Shin e Yuna ficaram em silêncio por alguns instantes, seus corações ainda pulsando com a adrenalina da batalha contra Hayato Otomura. A luz da Espada da Luz de Yuna ainda brilhava fracamente, como um lembrete de sua vitória. O Castelo do Caos, agora sem seu mestre, parecia perder parte de sua opressão, as sombras se dissipando lentamente.
“Finalmente, acabou…” Yuna sussurrou, seus olhos fixos no lugar onde o corpo de Hayato se desintegrou. Havia um alívio palpável em sua voz, mas também uma tensão que ela não conseguia ignorar.
Shin, com o olhar distante, permaneceu em silêncio. Algo dentro dele o incomodava profundamente. A batalha, a derrota de Hayato... não parecia o fim. Ele podia sentir, como uma vibração distante, que algo maior ainda estava se movendo nas profundezas do reino. As sombras que ele controlava, que antes pareciam obedientes, agora estavam inquietas, agitadas de um jeito que ele nunca tinha sentido.
Yuna se virou para ele, percebendo sua preocupação. "Shin? Está tudo bem?"
Shin balançou a cabeça, tentando se livrar daquela sensação sombria. "Não sei… Algo não está certo. As sombras… não estão calmas. É como se algo ainda estivesse lá fora, algo pior."
Yuna franziu o cenho, segurando a Espada da Luz com mais firmeza. "O que poderia ser pior do que Hayato? Ele era o Rei do Caos."
"Eu não sei," Shin respondeu, a voz baixa, "mas sinto que Hayato era apenas uma peça em algo muito maior."
Nesse momento, o chão sob seus pés tremeu levemente, e ambos olharam ao redor, em alerta. A terra vibrou novamente, desta vez com mais força. Fendas pequenas começaram a aparecer ao redor do castelo, e uma escuridão densa e antiga emergiu das profundezas.
“Isso… isso não é normal,” Yuna disse, dando alguns passos para trás, os olhos arregalados ao ver a escuridão que se espalhava pelo chão como um veneno. "Shin, o que está acontecendo?"
Shin se abaixou, colocando a mão no chão. As sombras pareciam vivas, pulsando com uma energia que ele não reconhecia. Era diferente das trevas de Hayato. Esta escuridão era antiga, primitiva, como se viesse de um tempo antes do próprio caos.
“Algo está despertando,” Shin disse, sentindo um arrepio percorrer sua espinha. “Algo muito pior.”
Antes que pudessem reagir, um rugido profundo e monstruoso ecoou das profundezas da terra, reverberando por todo o reino de Azura. O chão tremeu violentamente, e grandes pedaços de terra começaram a se soltar, revelando uma cratera colossal que se formava onde antes estava o centro do Castelo do Caos.
De dentro da cratera, uma figura gigantesca começou a emergir, coberta por uma armadura negra e espessa, adornada com runas antigas. Seu corpo era formado por uma mistura de carne e sombra, e seus olhos brilhavam em um tom de vermelho intenso, como os de Hayato, mas infinitamente mais ameaçadores.
Yuna recuou instintivamente, seus olhos arregalados de medo. "O que… o que é isso?"
Shin, sentindo seu coração disparar, sabia a resposta, mesmo sem ter todas as peças. "Esse é o verdadeiro mal que Hayato despertou. Aquele que estava por trás de tudo."
A criatura ergueu sua cabeça monstruosa para o céu e soltou um grito de pura destruição, fazendo as nuvens negras se espalharem, deixando o céu completamente escuro. Seu corpo enorme irradiava poder, e a simples presença dela parecia sufocar toda a vida ao redor.
“Eu sou Akuma,” a criatura rugiu, sua voz grave e distorcida, como mil ecos em um só som. "O caos de Hayato era apenas o começo. Eu sou o fim."
Yuna ergueu a Espada da Luz, mas sua luz, que antes cortava as trevas, agora tremia e diminuía em intensidade. Era como se a presença de Akuma drenasse o próprio poder da luz.
“Shin, o que fazemos?” Yuna perguntou, com uma nota de desespero em sua voz.
Shin olhou para a criatura colossal, seu corpo inteiro tremendo com a energia escura que emanava dela. Ele sabia que não podiam enfrentá-la do mesmo jeito que enfrentaram Hayato. Esta criatura era diferente. Mais poderosa. Mais antiga.
“Precisamos recuar,” ele disse, segurando o braço de Yuna. “Não estamos prontos para lutar contra isso. Não ainda.”
Yuna hesitou por um momento, seus instintos de guerreira lhe dizendo para lutar, mas a lógica prevaleceu. Ela sabia que Shin estava certo. Se ficassem, seriam destruídos.
Eles começaram a correr, sentindo a terra tremer sob seus pés enquanto Akuma continuava a emergir completamente da cratera. A criatura parecia crescer a cada segundo, sua presença aumentando, tomando conta de tudo ao seu redor.
Enquanto fugiam pela floresta, Yuna olhou para Shin. “Como podemos derrotar algo assim? A Espada da Luz... parece inútil contra ele.”
Shin apertou os dentes, os olhos fixos no caminho à frente. “Há mais no equilíbrio do que apenas a luz e as sombras. Precisamos descobrir a origem desse poder antigo. Há algo que não entendemos ainda.”
Yuna assentiu, mesmo que a incerteza estivesse estampada em seu rosto. "Precisamos encontrar respostas, rápido."
Akuma, agora completamente erguido, observou enquanto Shin e Yuna desapareciam entre as árvores. Ele ergueu uma de suas mãos enormes, e as sombras ao redor dele começaram a se espalhar como uma maré negra, cobrindo o chão e as florestas. O rugido de sua risada ecoou por todo o reino, um som de pura destruição.
“O equilíbrio de Azura está em ruínas,” Akuma murmurou, enquanto a escuridão continuava a se espalhar. "E não há como restaurá-lo."
Shin e Yuna continuaram sua fuga, sabendo que, a partir daquele momento, o destino de Azura estava mais incerto do que nunca. A verdadeira batalha pela sobrevivência do reino ainda estava por vir, e Akuma seria o desafio final que testaria não apenas suas forças, mas suas almas.
E mesmo com as espadas da Luz e Sombra,eles sabiam que isso era completamente inútil contra Akuma,eles teriam q achar respostas em meio a tragédia.
Akuma trará o verdadeiro caos ao reino e a destruição de todo o mundo cairia em sombras para toda a eternidade,com isso em mente Shin e Yuna teriam q enfrentar seus próprios pesadelos.
continua...
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Atualizado até capítulo 38
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