Além da distância

Bogum estava no quarto de hotel, terminando de arrumar sua mala. O momento da despedida se aproximava e, embora ele tivesse se preparado, uma sensação de vazio tomava conta dele. Ele sabia que precisava voltar para a Coreia, mas a ideia de deixar Milão e, principalmente, Yuna, era difícil de aceitar.

Enquanto pegava a última peça de roupa, seu celular vibrou. Era Yuna. Ele sorriu ao ver seu nome na tela, como se ela fosse a última conexão com aquele momento tão especial.

Ele atendeu rapidamente.

Bogum: Oi, Yuna (disse ele, tentando soar calmo, mas sua voz traía a sensação de inquietação que ele sentia.)

Yuna: Oi, Bogum… Eu queria muito estar aí, mas não posso. Você sabe como é a mídia, não posso me arriscar a sair agora. (Ela parecia preocupada, como se tentasse se desculpar por algo que não estava em seu controle.)

Bogum: Não precisa se desculpar. Eu entendo (ele respondeu com suavidade. Mas a saudade já começava a pesar em sua voz.)

Yuna: olha para fora…

Ele se aproximou da janela, olhando para fora. O que viu o fez parar por um momento. Lá, embaixo, na calçada do lado de fora do hotel, estava Yuna. Ela não estava fisicamente perto, mas de alguma forma estava tão próxima quanto ele poderia desejar. Ela falava ao telefone, olhando para o hotel, e seus olhos se encontraram através da janela.

O coração de Bogum deu um salto. Ele a via, mas sabia que não poderia ir até ela. Era como se o destino tivesse armado um último teste para os dois.

Bogum: Eu vejo você lá fora… (disse ele, a voz agora suave, quase como se ela fosse uma visão distante.)

Yuna olhou para cima, e seus olhos se cruzaram através da janela. Ambos sorriram, a despedida ainda pesando entre eles, mas compartilhada de maneira silenciosa, como um momento íntimo que só eles poderiam entender.

Yuna: Eu queria estar aí com você, mas… (sua voz agora carregada de emoção.) Bogum eu sei que você precisa voltar para sua vida na Coreia. Mas eu ainda quero continuar te conhecendo.

Bogum respirou fundo, sentindo o peso da separação.

Bogum: Eu sei, Yuna. A Coreia me espera, mas parte de mim… (Ele pausou, os sentimentos transbordando.) Parte de mim não queria ir embora. Eu também quero te conhecer melhor.

Yuna: Eu vou sentir sua falta.

Bogum: A gente vai continuar se falando.

Yuna: quando chegar na Coreia me liga, estarei te esperando. Até logo, então… (Yuna disse, quase como uma promessa.)

Bogum: Até logo, Yuna.

A ligação foi encerrada, mas os dois continuaram ali, como se o mundo à sua volta tivesse parado por um momento. Ele olhou para a rua uma última vez, vendo Yuna se afastar, e no fundo de seu coração, sabia que a distância entre eles, por mais que física, nunca seria capaz de apagar a conexão que eles estavam construindo, foi apenas um encontro e tão pouco tempo, mas foi o suficiente para que eles soubessem que queriam se conhecerem melhor.

A viagem de volta para a Coreia foi longa e exaustiva. Bogum passou a maior parte do voo olhando pela janela, revivendo os momentos que passou com Yuna em Milão. Ele não conseguia parar de pensar nela, no jeito como sorria, na maneira como suas palavras soavam ao telefone. Era uma conexão nova, inesperada, mas intensa.

Assim que pousou em Seul, o aeroporto estava cheio de fãs e jornalistas. Ele sorriu educadamente, acenou e seguiu com seus seguranças até o carro que o esperava. Apesar do barulho e da agitação ao seu redor, sua mente estava focada em apenas uma coisa: Yuna.

Quando finalmente entrou no carro e se acomodou no banco de trás, pegou o celular e, sem hesitar, ligou para ela.

O telefone tocou algumas vezes antes de Yuna atender.

Yuna: Alô? ( a voz dela soou sonolenta, e Bogum percebeu que já era madrugada em Milão.)

Bogum: Yuna, desculpa te acordar… (ele disse com um tom de culpa.)

Ela riu suavemente do outro lado da linha.

Yuna: Não tem problema… Eu disse que estaria te esperando, lembra? (sua voz era suave, carregada de ternura.) Você chegou bem?

Bogum: Sim, acabei de sair do aeroporto. Foi uma loucura, mas estou a caminho de casa agora. E você? Como foi o resto do seu dia?

