Entre trabalho e amor

Após a conversa com Bogum, Yuna se sentiu mais aliviada e confiante. Ela sabia que os desafios eram inevitáveis, mas também tinha certeza de que o amor e a conexão que eles estavam construindo seriam capazes de superar qualquer obstáculo.

Enquanto isso, Bogum também se sentia mais tranquilo após conversar com Yuna. Ele percebeu que ela era uma mulher forte e que sabia lidar com a pressão da mídia. Ele admirava a forma como ela se mantinha calma e serena, mesmo diante de tantas especulações.

Nos dias seguintes, Yuna e Bogum se dedicaram aos seus trabalhos, mas sempre encontravam tempo para se falar por telefone ou trocar mensagens. Eles queriam se manter conectados e fortalecer o relacionamento, mesmo à distância.

Yuna mergulhou de cabeça em seu trabalho, ela voltou a ficar extremamente focada em seu trabalho. Ela sempre encontrava um tempinho para falar com Bogum, ele já havia voltado para Coreia, e percebeu o quanto Yuna parecia cansada.

Bogum: você parece bem cansada.

Yuna: eu busco me concentrar muito no trabalho quando estou preocupada. E a mídia não esqueceu ainda a história do Yuri. Então estou bem concentrada. (Ela riu sem graça)

Bogum: eu entendo. Imagino o quanto deve estar sendo difícil.

Yuna: enquanto meus projetos com Yuri não acabarem a mídia ainda vai fazer especulações.

Bogum: é difícil lidar com a pressão da mídia.

Yuna: eu decidi apenas ignorar e falei com Yuri, ele concorda. Somos apenas colegas de trabalho e amigos fora da vida profissional.

Bogum: mas eu acho que ele tem um certo interesse em você.

Yuna ficou em silêncio por um momento, surpresa com a observação de Bogum.

Yuna: Por que você acha isso? (ela perguntou, curiosa.)

Bogum hesitou antes de responder.

Bogum: É só uma sensação… Não sei explicar. Mas, pelas entrevistas que ele já deu e pela forma como ele olha para você nas fotos, parece que ele gosta de você mais do que como apenas colega de trabalho.

Yuna: Mesmo que isso fosse verdade, eu não posso controlar os sentimentos dele. E já deixei bem claro que entre nós não existe nada além de trabalho e amizade.

Bogum: Eu sei. Só… quero que você tome cuidado.

Ela sorriu do outro lado da linha, tocada pela preocupação dele.

Yuna: Você está com ciúmes, por acaso?

Bogum: Não é ciúmes… (Ele fez uma pausa e depois soltou uma risada baixa.) Tá bom, talvez um pouco.

Yuna riu.

Yuna: Não tem motivo para isso. Eu gosto de falar com você, e é por isso que continuamos nos falando todos os dias.

Bogum sorriu ao ouvir isso.

Bogum: Bom saber.

Houve um breve silêncio confortável entre os dois antes de Bogum falar novamente.

Bogum: Quando você vai poder dar um tempo desse trabalho todo?

Yuna: Por quê?

Bogum: Porque eu queria ver você.

O coração de Yuna acelerou. Ela já vinha considerando fazer visitas às obras na Coreia, e agora tinha um motivo a mais para tornar isso realidade.

Yuna: Talvez em breve (ela respondeu, deixando um tom de mistério na voz.)

Bogum: Eu vou cobrar essa promessa.

Yuna: Não era uma promessa (ela provocou.)

Bogum: Agora é.

Eles riram juntos, e Yuna percebeu o quanto gostava desses momentos leves com ele. Mesmo com a distância, a conexão entre eles só parecia crescer.

E, pela primeira vez em dias, a ideia de ver Bogum novamente parecia mais real do que nunca.

Logo depois Davi entrou no escritório.

Davi: Yuna?

Yuna: oi Davi.

Davi: dentro de um mês, as obras da ponte Vecchio em Florença começam, o cliente exigiu que você e Yuri compareçam quando as obras começarem.

Yuna: sempre estou presente nas obras na Itália, porque isso?

Davi: eu não sei, mas pelo jeito ele vai querer mudar alguma coisa na estrutura da obra, sempre que exigem a sua presença é porque querem mudar algo.

Yuna: você tem razão… eu deixei o engenheiro Choi como o engenheiro principal das obras na Coreia, estou pensando em ir lá para supervisionar e ver Bogum.

Davi: faça isso, quando voltar, teremos muito trabalho com a ponte de Florença… já sabe quem fica como engenheiro responsável em Florença?

