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Cheguei a casa frustrado, acabei por ficar na discoteca a ajudar Mark a limpar o local, por isso quando cheguei era já de madrugada.

Tinha poucas horas de sono pela frente, porque no dia seguinte tinha de fugir à minha senhoria: a minha renda já estava atrasada três meses e já não bastava dar o meu sorriso lindo pois ela já não estava a acreditar no meu ar de quase "santo ". Eu precisava de arranjar rapidamente um alvo que fosse rico ou algum menino riquinho para depenar. Dessa maneira ia conseguir pagar a renda à minha senhoria e ia conseguir sobreviver durante mais algum tempo.

Adormeci mal caí na cama e por azar meu o plano de fugir dela não correu como eu esperava, pois acordei com ela a bater-me a porta ainda nem as galinhas tinham acordado.

Ensonado e já resignado com a minha sorte abri a porta em tronco nú. De início ela olhou para mim com um olhar que dizia que bastava eu querer e ela seria minha, mas infelizmente eu só gostava de homens.

- Amanhã de manhã pago a renda.- disse-lhe mal ela abriu a boca para falar. Ela era uma mulherzinha baixinha, pálida e com a cabeça cheia de rolos para manter o cabelo com os seus caracóis pouco naturais. Usava óculos sempre na ponta do nariz e tinha um excesso de peso acentuado. Penso que se um dia tivesse de fugir dela a correr nem ia precisar de muito, já que ela para dar um simples passo tinha falta de ar.

Eu sei, sou mau para as pessoas. Já me disseram imensas vezes, mas não é isso que me faz mudar. É isso que me faz sobreviver diariamente.

- Tens até amanhã para pagar, senão meto as tuas coisas na rua!- ela tentou gritar num tom esganiçado. Encolhi os ombros quando ela gritou, e foi quando a vi olhar para o meu corpo novamente.

- Mas já sabes que sempre tens outra maneira de pagar a renda...

- Querida lamento, mas jogamos na mesma equipa, mesmo que eu quisesse ele não ia levantar...

Ela ficou irritada, mas tão irritada que corou até ás orelhas, ela não esperava aquela resposta e eu confesso que áquela hora o meu ténue filtro para aquele tipo de situações ainda não tinha sido posto em vigor. A mulherzinha virou costas indignada descendo as escadas do prédio a resmungar, penso que metade das coisas eram pragas que ela me estava a rogar, mas a minha preocupação não era essa, era como eu ia arranjar um alvo em tão pouco tempo...

Peguei no telemóvel e vi uma mensagem de Mark.

- Amanhã vou estar a fazer um biscate a entregar comida, queres vir? Sempre ganhas algum.

Não era com um dia a faser buscates a entregar comida que eu conseguir o dinheiro dos três meses, mas pelo menos se eu conseguisse de um já ela ficava mais calada e eu tinha depois tempo para arranjar mais uma vítima, afinal sexta feira estava a chegar e era nesse dia que eu pescava os peixes grandes.

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