“Roberto”
Então ela gosta de adversidade? Se eu atravessar o espaço que nos separa e dar um beijo nela, será que ela entenderá? Ou vai surtar e me tocar embora? Vou arriscar!
Levantei não foi exatamente como pensei em meus pensamentos porque o machucado da minha perna me faz andar igual a um aleijado, ser sexy sem condições, mas consegui chegar perto dela, que está contendo o riso e não me olha no olho.
Peguei o queixo dela, tentando ser o conquistador.
-Olha para mim, Rose, por que não está olhando para mim?
Ela ergue a cabeça e começa a rir sem parar, agora não sei se está rindo ou chorando, ergue a mão me pedindo calma.
-Você parecia um pato que tenho no quintal vindo em minha direção, desculpa sexta-feira, eu não quis estragar seu momento sensual, mas não deu.
Estamos tão perto que não resisto. Passo a mão nas costas dela e a atraí ainda mais para mim. Rose coloca as mãos no meu peito e tenta me afastar, mas eu não deixo.
-Rose lembra que estou machucado e não me agride, eu vou te beijar.
Sinto o coração dela tão acelerado quanto o meu, vou me aproximando e, quando acho que conseguirei, o celular dela começa a apitar, ela toma um susto e lá se foi meu momento.
-Sexta-feira, meu filho está chegando na porteira, o que eu faço?
-Deixa ele entrar, eu falo com ele.
-Você perdeu o juízo? Até ele entender que não é nada do que parece, ele já terá me internado em um hospício.
-Calma, Rose, não deve ser tão ruim assim.
-Tem razão, é pior, vem comigo, vou te pôr no galpão das ferramentas e tenta não se mexer lá dentro, de repente ele vai logo embora.
Atravessei o quintal com Sexta-feira, rezando para meu filho deduzir que estou no quarto escrevendo e não escutei ele chegando. Senti o celular vibrar algumas vezes, abri o galpão, coloquei ele lá dentro e fechei.
Voltei para dentro de casa e dei uma organizada para meu filho não perceber que tinha uma visita, destravei o alarme e abri o portão.
Quando o carro parou, meu filho já desceu e passou por mim sem nem falar comigo, entrou em casa, eu fiquei esperando ele acabar a inspeção e voltar.
-Mãe, o que a senhora está me escondendo? Por que demorou tanto para abrir o portão?
-Eu estava concentrada escrevendo e não ouvi o alarme, te avisei que hoje ia me dedicar a escrever um capítulo importante do meu livro, posso saber o que você veio fazer aqui?
-Mãe, a senhora está me escondendo alguma coisa e quero saber o que é.
-Você já almoçou? Está com fome?
-Eu já almocei se a senhora não sabe, já são 15:00, aproveitei que vim ver um cliente aqui perto e passei para te ver.
-Um cliente? Eu sei que horas são.
-É mãe! Um cliente. Eu não posso ter um cliente aqui?
-Pode! Por que não? Alguém aqui pode estar procurando um marqueteiro famoso como você, não é mesmo?
-Tem um café?
-Claro, filho, vamos entrar, que preparo para você.
“Rose”
Acho que consegui virar o jogo, agora é só segurar que logo ele vai embora, perguntarei do bandido.
-Filho, já conseguiram achar o foragido?
-Não tive notícias, mas acho que será difícil, está tendo rali na fazenda do Paxá e tem motoqueiro por toda parte, você não deve ter visto porque não sai daqui.
_ Estive na cidade para comprar algumas coisas que estavam faltando e vi alguns motoqueiros na praça, mas achei estarem de passagem.
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Atualizado até capítulo 121
Comments
Débora Oliveira
agora ela vai ficar maluca
2024-12-15
5
Vilma Teixeira Roquete
E agora Rose....kkkkkkkkkk
2024-11-18
1
Amélia Rabelo
esse filho dela é um empata foda kkkkkkkkkkkk
2024-11-08
2