Parte 1
Com a cidade envolta em um silêncio perturbador, a equipe sabia que estava se aproximando de um confronto final. O que antes eram sussurros e manifestações sutis, agora estava à beira de se transformar em uma força implacável. Reeve, Laura, Claire e Mark, que ainda se recuperava do ritual, se reuniram para discutir os próximos passos. Havia uma sensação de urgência, como se cada segundo perdido os levasse mais perto de uma catástrofe inevitável.
"Precisamos encontrar a fonte disso tudo," disse Reeve, a voz grave e determinada. "Se continuarmos apenas reagindo, nunca vamos conseguir acabar com essa ameaça."
Laura concordou. "Há algo no diário, uma passagem que menciona um 'epicentro do mal'. Se pudermos localizar isso, talvez possamos destruir a origem dessa força antes que seja tarde demais."
Mark, ainda pálido e visivelmente abalado, murmurou: "Eu sinto... sinto como se estivesse sendo atraído para um lugar. Talvez seja isso. Talvez seja lá que tudo começou... e onde tudo precisa terminar."
Parte 2
Decididos a enfrentar o mal na sua origem, a equipe começou a rastrear a localização mencionada por Mark. Combinando as informações do diário e as visões fragmentadas de Mark, chegaram à conclusão de que o epicentro estava localizado em uma antiga mansão na periferia da cidade, um lugar há muito abandonado e cercado de histórias sombrias.
A mansão, conhecida como Casa Blackwood, era uma construção imponente e sinistra, há muito evitada pelos habitantes da cidade. De acordo com as lendas locais, a família Blackwood havia praticado rituais proibidos ali, despertando algo que nunca deveria ter sido perturbado. Reeve sabia que esse seria o lugar onde tudo teria que ser resolvido.
Parte 3
A caminho da Casa Blackwood, o ambiente ao redor começou a mudar. O ar parecia mais pesado, o céu se escureceu, e as sombras ao longo da estrada pareciam se mover por conta própria. Laura, sentada ao lado de Reeve, sentia a pressão crescente no peito, como se uma mão invisível estivesse apertando seu coração.
"Este lugar... é como se a própria terra estivesse morrendo," disse Laura, olhando para as árvores retorcidas que ladeavam a estrada.
Reeve manteve os olhos fixos no caminho à frente. "Tudo o que enfrentamos até agora foi só um prelúdio. O verdadeiro horror está à nossa espera."
Parte 4
Quando finalmente chegaram à Casa Blackwood, a visão que os aguardava era ainda mais aterrorizante do que imaginavam. A mansão, envolta em uma escuridão palpável, parecia ter sido arrancada de um pesadelo. A estrutura estava em ruínas, mas ainda emanava uma presença maligna, como se o próprio edifício estivesse vivo e esperando por eles.
Mark hesitou em sair do carro, seus olhos fixos na mansão. "Este é o lugar... eu sinto como se estivesse me chamando."
Reeve colocou a mão no ombro de Mark, tentando transmitir confiança. "Vamos acabar com isso, juntos. Seja o que for que esteja lá dentro, não vamos deixar que escape."
Parte 5
Dentro da mansão, o ar estava espesso e denso, carregado com o cheiro de podridão e mofo. As paredes estavam cobertas de símbolos antigos e gravuras que pareciam pulsar com uma energia sombria. Enquanto avançavam pelos corredores escuros, os sussurros que antes eram distantes agora eram altos e claros, como se as próprias paredes estivessem falando com eles.
Laura sentiu um arrepio subir pela espinha. "Esses símbolos... eles estão reforçando a presença maligna aqui. Precisamos destruí-los."
Reeve assentiu, mas sabia que destruir os símbolos não seria suficiente. O mal estava enraizado em algo muito mais profundo. "Vamos direto ao ponto. Encontrar o coração dessa mansão e acabar com o que quer que esteja nos esperando."
Parte 6
À medida que desciam para os níveis mais profundos da mansão, o ambiente ao redor tornou-se cada vez mais opressivo. A escuridão parecia viva, as sombras se movendo e se contorcendo como criaturas famintas. Finalmente, chegaram a uma enorme sala subterrânea, onde um altar antigo estava no centro, cercado por ossos e restos de sacrifícios.
