-Agora põe embaixo do braço.
Coloquei e não demorou muito para apitar.
-Me dá, deixa eu ver.
Olhei e estava com 39,9 febre.
-Você está com febre, eu não tenho antitérmico oral, vou te dar uma injeção.
Quase soltei fogos e ela terá que chegar perto de mim, para dar a injeção. Ela sumiu na cozinha e logo voltou com a injeção pronta.
Esticou a mão, me dando a seringa.
-O que você quer que eu faça com isso?
-Se aplica, é só puxar o músculo para cima e aplicar.
-Não farei isso, eu posso até não lembrar do meu nome, mas sei que não consigo fazer isso.
-Tá bom, eu aplicarei no seu braço bom, mas não se mexe senão furo seu olho com a agulha, e não dúvide de que eu faço.
-Acredito, você parece bem ruim.
-Está tirando sarro de mim? Mato galinha e porco, acho que sou capaz de me defender de você.
-Então, para de ser medrosa e vem me dar essa injeção.
Vi ela ficar brava e vir no meu braço bom e aplicar com maestria a injeção, nem senti a furada, o que senti foi o perfume dos cabelos dela, minha nossa, ela cheira bem demais.
Acabou de aplicar e levantou a cabeça orgulhosa do feito, mas estamos tão perto que posso até sentir a respiração dela em minha pele.
-Estou quente.
-Sei, logo passará.
-Acho que não é esse tipo de caloria.
-Você não está pensando direito, precisa de um banho, tem algumas roupas do meu filho, vou pegar e te ajudo a ir até o banheiro.
-Achei que iam ser roupas do seu marido.
-Que marido?
-Aquele que você disse que está caçando.
-A verdade poderia ser as roupas do meu marido, mas acho que as do meu filho vão te servir melhor.
Peguei um moletom, uma cueca box, uma camiseta e uma toalha limpa.
Voltei na sala e ele está na mesma posição, sentado no chão.
-Acho que você me dopou, eu não consigo me concentrar.
-Não dopei, é que o remédio que te dei é para o gado, é forte, mas não vai te matar, você só ficará mais lento.
-Fala a verdade, você fez de propósito, eu não sou um assassino, tenho certeza disso.
-Vêm, vou te ajudar, não apoia o peso na perna machucada.
Sexta-feira levantou e eu o ajudei a chegar no banheiro, ajudei-o a tirar a camiseta, e quase babei no corpo definido dele, com certeza é um rato de academia. Ele abriu o botão e o zíper do resto da calça e eu puxei para baixo. Faz três anos que não chegava tão perto de um homem. E que Deus me ajude, que homem, tentei manter a compostura e disse.
-Agora você senta na cadeira e toma banho sentado, cuidado para não forçar a coxa machucada.
-Tá bom, Índia, eu já entendi.
Saí do banheiro e tenho que me controlar. Rose, você poderia ser mãe dele, não tenha ideias tortas, um moleque desse nunca olharia para uma velha como você, só nos seus livros que amores impossíveis dão certo.
***Faça o download do NovelToon para desfrutar de uma experiência de leitura melhor!***
Atualizado até capítulo 121
Comments
Elisete Protazio
acho que foi a esposa dele que mandou matar ele
2025-01-07
11
Maria Helena Pereira
Eita que tô achando que foi a mulher dele quem mandou matar ele
2025-01-29
1
Josangela Silva
eu acho que foi a esposa dele que tentou se livrar
2025-01-25
1