Yuna: sim, será o Davi Lobato.

Davi: o que? Eu?

Yuna: sim

Davi: mas…

Yuna: eu mesma iria ser a engenheira principal, mas com as especulações entre eu e Yuri, melhor não.

Davi: mas eu?

Yuna: sim Davi, eu confio em você, além disso você é o vice-diretor da empresa.

Davi: eu sei, mas… é essa é uma obra tão grande.

Yuna: e por isso mesmo tem que ser você. O presidente está querendo tirar férias, e a diretora da empresa vai com ele, essa é uma obra muito grande para os outros engenheiros…

Davi: seus pais vão sair de férias?

Yuna: sim, faz quase dois anos que eles não saem de férias, e meu pai a cada dia deixa mais as responsabilidades da empresa pra mim.

Davi: claro, você é a herdeira, ele quer te passar o legado.

Davi observou Yuna por um momento, percebendo o peso da responsabilidade sobre os ombros dela.

Davi: E você? Quando vai tirar férias?(ele perguntou, cruzando os braços.)

Yuna soltou uma risada baixa.

Yuna: Você sabe que isso não faz parte do meu planejamento no momento.

Davi: Pois deveria. (Davi se sentou na cadeira em frente à mesa dela.) Você trabalha sem parar, lida com a imprensa, gerencia projetos gigantescos e ainda tem que desviar de boatos sobre um romance com Yuri Wong. Isso cansa qualquer um.

Yuna: Eu dou conta. (Yuna sorriu de forma determinada.)

Davi: Você sempre dá, mas isso não significa que não precise de uma pausa.

Yuna balançou a cabeça, mas sabia que Davi tinha um ponto. Ela realmente vinha se dedicando intensamente ao trabalho, e a ideia de visitar as obras na Coreia parecia uma boa oportunidade para mudar de ares.

Yuna: Vou pensar nisso (ela disse, pegando alguns papéis sobre a mesa.) Mas, antes de qualquer coisa, temos que organizar a equipe para a obra em Florença.

Davi suspirou e ergueu as mãos em rendição.

Davi: Tá bom, tá bom. Mas, se você for para a Coreia, aproveite para ver Bogum.

Yuna rolou os olhos.

Yuna: Você e Mary não perdem uma oportunidade, né?

Davi sorriu.

Davi: Claro que não.

Ele se levantou e caminhou até a porta, mas antes de sair, olhou para Yuna com um sorriso de canto.

Davi: E só para deixar claro, eu vou arrasar como engenheiro-chefe em Florença.

Yuna: Eu sei que vai. (Yuna sorriu, confiante na escolha que fez.)

Assim que Davi saiu, ela pegou o celular e abriu a conversa com Bogum.

Yuna: Talvez minha viagem para a Coreia aconteça mais cedo do que eu imaginava.

Ela hesitou por um momento antes de enviar, mas assim que a mensagem foi entregue, um sorriso involuntário surgiu em seu rosto.

A resposta de Bogum veio poucos minutos depois.

Bogum: Sério? Isso é uma promessa ou só um “talvez” para me deixar curioso?

Yuna: Talvez…

Bogum: Agora é uma promessa. E eu vou cobrar.

Ela riu, balançando a cabeça. Talvez, por um curto período, pudesse se permitir sair um pouco da rotina intensa e ver aonde essa conexão com Bogum poderia levá-la.

Naquele mesmo dia, Davi e Yuna organizaram as equipes para trabalharem na obra em Florença. Ela teria que ir logo para Coreia se fosse realmente supervisionar a obra de lá, já que o cliente de Florença exigiu a presença dela no primeiro dia de obra.

“Então é isso, eu vou pra Coreia”.

Yuna chamou Davi a sua sala, ela tinha que ir logo, viajar para Coreia poderia ser cansativo, eram horas de voo, fuso horário diferente e a supervisão da obra, claro que ela também planejava ver Bogum.

Davi: e aí? Decidiu?

Yuna: sim, vou pra Coreia.

Davi: isso é ótimo, sabe que eu e Mary torcemos por você né?

Yuna: eu sei, mas estou indo a trabalho.

Davi: isso não significa que não possa se divertir.

Yuna: eu vou… com certeza.

Dois dias depois Yuna pegou o voo para Coreia, ela não avisou Bogum, queria fazer uma surpresa, mas a mídia não deixou. Assim que chegou ao aeroporto de Milão, em pouco tempo já tinham fotos de Yuna na mídia. E Park Bogum, não perdeu tempo.

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