Parte 1
O grupo retornou à civilização, carregando o peso dos eventos recentes. Embora tivessem derrotado a entidade e destruído o espelho, uma sensação de inquietação permanecia. Sabiam que o que haviam enfrentado deixaria cicatrizes profundas em suas mentes e almas.
De volta à cidade, o grupo decidiu se encontrar regularmente para garantir que todos estavam bem. O primeiro encontro foi na casa de Sarah, que parecia ser o ponto de referência para todos. Ao redor da mesa, a atmosfera era pesada.
Jonathan quebrou o silêncio: “Temos que ficar de olho em qualquer sinal estranho. Mesmo que a entidade tenha sido destruída, não podemos relaxar. O mal sempre encontra uma maneira de voltar.”
Amanda, que estava visivelmente abalada, concordou: “Eu ainda tenho pesadelos com aquele espelho. Sinto que a presença dela está em algum lugar, nos observando.”
Sarah tentou acalmá-los: “Precisamos manter a calma. Fizemos o que era necessário e o Guardião disse que a entidade estava destruída. Mas concordo, devemos ficar atentos.”
Parte 2
Com o passar dos dias, cada membro do grupo começou a experimentar distúrbios inexplicáveis em suas vidas. Jonathan começou a perceber sombras estranhas se movendo em sua casa, sempre no canto de seus olhos. Ele tentava ignorá-las, mas as sombras pareciam estar ficando mais ousadas, se aproximando dele cada vez mais.
Certa noite, enquanto se preparava para dormir, Jonathan ouviu sussurros vindo do corredor. Ele acendeu a luz e foi investigar, mas não encontrou nada além de uma sensação opressiva de ser observado. Ao retornar ao seu quarto, encontrou a janela aberta, embora tivesse certeza de que a havia trancado.
Jonathan sussurrou para si mesmo: “Isso não pode ser real... acabou. A entidade foi destruída.”
Mas no fundo, ele sabia que algo estava errado. A presença maligna que ele sentira na fortaleza parecia estar retornando, embora não pudesse entender como.
Parte 3
Enquanto isso, Amanda estava lidando com seus próprios tormentos. Cada vez que olhava no espelho, sentia uma estranha sensação de déjà vu, como se estivesse revivendo o momento em que a entidade quase escapou. Sua pele arrepiava e, às vezes, ela achava que via seu reflexo sorrindo para ela de uma forma perturbadora.
Um dia, enquanto se preparava para sair de casa, Amanda percebeu algo bizarro. Seus reflexos nos espelhos da casa começaram a agir independentemente de seus movimentos. Quando ela levantou a mão para ajeitar o cabelo, o reflexo ficou imóvel, com um sorriso sinistro estampado no rosto.
Ela deu um passo para trás, horrorizada, e gritou: “Isso não pode estar acontecendo! Acabou, nós a destruímos!”
Mas a imagem no espelho continuou a encará-la com um olhar que parecia saber algo que ela não sabia.
Parte 4
Michael, que sempre foi o mais cético do grupo, começou a notar eventos estranhos em sua casa também. Aparelhos eletrônicos ligavam e desligavam sozinhos, e ele constantemente ouvia sons de passos no andar de cima, mesmo quando estava sozinho.
Em uma noite, enquanto estava deitado no sofá, ouviu um som metálico, como algo sendo arrastado no chão. Quando foi investigar, encontrou um velho relógio de bolso que havia herdado de seu avô no meio da sala. O relógio estava parado em uma hora específica: 3h33 da manhã.
Michael, confuso e um pouco assustado, murmurou para si mesmo: “Isso deve ser uma coincidência... nada mais.”
Mas a repetição dos eventos fez com que ele começasse a questionar sua sanidade. Tudo parecia estar ligado de alguma forma ao que enfrentaram na fortaleza.
Parte 5
O grupo decidiu se reunir novamente, desta vez na casa de Amanda. Todos estavam claramente abalados, mas nenhum deles queria admitir que algo estava muito errado.
Sarah começou a reunião: “Eu sei que todos estamos sentindo que algo não está certo. Precisamos discutir isso abertamente.”
Jonathan concordou, mas com uma expressão séria: “Tenho visto coisas... sombras que não deveriam estar lá. Acho que a entidade pode ter deixado algo para trás.”
