Capítulo 17: O Despertar das Sombras

Parte 1

Os dias seguintes ao ritual foram marcados por um silêncio inquietante na cidade. As pessoas começaram a desaparecer novamente, e a cidade mergulhou em uma paranoia crescente. Reeve e Laura mal conseguiam dormir, seus sonhos sendo invadidos por visões perturbadoras. Mark, apesar de ter sido salvo do ritual, continuava preso em um estado de semi-consciência, suas palavras agora mais confusas e assustadoras.

Certa noite, enquanto Laura trabalhava no laboratório, ela ouviu passos ecoando pelos corredores vazios. Ao virar-se, viu Mark parado na porta, seu olhar fixo e vazio. "Laura, eles estão aqui... estão dentro de nós... esperando para sair," ele murmurou, sua voz carregada de uma estranha mistura de medo e resignação.

Laura, tentando esconder o próprio medo, respondeu: "Mark, precisamos entender o que está acontecendo com você. O que você vê? O que eles querem?"

Mark balançou a cabeça lentamente, como se estivesse tentando afastar algo. "Eles querem... querem ser livres novamente. E vão usar todos nós para conseguir isso."

Parte 2

No dia seguinte, Reeve e Laura se reuniram com o restante da equipe para discutir as estranhas mudanças em Mark e os novos desaparecimentos. A tensão na sala era palpável, todos cientes de que o mal que haviam enfrentado estava longe de ser derrotado.

"Precisamos encontrar uma maneira de deter isso antes que a cidade inteira desapareça," disse Reeve, olhando para os rostos cansados e assustados à sua frente. "Mas primeiro, precisamos entender o que está acontecendo com Mark."

"Eu vou ficar com ele," disse Claire, uma das cientistas do grupo, levantando-se. "Vou tentar monitorar suas condições e ver se há algo que possamos fazer para ajudá-lo."

Laura assentiu. "Certo. Enquanto isso, Reeve e eu vamos continuar investigando as áreas onde os desaparecimentos ocorreram. Precisamos descobrir se há algum padrão ou conexão."

Parte 3

Enquanto Claire cuidava de Mark, Reeve e Laura foram até uma das áreas onde o último desaparecimento havia sido reportado. Era uma parte mais isolada da cidade, perto da floresta onde encontraram Mark pela última vez. O ar estava pesado, e o ambiente parecia carregado com uma energia sombria.

"Tem algo errado aqui," murmurou Laura enquanto eles exploravam o local. "Parece que a própria terra foi contaminada por essa maldição."

De repente, Reeve parou, notando algo no chão. Era um círculo feito de cinzas, com símbolos desenhados ao redor. "Isso é um ritual... alguém está usando esses símbolos para abrir passagens, como uma porta entre o nosso mundo e... o deles."

Laura olhou ao redor, seu coração batendo mais rápido. "Mas quem faria isso? E por quê?"

Reeve não tinha respostas, mas sabia que precisavam fechar essas passagens antes que fosse tarde demais. "Precisamos encontrar todos esses círculos e destruí-los. Se não fizermos isso, mais pessoas vão desaparecer... ou pior."

Parte 4

De volta ao laboratório, Claire estava cada vez mais preocupada com o estado de Mark. Ele estava suando, murmurando em uma língua que ela não conseguia entender. Em meio às palavras desconexas, uma frase se destacou: "Eles estão chegando... a noite será deles."

Claire tentou entrar em contato com Reeve e Laura, mas o sinal estava estranho, como se algo estivesse interferindo. Desesperada, ela decidiu agir por conta própria. Preparou uma solução sedativa para tentar acalmar Mark, mas, quando se aproximou dele, ele segurou seu pulso com uma força surpreendente.

"Você não entende, Claire," Mark disse, seus olhos cheios de terror. "Eles já estão aqui... dentro de mim, dentro de todos nós. E quando a noite cair, eles vão sair."

Claire se afastou, assustada, sem saber o que fazer. Mark começou a rir, uma risada que não era dele, mas algo muito mais antigo e sinistro.

Parte 5

Enquanto isso, Reeve e Laura continuavam sua busca na cidade, encontrando mais círculos de cinzas e símbolos espalhados pelos locais onde ocorreram os desaparecimentos. A noite estava se aproximando, e ambos sentiam o peso da urgência em seus ombros.

"Temos que destruir todos antes do anoitecer," disse Reeve, enquanto quebrava um dos círculos com os pés. "Se não fizermos isso, eles podem conseguir se manifestar completamente."