Yuna suspirou e se acomodou melhor na cama, como se estivesse se preparando para uma longa conversa.

Yuna: Foi tranquilo… Depois que você partiu, fiquei pensando em tudo o que aconteceu nesses últimos dias. Parece que passou tão rápido, mas, ao mesmo tempo, parece que a gente se conhece há muito mais tempo, não acha?

Bogum sorriu ao ouvir isso. Ele sentia o mesmo.

Bogum: Sim… é estranho, mas de um jeito bom. (Ele fez uma pausa, olhando pela janela do carro enquanto a cidade de Seul passava diante de seus olhos.) Eu já estou com saudade.

Do outro lado da linha, Yuna sorriu, sentindo o coração acelerar.

Yuna: Eu também… Mas pelo menos agora podemos conversar assim.

Bogum: Sim (ele concordou.) A gente vai fazer isso todas as noites, ok?

Yuna: Todas as noites?(Yuna brincou.) Você não vai se cansar de mim, Bogum?

Ele riu, balançando a cabeça.

Bogum: Nem se eu quisesse.

Yuna sentiu as bochechas esquentarem com a resposta inesperada. Ela ficou em silêncio por um momento, aproveitando a sensação reconfortante de ouvi-lo do outro lado da linha.

Yuna: Então, me conta… (ela disse, mudando de assunto.) Como está Seul?

Bogum: Do mesmo jeito de sempre, mas hoje parece um pouco diferente…

Yuna: Diferente como?

Bogum: Talvez porque eu tenha deixado algo importante em Milão. (Sua voz era baixa, mas cheia de significado.)

Yuna não respondeu de imediato. Ela mordeu o lábio, sentindo o coração disparar de novo.

Yuna: Talvez Milão também tenha deixado algo importante ir embora… (ela respondeu por fim.)

Bogum sorriu, sentindo que, mesmo com a distância, a conexão entre eles só estava se fortalecendo.

Bogum: Então, até amanhã, Yuna?

Yuna: Até amanhã, Bogum.

E assim, a primeira de muitas conversas noturnas chegou ao fim, mas ambos sabiam que aquela história estava apenas começando.

Após a emocionante despedida, Yuna se jogou na cama, exausta, mas com um sorriso no rosto. Ela não conseguia parar de pensar em Bogum, em como ele era gentil, atencioso e divertido. A conversa telefônica só confirmou o que ela já sabia: havia algo especial entre eles.

No dia seguinte, Yuna acordou disposta a se concentrar no trabalho. Ela sabia que precisava se dedicar à empresa e aos projetos que estavam em andamento. No entanto, seus pensamentos voltavam para Bogum de vez em quando. Ela se perguntava como ele estava, o que ele estava fazendo e se ele estava sentindo a falta dela tanto quanto ela estava sentindo a falta dele.

Enquanto Yuna trabalhava, Mary e Davi não paravam de perguntar sobre o jantar e sobre a conversa com Bogum. Eles estavam curiosos para saber como havia sido o encontro e se havia rolado algum clima entre os dois.

"E aí, Yuna, como foi o jantar com o Bogum?", perguntou Mary, com um sorriso malicioso. "Rolou algum beijo?"

Yuna riu e negou com a cabeça. "Não rolou nada", disse ela. "Nós apenas conversamos e nos conhecemos melhor. Ele é uma pessoa muito legal."

"E o que mais vocês fizeram depois do jantar?", insistiu Davi. "Eu vi as fotos de vocês saindo do restaurante. Vocês foram para algum lugar mais reservado?"

Yuna ficou um pouco sem graça e tentou despistar os amigos. "Nós apenas demos uma volta pela cidade", disse ela. "Não aconteceu nada demais."

Mary e Davi não acreditaram na história de Yuna. Eles sabiam que havia algo mais entre ela e Bogum e que ela não estava querendo contar tudo.

"Eu sei que você está escondendo alguma coisa, Yuna", disse Mary. "Mas eu não vou insistir. Eu só quero que você seja feliz."

"Eu também quero que você seja feliz, Yuna", disse Davi. "E se o Bogum te fizer feliz, eu vou ficar muito contente por vocês."

Yuna sorriu e agradeceu o apoio dos amigos. Ela sabia que podia contar com eles para o que precisasse.

Capítulos

Baixar agora

Gostou dessa história? Baixe o APP para manter seu histórico de leitura
Baixar agora

Benefícios

Novos usuários que baixam o APP podem ler 10 capítulos gratuitamente

Receber
NovelToon
Um passo para um novo mundo!
Para mais, baixe o APP de MangaToon!