No dia seguinte, Alicia acordou cedo, como sempre, fez a sua higiene pessoal, tomou banho, trocou de roupa e desceu para a cozinha.
Ela reparou no dia anterior, que a cozinha era completa, tinha desde liquidificador a máquina de fazer pão.
Ela amava cozinhar, e com essa cozinha, as possibilidades eram muitas.
Alicia se empolgou, fez café, preparou um bolo simples, e pão na máquina de pão.
Depois fez suco de laranja e arrumou a mesa com muito capricho, para ela, Bento e Leonardo.
Ela decidiu tratar ele, com respeito.
Após preparar tudo ela foi acordar Bento, iria levá-lo na sua antiga escola, torcia para ser aceito.
O garoto informara que ficou com a tia, e não foi para a escola.
Depois de ajudá-lo a se trocar, eles foram tomar café e saíram.
Leonardo acordou, fez a sua higiene trocou-se e saiu do quarto, a primeira coisa que reparou foi no silêncio.
"Possivelmente terei que tomar café fora". Pensou, e surpreendeu-se com a mesa delicadamente posta.
Ao lado da sua xícara havia um bilhete. Bom dia, fui levar o Bento para a escola, e depois irei trabalhar. Não tenho o costume de almoçar em casa, mas farei a janta. Alicia.
Leonardo saboreou o pão que ainda estava fresco, e um pedaço de bolo, além do suco.
Logo depois ligou para o seu motorista, e foi trabalhar, no carro mandou uma mensagem para Alicia.
Sr. Aguiar: Obrigada pelo café.
S/N : de nada.
Alicia, conseguiu a vaga de Bento novamente, e explicou para a diretora, que ela era a única responsável por ele, e que ninguém, incluindo o seu pai, estava autorizado a tirá-lo da escola.
Após a escola Alicia foi para a loja, Vilma estava lá, esperando com uma chaleira de chá de melissa, e uma bela faria de bolo de maracujá.
Alicia riu das escolhas da amiga, e disse:
_ Tudo isso é para eu, ou você não surtar?
_ Ambas. Agora sente e conte-me tudo.
Alicia sentiu e contou.
_ Está de brincadeira que seu pai fez isso?
_ Antes isso.
_ Da para entender o desprezo dele por você.
_ Sim.
_ O que irá fazer?
_ O que eu quero é mostrar que não faria a mesma coisa que o meu pai. E o tempo é minha única arma.
_ Tem razão, seja apenas você. Ele veio na loja, antes do casamento. Disse Vilma.
_ Quando? Porque não falou.
_ Uns dias antes, eu não contei porque não sabia quem ele era. Na verdade, não reconheci. Suponho que ele veio para saber de você.
_ Não sei. Talvez. Não lembro de ter falado onde trabalhava, mas ele poderia descobrir com facilidade.
_ Bem, eu espero que esses três anos de convivência, sejam bons para ambos. Agora mudando de assunto. Que amigo gato ele tem.
Alicia riu.
_ O nome é Murilo, e é mais que amigo, é seu braço direito.
_ É lindo. Tomara eu ver mais vezes.
_ Só você, vamos trabalhar, porque a tarde tenho uma missão muito difícil.
_ Qual?
_ Buscar as coisas na casa do meu pai. Uma firma foi lá e encaixotou tudo, quando eu fui embora. Agora vou buscar. Sinto que será complicado.
Elas abriram a loja, logo os clientes chegaram.
Muitos deles eram fiéis, e traziam outros.
A Sra. Graça era uma delas. Mal ela entrou e olhou para a aliança no dedo de Alicia:
_ Misericórdia, você casou? Disse quase gritando.
Alicia, esquecera a aliança, na verdade, ficou quase em choque quando Leonardo tirou do bolso a mesma durante o casamento.
_ Ola, Dona Graça. Bom dia! Que bom te ver, fazia tempo que não aparecia. Disse Alicia.
_ Não mude de assunto, como assim casou?
_ Longa história. Tem roubo, contrato, sequestro, e casamento. Disse Alicia.
_ Amei, e tenho bastante tempo.
_ Agora eu não poderei. Disse Alicia, olhando em volta da loja que estava cheia.
_ Volto no almoço. Disse a Senhora e saiu.
_ Não irá fugir dela. Disse Vilma.
_Nao, e nem vou tentar.
Eram 12h quando a Sra. Graça retornou.
Elas foram ao bistrô perto da loja e mais uma vez Alicia contou o que houve.