Laura, visivelmente abalada, respondeu: "Reeve, e se já for tarde demais? E se... e se eles já estiverem aqui?"

Reeve parou por um momento, olhando para Laura. "Então teremos que lutar. Seja o que for que venha da escuridão, não vamos deixar que tome essa cidade."

Parte 6

O sol estava se pondo quando Reeve e Laura retornaram ao laboratório, apenas para encontrar Claire em estado de choque, sentada no chão ao lado de Mark, que agora estava desacordado.

"Claire, o que aconteceu?" perguntou Laura, ajoelhando-se ao lado dela.

Claire, com a voz trêmula, explicou o que havia ocorrido. "Eu... eu não sei o que ele está se tornando, Laura. Mas ele disse que... que a noite seria deles. E depois... começou a rir, uma risada que... que não era dele."

Reeve olhou para Mark, preocupado. "Precisamos manter todos em alerta. Se o que ele disse é verdade, esta noite pode ser a mais longa de nossas vidas."

Parte 7

A cidade foi mergulhada na escuridão, e a atmosfera estava carregada com uma sensação de pavor iminente. Reeve, Laura e Claire se reuniram com o restante da equipe, instruindo-os a ficarem juntos e armados.

Mark ainda estava inconsciente, mas sua respiração era irregular, e ele murmurava constantemente. Claire manteve uma vigília ao lado dele, enquanto Reeve e Laura monitoravam a cidade, esperando pela primeira manifestação do mal.

De repente, um grito ecoou de uma das ruas próximas. Reeve e Laura correram para investigar, encontrando um dos membros da equipe caído, com os olhos arregalados de terror, sem vida.

"Meu Deus, eles já começaram," disse Laura, tentando controlar o pânico.

Reeve olhou ao redor, tentando encontrar alguma pista. "Precisamos nos preparar. Isso é só o começo."

Parte 8

Conforme a noite avançava, os sussurros e risos sinistros começaram a ecoar pelas ruas desertas. Algo estava se movendo nas sombras, rápido e invisível, atacando sem aviso. Reeve e Laura, junto com a equipe restante, formaram uma barricada no laboratório, esperando por qualquer sinal do inimigo.

Dentro do laboratório, Mark começou a se agitar, seus movimentos bruscos e erráticos. Claire tentou segurá-lo, mas ele estava muito forte. Com um movimento rápido, ele abriu os olhos, agora completamente negros, e começou a falar em uma voz profunda e distorcida.

"Vocês não podem me parar. A escuridão está aqui, e ela vai consumir tudo."

Parte 9

Reeve, ouvindo a voz de Mark, entrou correndo na sala. "Mark, lute contra isso! Não deixe que eles tomem você!"

Mark apenas riu, levantando-se lentamente da cama, seus movimentos desconcertantemente suaves. "Mark não está mais aqui, Reeve. Ele nos pertence agora."

Laura entrou na sala, paralisada pela visão de Mark. "Reeve, o que vamos fazer?"

Reeve sabia que, se não agissem rapidamente, perderiam Mark para sempre. "Precisamos tentar o ritual de purificação novamente, mas será arriscado."

Claire, com lágrimas nos olhos, assentiu. "Eu ajudarei, não podemos desistir dele."

Parte 10

A equipe preparou o ritual no laboratório, criando um círculo maior e mais poderoso ao redor de Mark. A tensão era palpável, e o ar parecia vibrar com a presença de algo maligno. Mark estava no centro do círculo, rindo baixinho, enquanto Reeve, Laura e Claire recitavam as palavras antigas.

A luz dentro do círculo começou a brilhar intensamente, e Mark começou a gritar, sua voz alternando entre o tom profundo e sua própria, como se estivesse lutando internamente. A batalha dentro dele era feroz, e todos sabiam que o resultado poderia determinar o destino da cidade.

Parte 11

O ritual continuou, e Mark começou a se contorcer violentamente, como se algo estivesse sendo arrancado de dentro dele. A luz dentro do círculo explodiu, lançando todos para trás. Quando a poeira baixou, Mark estava no chão, aparentemente desacordado, mas respirando.

Reeve se aproximou cautelosamente, verificando seu pulso. "Ele está vivo... e parece que... conseguimos."

Laura e Claire respiraram aliviadas, mas sabiam que isso era apenas um pequeno triunfo em uma batalha muito maior. O mal que enfrentavam era antigo e astuto, e estava claro que não desistiria tão facilmente.

O alvorecer trouxe uma calma tensa para a cidade. Reeve, Laura e Claire estavam exaustos, mas aliviados por terem conseguido salvar Mark, pelo menos por enquanto.

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