustar.

Mary e Davi se entreolharam, preocupados.

Mary: E agora? Se o celular dela está desligado, significa que ela não quer ser encontrada.

Davi suspirou.

Davi: Isso está me preocupando. Não acho que ela faria algo irresponsável, mas… sumir assim? Sem avisar ninguém?

Mary assentiu, inquieta.

Mary: Precisamos descobrir para onde ela foi.

Davi puxou o celular do bolso e começou a pensar em possíveis soluções.

Davi: Talvez a gente possa verificar se o carro dela ainda está na garagem do prédio. Se estiver, significa que ela pegou um táxi ou um carro por aplicativo.

Mary: Boa ideia. Vamos ver.

Eles desceram rapidamente e foram até a garagem. Como suspeitavam, o carro de Yuna ainda estava lá.

Davi: Então ela pegou um transporte. Vou tentar checar se consigo alguma informação.

Enquanto ele tentava rastrear algum indício de para onde Yuna poderia ter ido, Mary mandou uma mensagem para Yuri.

Mary: Se descobrir algo sobre a Yuna, nos avise. Ela sumiu e o celular está desligado.

Depois de alguns minutos, Davi ergueu a cabeça com uma expressão séria.

Davi: Consegui uma pista. O porteiro disse que viu ela saindo de táxi ontem à noite, com uma mala.

Mary: Uma mala? (Mary arregalou os olhos.) Então ela viajou?

Davi: Parece que sim.

Mary passou a mão pelos cabelos, frustrada.

Mary: Meu Deus, para onde essa mulher foi sem avisar ninguém?

Davi: Não faço ideia, mas vou continuar tentando descobrir. E se ela não aparecer em um ou dois dias, teremos que contar para a família dela.

Mary concordou, ainda preocupada.

Mary: Espero que ela esteja bem… seja lá onde estiver.

Mary ficou pensando até que...

Mary: espera, você tem acesso aos documentos dela. Vê se ela comprou alguma coisa no cartão de crédito, você pode verificar na empresa.

Davi: verdade.

...

Enquanto isso, na África do Sul, Yuna desceu do avião e respirou fundo o ar quente e seco. O sol brilhava forte no céu azul, e por um momento, sentiu uma estranha sensação de liberdade.

Ela ainda estava magoada, confusa, mas pelo menos agora estava longe de tudo. E talvez, apenas talvez, isso a ajudasse a encontrar um pouco de paz.

Yuri ficou preocupado e tentou descobrir se ela tinha ido para algum lugar onde eles tinham projetos juntos. Bogum na Coreia estava surtando. Mary e Davi não sabiam o que fazer, e Davi não estava conseguindo ter acesso aos cartões dela, ela tinha bloqueado o acesso dele.

Mary: ela realmente não quer ser encontrada...

Davi: vou ter que falar com o pai dela.

Vinícius: com o pai de quem? (ele chegou de repente)

Davi: sr Park.

Vinícius: vocês precisam falar com o pai de quem?

Davi: é que a Yuna... ele hesitou

Vinícius: eu sei, falei pra ela não ir, ela poderia ter ido no mês que vem, mas ela insistiu.

Davi: ah, ela quis né.

Pelo menos ela tinha avisado os pais.

Davi: e pra onde ela foi mesmo?

Vinícius: para as obras na África ela não te contou?

Davi: contou, contou sim, mas estava na dúvida se ia para África mesmo ou para Coreia.

Vinícius: Davi não faz muito tempo que ela supervisionou as obras na Coreia, não faz nenhum sentido... vocês estão escondendo alguma coisa?

Mary: não é que ela queria ir na Coreia de novo. (falou rindo sem graça)

Vinícius: vocês estão estranhos, mas... Davi ela pediu para te avisar que o projeto de Florença teve alterações de novo, parece que você terá que ir lá supervisionar de novo, ainda essa semana.

Davi: claro.

Davi e Mary foram para a sala dele.

Davi: ela pediu pro pai dela me dar as informações do projeto, isso mostra que ela não quer mesmo contato com ninguém.

Mary: vou avisar Yuri, ele ficou preocupado... e Bogum? O que fazemos?

Davi: vamos avisá-lo também.

Mary: sabia que ela se encheria de trabalho de novo.

Davi: é o que ela sabe fazer, e faz muito bem, até dormindo ela trabalha bem.

Mary: ainda sim é preocupante. Ela precisa comer e dormir.

Davi: sim.

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