Mark começou a tremer incontrolavelmente, os olhos fixos no altar. "É aqui... é aqui que tudo começou."
Claire, apesar do medo, aproximou-se do altar, examinando os símbolos gravados. "Esses rituais... eles foram feitos para abrir um portal. Se não conseguirmos fechá-lo, tudo o que enfrentamos até agora será só o começo."
Parte 7
Reeve sabia que o confronto final estava próximo. "Precisamos realizar um último ritual, algo que possa selar esse portal de uma vez por todas. Mas será perigoso... pode custar nossas vidas."
Laura olhou para Reeve, a determinação em seus olhos. "Se é isso que precisamos fazer para salvar a cidade, então faremos."
Mark, ainda lutando contra os horrores que vivenciou, assentiu. "Eu ajudo. Não posso deixar isso continuar. Precisamos acabar com esse mal... aqui e agora."
Parte 8
Com as instruções do diário e as informações que haviam coletado, a equipe começou a preparar o ritual final. As palavras antigas eram recitadas com cuidado, e os símbolos de proteção foram desenhados ao redor do altar. Conforme o ritual progredia, a atmosfera na sala ficou ainda mais carregada, como se o próprio mal estivesse lutando para se libertar.
As paredes começaram a tremer, e uma força invisível tentou empurrá-los para longe do altar. Reeve, Laura e Claire uniram forças, resistindo à pressão, enquanto Mark, no centro do círculo, recitava as palavras finais do ritual.
Parte 9
O portal, uma fenda escura no centro do altar, começou a pulsar com uma luz sinistra, enquanto tentava resistir ao fechamento. Mark sentiu uma dor lancinante em sua cabeça, como se algo estivesse tentando rasgar sua mente. Ele sabia que estava em uma batalha de vontade com a própria essência do mal que habitava a mansão.
Reeve e Laura, percebendo o esforço de Mark, começaram a recitar as palavras com mais intensidade, tentando ajudar a fechar o portal. Claire, usando suas habilidades, aplicou símbolos adicionais de proteção ao redor de Mark, tentando reforçar suas defesas.
Parte 10
O portal começou a encolher, mas a resistência era feroz. A sala foi tomada por um vento poderoso, como se a mansão estivesse tentando se proteger. As sombras ao redor se tornaram formas tangíveis, atacando a equipe com uma fúria desesperada.
Reeve, lutando contra uma das sombras, gritou para Mark. "Aguente firme, estamos quase lá!"
Mark, com os olhos fechados e o rosto contorcido em dor, concentrou toda sua energia no fechamento do portal. "Não posso... falhar agora..."
Parte 11
No momento em que o portal estava prestes a se fechar completamente, uma última força de resistência emergiu, quase lançando Mark para fora do círculo. Com um último grito, ele canalizou toda a sua força de vontade em uma única palavra, selando o portal de uma vez por todas.
O impacto foi imediato. A sala foi envolta em uma luz intensa, e as sombras foram dissolvidas em nada. A mansão ficou em um silêncio absoluto, como se tivesse sido purgada de todo o mal.
Parte 12
Quando a luz diminuiu, Reeve, Laura, Claire e Mark estavam de pé, exaustos, mas vivos. O portal estava fechado, o mal contido. A mansão, agora apenas uma sombra do que foi, parecia mais uma casa comum, sem a presença opressiva que antes a dominava.
Reeve olhou ao redor, sentindo um misto de alívio e tristeza. "Conseguimos... mas a que custo?"
Laura, cansada mas aliviada, respondeu: "Salvamos a cidade. Talvez agora, finalmente, possamos ter paz."
Mark, visivelmente abalado, assentiu. "O mal foi contido, mas... sinto que ainda há muito que não sabemos."
Claire colocou a mão no ombro de Mark. "O que importa é que, por agora, estamos seguros. Podemos lidar com o que vier depois."
E assim, a equipe, marcada pelas provações, saiu da Casa Blackwood, cientes de que, embora essa batalha estivesse vencida, o verdadeiro horror poderia nunca realmente desaparecer. Eles haviam sobrevivido, mas a escuridão ainda espreitava em algum lugar, esperando por outro momento de fraqueza.
A jornada estava quase no fim, mas a sombra do terror que enfrentaram nunca os deixaria completamente.
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Atualizado até capítulo 20
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