Amanda, tremendo visivelmente, contou sobre seus encontros com o espelho. “Sinto que estou sendo observada o tempo todo. Meus reflexos estão... diferentes. E não é paranoia, é real.”
Michael, mais reservado, finalmente admitiu: “Também estou passando por coisas estranhas. Talvez não tenhamos acabado com o mal. Talvez algo tenha escapado antes de destruirmos o espelho.”
Parte 6
O grupo ficou em silêncio, processando o que havia sido dito. Todos estavam cientes de que, embora tivessem destruído a entidade, não haviam considerado a possibilidade de que algo pudesse ter ficado para trás.
Sarah, tentando manter a calma, sugeriu: “Precisamos investigar mais. Devemos retornar à fortaleza e ver se há algo que deixamos passar.”
Jonathan, relutante, balançou a cabeça: “Retornar àquele lugar... Eu não sei se estamos prontos. Mas se isso é o que precisamos fazer, então devemos ir.”
Amanda, ainda assustada com seus reflexos, sussurrou: “Eu só quero que isso acabe. Vamos fazer o que for necessário para nos livrarmos disso de uma vez por todas.”
Michael, já cansado dos eventos inexplicáveis, disse com firmeza: “Não temos escolha. Se há algo que ficou para trás, precisamos destruí-lo. De uma vez por todas.”
Parte 7
Com o plano decidido, o grupo começou a se preparar para voltar à fortaleza de Eldridge. Desta vez, estavam mais cautelosos, equipados com novas ferramentas e armas, caso algo inesperado acontecesse. Mas a dúvida estava presente em todos os seus corações: o que realmente encontrariam ao retornar?
A viagem até a fortaleza foi marcada por um silêncio pesado. Nenhum deles queria verbalizar seus medos, mas todos sentiam que estavam entrando em território perigoso novamente. A fortaleza, que parecia ter ficado adormecida após o último confronto, agora se erguia diante deles como um lembrete sinistro do que enfrentaram.
Ao entrarem, o ar estava frio e imóvel. As paredes de pedra pareciam estar mais escuras, como se absorvessem a pouca luz que havia. Sarah liderou o grupo, mas todos estavam em alerta máximo, prontos para qualquer coisa.
“Precisamos encontrar o lugar onde realizamos o ritual,” disse Sarah. “Se algo ficou para trás, estará lá.”
Parte 8
Enquanto exploravam a fortaleza, uma sensação de déjà vu tomava conta de todos. Os corredores sombrios, as paredes gotejantes e os ecos distantes de passos inexistentes traziam à tona memórias que prefeririam esquecer.
Finalmente, chegaram à sala onde haviam contido a entidade. O local parecia inalterado, mas algo estava diferente. No centro da sala, onde o espelho havia sido destruído, uma estranha mancha negra se espalhava pelo chão, pulsando levemente, como se estivesse viva.
Jonathan se aproximou cautelosamente e tocou o chão com a ponta de seu bastão. “Isso não estava aqui antes... o que é isso?”
Sarah, olhando com horror, sussurrou: “É como se a entidade tivesse deixado uma parte de si. Um resquício... uma semente de maldade.”
Amanda deu um passo para trás, seu rosto pálido. “Se isso é verdade, então não a destruímos completamente. Ela pode estar tentando voltar.”
Parte 9
Decididos a não deixar que o mal se fortalecesse novamente, o grupo começou a discutir como destruir aquela mancha. Sabiam que não podiam cometer erros desta vez, pois a entidade poderia usar qualquer falha a seu favor.
Michael sugeriu: “Precisamos realizar outro ritual, mas mais poderoso. Um que destrua até mesmo os resquícios de sua existência.”
Sarah concordou. “Vamos usar o conhecimento do livro novamente, mas desta vez, não apenas para conter, mas para erradicar qualquer vestígio da entidade.”
Com um plano em mente, o grupo começou a preparar o ritual. Estavam determinados a garantir que, desta vez, o mal seria completamente aniquilado, sem chance de retorno.
Mas no fundo de suas mentes, todos sabiam que estavam lidando com forças além de sua compreensão. E a dúvida persistia: conseguiriam realmente destruir o mal ou estariam apenas adiando o inevitável?
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Atualizado até capítulo 20
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