_ Esse rapaz será um tolo se te deixar ir depois de três anos.
_ Nem estou a pensar nisso, três anos deverão ser o suficiente para ele perceber o meu caráter.
_ Se ele for inteligente, saberá em 30 dias. E se não for, vá embora assim que o contrato acabar.
Alicia riu da mulher.
_ Temos um novo encontro de mulheres nesta semana, gostaria que fosse.
_ Desta vez eu não garanto, agora estou com o Bento, vou ter que me organizar.
_ Eu entendo, mas o convite continua. As minhas amigas te amaram.
_ A Dona Maisa, veio na loja, conhecer e comprar um presente para o marido.
_ Ela gostou muito de você. É muito fácil gostar de alguém adorável.
Alicia agradeceu, o resto do almoço falaram sobre outras coisas.
Saído dali Alicia foi para a casa do pai.
Chegou e tocou a campainha, logo a empregada veio atender e deixou Alicia entrar.
Na sala estava Angélica:
_ O que veio fazer aqui? Perguntou.
_ Vim buscar o resto das minhas coisas e as do Bento. Respondeu Alicia.
Nisso apareceu o seu pai e Cristina.
_ Que bom que veio, temos que acertar algumas coisas. Disse o teu pai.
_ E quais seriam? Falou Alicia.
_ Agora que está casada, tem a guarda do Bento, deverá ajudar mensalidade com as despesas dessa casa, mesmo por está casa ser grande, e como já disse é sua e do Bento. Assim é justo mantê-la.
Alicia começou a rir do senso distorcido de seu pai.
_ Sabe o que eu penso, que se está casa é minha e do Bento, com uso fruto do Bento, não esqueça. Eu realmente sou a responsável por sua manutenção.
Os três estavam a sorrir de alegria.
_ Irei hoje mesmo providenciar que seja feito uma avaliação dela, e mandarei arrumar todos os detalhes.
_ Eu sabia que seria sensata. Disse o seu pai.
_ E depois, colocarei a mesma em uma imobiliária para ser alugada.
_ Como assim? A sua madrasta gritou.
_ Ora, se a casa não é de vocês, nada mais justo que pagarem aluguel, ou saírem dela.
_ Está muito abusada, eu não deixarei a minha casa.
_ Me tira do sério, para ver se não sai. Disse Alicia.
_ Agora, enquanto a firma de mudança não chega, irei falar com a bá.
Alicia foi para a cozinha.
_ Oi bá. Disse a abraçar a senhora que estava naquela casa desde antes da sua mãe morrer.
Era ela que as vezes levava comida escondida para o Bento e ela.
_ Ba, eu gostaria que viesse trabalhar comigo, no meu novo lar.
_ Irei sim. Será bom sair dessa casa.
_ Pode ser hoje?
_ Pode ser agora.
_ Irá perder seus direitos. Disse Alicia.
_ Que direitos? Desde que a sua mãe faleceu o seu pai mandou-me embora, pagou tudo e nunca mais me registrou.
Alicia, então disse para ela arrumar as coisas, iria com ela.
A firma de mudança chegou, Alicia passou o endereço. Pediu para que a entrega fosse feito mais tarde.
Angélica estava próxima e reconheceu que o endereço era de uma das atrás mais nobres de São Paulo. Guardou a informação para falar com sua mãe depois.
Quando ela e a Bá, foram sair Cristina tornou-se furiosa:
_ Onde está a ir Tereza? Volte para a cozinha, e prepare o jantar.
_ Eu estou-me demitindo. Disse a empregada.
_ Não pode se demitir? Falou Angélica concordando com a mãe.
_ E, porque não? Insistiu a empregada.
Elas não responderam.
_ Como eu imaginei. Não tem motivos. Olha, a janta está quase pronta. É só terminarem. Adeus.
Alicia e Tereza saíram da casa.
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Atualizado até capítulo 41
Comments
Maria Helena Macedo e Silva
vacilou hein Alicia, invés de ter anotado e entregue o endereço, mas quem não tem malícia acredito que todos são iguais, assim como os maldosos acreditam que todos tem maldade🤔🤦♂️
2025-03-29
1
Paty Moreira
Oxe, não autora, ela não poderia ter sido tão burra e deixado a víbora pegar o endereço. Não gostei!
2025-03-30
0
MARCIA GUIMARÃES
Se não era pra ninguém saber o endereço, pra que ela falou e pediu pra não informar. Ela mesmo conta
2025-03-10
3