Guardei o leite e sentei na mesa. Ele já tinha colocado uma xícara na minha frente, peguei e provei. Está ótimo.
-Parabéns, já pode casar, o café está uma delícia.
-Se for uma proposta, eu aceito.
-Você já é casado, e não é uma proposta.
-Esta noite, lembrei de meu amigo, deve ser ele que continua me procurando.
-Como ele se chama? Vou à cidade dar uma sondada.
-Lucas, somos amigos de infância.
-Lembrou mais alguma coisa? Por que sua aversão por sua esposa?
-Não tenho aversão, só não lembro dela. Sonhei com você com nosso beijo, me vi no chuveiro tomando banho com você, o Júnior ficou tão duro que quase fui te procurar, tudo como amigos, claro.
-Roberto, eu não sei mais o que te dizer para que você me entenda.
-Fala: Quero transar com você, Roberto, mas tenho um pouco de medo, mas meu sentimento por você é tão forte que vou me arriscar.
-Tenho família e meu filho é ciumento, se ele imaginar que beijei um homem, acho que me prende em uma clínica psiquiátrica.
-O problema é seu filho? E sua filha, nós convenceremos com facilidade?
-Não sei, mas meu filho, nem se o papa vier falar a seu favor, você o convencerá de me namorar, e pare com isso, eu não quero convencer meus filhos de nada.
-Se eu conseguir convencer seu filho de que sou o homem da sua vida, você fica comigo?
-Você tem que lembrar de sua esposa e ir ficar com ela.
-Não vou, e você mudou de assunto. Se eu convencer seu filho a me aceitar, você fica comigo?
-Se esse milagre acontecer, fico, quero ver você tentar.
Fiquei olhando mais alguns minutos para ele, fui no quarto, me troquei e fui para a cidade mais uma vez, as pessoas vão começar a estranhar, eu raramente vou lá e agora é a terceira vez em poucos dias.
Parei o carro em frente ao mercadinho do seu José e entrei para saber das novidades.
A mulher do Roberto estava lá falando alguma coisa com ele, eu ia voltando para trás, mas paralisei quando ouvi ela tratando meu amigo como se fosse empregado dela, nem um empregado deve ser tratado assim, entrei no mercado e fiquei ouvindo as barbaridades que ela preferia. Será que Roberto também é assim?
-O senhor é louco, me mandou o pão frio, e a mortadela que estava no meio deve ser da semana passada. E o suco então estava quente e amargo, eu não pagarei por uma comida tão ruim.
Fiquei indignada com o jeito que ela estava falando com seu José, entrei na conversa.
-Eu não sei quem a senhora é, mas educação já vi que não tem nenhuma, isso é jeito de tratar uma pessoa boa como seu José?
Ela virou, me olhou com o nariz empinado e disse:
-Vocês são um bando de caipiras sem educação, nem sei o que estou fazendo aqui ainda.
-Talvez seja por você ser tão grossa que seu marido não apareceu.
-O que você sabe do Roberto? Viu ele por aí? Avisa ele que se não aparecer e eu tiver que voltar sozinha, darei ele como morto e venderei aquela firma que ele tanto ama pelo menor preço.
-Nossa! Seu amor por seu marido transparece em suas palavras, fiquei até emocionada.
-Quem é você? Por que está falando comigo?
-Porque você estava ofendendo meu amigo, e não te interessa quem sou, sua riquinha mimada e arrogante.
-Seu José, manda meu café da manhã de novo lá na casa e capricha dessa vez, que não ficarei aqui ouvindo desaforos de uma camponesa pobretona.
-Rose, deixa ela ir, ela é mal amada, não se ofenda, o que você está fazendo na cidade de novo?
-Ela disse, camponesa? Será que ela sabe que está no Brasil?
-Deixa a mal-educada para lá, se o marido dela for tão insuportável quanto ela, acho melhor deixá-lo desaparecido.
-Só se for para que ele não fique perto da mulher dele.
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Atualizado até capítulo 121
Comments
Amélia Rabelo
eita que mulher chata essa dele
2024-11-08
2
Sandra Maria de Oliveira Costa
que atentado ele é tô aki que nem uma boba rindo sem.parar aí autora tá maravilhosa
2025-01-09
4
Bernadete Barros Rocha
Essa piranha tá se achando e quem será o amante dela
2025-01-09
2