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A opção de fugir naquele momento não me pareceu muito viável. Se eu fugisse ele vinha de certeza atrás de mim e, além disso pensando bem ele não tinha provas em como tinha sido eu a roubar o dinheiro, por isso adotei a postura mais inocente que consegui.

- O que se passa? Já vamos fechar!

- Vais querer ir por aí?Tudo bem então...- Ohm guardou a carteira dentro do bolso do blazer preto e sem eu ter tempo de reagir puxou-me pela orelha até ás traseiras da discoteca.

- Larga-me!- gritei-lhe até ele me largar. Ele encarou-me muito sério.

- Eu nem me importava pelo dinheiro, mas estares a fazer-te de santo quando claramente é a última coisa que és...isso não!

Quando vi ele a serrar o punho para me bater fechei os olhos com força à espera do impacto, mas estava a demorar tanto que abri um olho e ele já não estava ali.

- Mas que raio! Onde é que ele foi?- corri até ao fundo da rua para ver se o via, mas nem sinal dele. Será que ele se tinha evaporado?

Entrei novamente dentro da discoteca onde Mark estava a lavar o chão.

- O teu novo fã deixou ali um cartão de visitas...

Olhei para cima do balcão e estava lá um cartão, peguei nele e reparei que logo abaixo do nome dele estava um recado.

" Vem amanhã a esta morada se quiseres continuar a ter a tua liberdade."

Okay, eu nunca vou admitir isto a ninguém, mas ao ver aquele aviso fiquei com um certo medo.Ele tinha sido o único que eu nunca tinha investigado e sentia-me a navegar em águas desconhecidas. Quem era ele? Qual era a profissão dele?

Olhei para o cartão mais uma vez e Mark veio juntar-se a mim.

- Que foi?- ele perguntou espreitando para o cartão.- Por acaso conheço essa morada, costumo entregar comida lá quando estou aflito de dinheiro...

- Conheces?

- Sim, aquilo em cada andar fica uma empresa, nesse penso que fica uma empresa de advocacia.

Senti naquele momento o meu coração saltar um batimento.

- Advocacia?!

- Sim, onde normalmente os advogados trabalham...Vais lá ter com ele?

- Aparentemente é isso que ele quer...- Mark foi atrás do balcão e trouxe duas cervejas.

- Acho que tens de investigar ele primeiro e depois é que podes tomar uma decisão.

- Tenho pouco tempo para o fazer. Não sei nem por onde começar!

- Bolas que ele deve ter-te "apertado" bem! Já nem sabes o que fazer para o investigares. Começa pelas redes socias, deve haver lá alguma coisa.

Ainda chocado e com vontade de bater em mim mesmo por não saber controlar o que eu tinha dentro das calças ,naveguei pelas redes socias em busca de qualquer informação sobre ele, mas tudo o que achei é que ele era um advogado de direito criminal, normalmente só defendia casos de renome. Fiquei surpreendido em como nunca ouvi falar dele, mas também eu e a lei não éramos de todo amigos.

- Não é casado.- lia Mark concentrado.- Namorado não tem, pelo menos aqui não vejo nada, tem madrasta, o pai parece um buldogue francês e tem um irmão, que nem parece ser irmão dele. A beleza dele deve vir só do lado da mãe...- comentou enquanto ia buscar mais cerveja.

- O que vais fazer amanhã?

- Vou ver o que ele quer de mim, com sorte não saio de lá para a cadeia mais próxima. - comentei resignado. Aquele homem estava a tornar-se um pesadelo para mim.

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