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Juro que não sei como ali fui parar. Tive a estranha sensação por momentos que estava a ser usado apenas para sexo e isso deixou-me chateado, porque normalmente era isso o que eu fazia aos meus alvos, mas naquele momento eu nem.me importei quando ele entrou em mim novamente na casa de banho. O sexo era selvagem, frenético, ele sabia muito bem o que estava a fazer.Quando me virou de frente para a parede ficou colado a mim e eu conseguia ouvir ele e gemer mas muito baixo para que não fôssemos apanhados. Já eu tinha de morder o lábio inferior para não perder o controlo da situação.

Eu estava a ser usado.

Quando terminámos ele levantou as calças sem sequer olhar para mim, parecia que eu nem estava a ali.

- Não me vais dizer o teu nome?- perguntei ainda a recompor-me.

- Precisas saber para quê?- ele encarou-me.

- Para saber como te chamar...

- Não é necessário. Não nos vamos voltar a ver.

Ele voltou costas para sair e nesse mesmo momento vi a carteira dele caída no chão. Se fosse outro eu tinha-o avisado, mas era apenas eu, por isso com um pé chutei-a para a cabine seguinte onde eu sabia que não estava ninguém.

- Okay.- respondi quando o vi sair.

Saí da minha casa de banho e enfiei-me na que estava ao lado, peguei na carteira e fui logo ver se tinha dinheiro.

- Bingo!- exclamei quando vi a carteira recheada de notas: devia estar ali o resto do dinheiro que faltava para a minha renda e da seguinte. Aquele tipo era sem dúvida algum empresário.

Quase soltei um grito quando vi uma fileira de cartões de crédito todos de platina mas de vários bancos. Tinha-me saído a sorte grande!

Se um dos cartões dele desaparecesse ele não ia notar de certeza, por isso tirei um deles, tirei todas as notas e deixei a carteira e não consegui fugir à minha curiosidade: fui ver na identificação dele como ele se chamava.

- Ohm.- li e fiquei ali perdido na foto dele.Ele estava sempre sério.

Saí da casa de banho um pouco menos miserável e deu a carteira dele a Mark.

- Sucesso?- ele perguntou quando pegou na carteira.

- Sucesso. - passei para trás do balcão de novo e mostrei a ele sem mais ninguém ver o cartão de platina que lhe tinha roubado.

- Como o vais usar? Podem detetar-te nas câmaras dos multibancos!

- Eu sei. Pensei em usar aqui. Pagava uma quantia alta e tu davas-me o dinheiro da caixa. Assim não dava diferença e eu depois "perdia" o cartão.

- Se ele der por isso pode vir aqui e quem se lixa sou eu...- disse Mark preparando mais uma bandeja de bebidas.- Não tens que chegue para a renda?

- Tenho. Também tenho para mais uma, mas essa eu devo guardar. preciso de sobreviver também.

Peguei na bandeja de bebidas e fui servir a outra mesa sem me aperceber que Ohm ainda não tinha tirado os olhos de cima de mim.

A despedida de solteiro acabou e Ohm deu na altura do pagamento por falta da carteira

Mark disse-lhe que a tinham achado na casa de banho. Eu estava a despedir-me de algumas clientes que pensavam mesmo que eu era um novo funcionário dali.

- Só vim ajudar o meu amigo meninas...

Quando me virei para dizer a Mark que já podíamos fechar vi Ohm de braços cruzados a olhar para mim com a carteira na mão.

- Noite produtiva?

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