“Roberto”
Minha nossa! Ela é tão boa para escrever que fiquei excitado. Junior, será que conseguiremos experimentar a intimidade da escritora ou será que preferimos a sitiante?
Fechei o notebook porque acho que ela não gostará de saber que li o texto dela, mas deixa eu ver o pseudônimo que quero ler a história de Antônio e Melissa. Vi Fígaro me encarando.
-Fígaro, fique quieto e te dou um pouco de leite, isso será nosso segredo.
Voltei para o quarto e fiquei pensando como que uma pessoa que escreve sobre amor consegue viver com um matador de aluguel?
“Rose”
Acordei e vi Luz entrando pela fresta da minha janela. Nossa, dormi demais, levantei, me vesti e saí do quarto. Está um silêncio, ainda bem que ele não acordou, vi meu notebook na mesa da sala. Esqueci ele aqui, já pensou se ele levanta primeiro que eu e lê meu texto? Com que cara que eu ia conseguir olhar para ele, praticamente ia ter me visto fazendo amor na tela.
Levei o notebook para meu quarto, fechei a porta e fui ver se as roupas dele secaram. Isso também tenho que resolver, ele precisa de mais uma troca de roupa.
Peguei as roupas secas e bati na porta do quarto, bati várias vezes e não me respondeu. Será que a febre voltou e ele está desmaiado? Fui dormir, já eram três da manhã e ele estava bem, abri a porta e entrei, ele parecia dormir tranquilo.
Encostei a mão na testa dele, não tem febre. Quando fui me afastar, ele segurou minha mão e me puxou para cima dele, eu desequilibrei e caí.
-Sexta-feira me solta, por favor.
-Me fala como vim parar nessa cama e pelado.
-Me deixa levantar e te conto.
Ele virou o corpo e ficou por cima de mim.
-Não me chute que, se pegar em meu machucado, você vai se entender com minha enfermeira.
-Por favor, me deixe sair, isso não está certo, eu sou uma mulher comprometida e você também.
-Como assim, eu também?
-Quando te busquei no galpão, estava com a febre muito alta e me confundiu com uma tal de Patrícia.
-Patrícia? E você acha que tenho alguma coisa com essa tal Patrícia?
-Sim, tem, você me implorou para não te deixar, disse que me ama, que viveu sua vida toda até agora por mim.
-Nossa, que loucura, será que é minha esposa? Acho que eu não esqueceria que tenho uma esposa, ou esqueceria?
-Não sei te dizer, só sei que você gosta bastante dela, então para a brincadeira e me deixa sair.
Ele se mexeu e me deixou sair, mas ficou lá sentado na cama.
-Sua roupa está aí, mais tarde vou à cidade ver se compro mais uma troca para você.
-Quem será que eu sou? Será que sou um bandido?
-Acho que você não é bandido e nem é daqui também.
-Porque você acha isso?
-Suas roupas e a moto são caras, isso quer dizer que você deve ter dinheiro, sua mão é fina, e sua pele, mesmo você sendo moreno, não é queimada pelo sol, isso quer dizer que você mora em um lugar que não é tão quente como aqui e que trabalha em um escritório. Você tem o cabelo bem cortado, o seu corpo é todo definido, sinal que frequenta academia.
Eu jogaria sua residência da região de Franca para frente, talvez na grande São Paulo.
-Você é muito observadora, o que você faz para viver?
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Atualizado até capítulo 121
Comments
Marly G Vieira
ela é muito observadora .
2025-01-18
5
Débora Oliveira
estou gostando muito dessa história
2024-12-15
2
Amélia Rabelo
amando cada capítulo
2024-11-08
1