Capítulo 16: O Eco do Horror

Parte 1

Depois do ritual, a cidade começou a recuperar uma sensação de normalidade, mas Reeve e Laura sabiam que era apenas uma ilusão temporária. Eles podiam sentir que algo ainda estava errado. A sensação de alívio que a cidade experimentava era superficial, e o mal, embora selado, ainda pulsava nas profundezas da fortaleza, esperando pela oportunidade certa para escapar.

Uma noite, enquanto Reeve revisava suas anotações no laboratório, ele notou algo peculiar: uma das amostras coletadas da fortaleza estava mudando. O líquido dentro do frasco começou a borbulhar, emitindo uma luz fraca e sinistra.

Intrigado e preocupado, ele murmurou para si mesmo: “Não pode ser... O mal ainda está ativo, mesmo aqui.”

Parte 2

No dia seguinte, Laura visitou Reeve para discutir os próximos passos. Antes que pudesse começar a falar, Reeve mostrou-lhe a amostra alterada. Laura ficou boquiaberta ao ver a substância se contorcendo dentro do frasco, como se tivesse vida própria.

“O que diabos é isso?” Laura perguntou, a voz carregada de medo.

Reeve, olhando profundamente para o frasco, respondeu: “Acho que esta é a prova de que o mal que enfrentamos não foi completamente contido. Pode estar se manifestando de formas diferentes, mais sutis, e está se espalhando.”

Laura sabia que precisavam agir rápido. “Se isso for verdade, precisamos encontrar uma maneira de neutralizar essas manifestações antes que se tornem incontroláveis.”

Parte 3

Enquanto Reeve e Laura tentavam entender o que estava acontecendo com a amostra, novos relatos começaram a surgir pela cidade. Alguns moradores disseram ter visto vultos nos becos durante a noite, enquanto outros relataram ouvir sussurros dentro de suas próprias casas, como se estivessem sendo observados.

Esses relatos começaram a chegar a Reeve através de diversas fontes. Ele e Laura, agora mais vigilantes do que nunca, começaram a traçar um mapa dos locais onde essas aparições e sussurros estavam ocorrendo. Para sua surpresa e horror, os pontos no mapa formavam um padrão que se assemelhava aos símbolos encontrados na fortaleza.

“O mal está se espalhando,” Reeve concluiu, com a voz tensa. “Está buscando novas formas de se manifestar e se libertar.”

Parte 4

Decididos a combater essa nova ameaça, Reeve e Laura começaram a reunir o restante da equipe. Eles precisavam investigar os locais onde os fenômenos estavam ocorrendo e tentar entender como o mal estava se espalhando. Sabiam que precisavam agir rápido, antes que mais vidas fossem perdidas.

No entanto, durante a reunião, notaram que um dos membros da equipe, Mark, não havia comparecido. Preocupados, tentaram contatá-lo, mas seus esforços foram em vão. Mark simplesmente desapareceu.

Laura, com uma sensação de medo crescente, sussurrou: “Você acha que ele foi... levado?”

Reeve assentiu lentamente, sentindo o peso da situação: “Se ele foi levado, então o mal já está começando a atacar diretamente. Precisamos encontrá-lo antes que seja tarde demais.”

Parte 5

A busca por Mark os levou a uma área desolada da cidade, perto das fronteiras da floresta que cercava a fortaleza. Ao chegar, encontraram sinais de uma luta: galhos quebrados, marcas profundas no solo e uma sensação de pavor no ar. Não havia sinal de Mark, mas o ambiente estava carregado de uma energia sinistra.

Enquanto investigavam, Reeve começou a sentir uma presença atrás de si. Virou-se rapidamente, mas não havia ninguém. Contudo, o sentimento de ser observado persistia.

“Precisamos ser rápidos,” disse Laura, notando a tensão de Reeve. “Não sabemos quanto tempo temos.”

Reeve, concordando com um aceno, sabia que estavam lidando com algo muito além de sua compreensão.

Parte 6

Continuando a busca, a equipe seguiu as pistas até uma velha cabana abandonada na floresta. A cabana estava em ruínas, mas parecia ter sido usada recentemente. No interior, eles encontraram mais símbolos desenhados no chão, semelhantes aos encontrados na fortaleza, mas feitos com sangue fresco.

O medo nos olhos de Laura era evidente: “Isso não é obra de Mark. Alguém está tentando realizar algum tipo de ritual aqui.”

Reeve, observando atentamente os símbolos, percebeu que eles eram diferentes dos que tinham visto antes: “Esses símbolos... eles não são para selar o mal. São para invocá-lo. Alguém está tentando libertar o que nós selamos.”

A revelação deixou a equipe ainda mais aterrorizada. Se alguém na cidade estava tentando libertar o mal, então todos corriam um perigo ainda maior do que antes.

Parte 7

De repente, um grito agudo ecoou pela floresta, cortando o silêncio como uma faca. Reeve e Laura correram na direção do som, seus corações acelerados pelo medo do que poderiam encontrar. Quando chegaram, depararam-se com uma visão horrível: Mark estava amarrado a uma árvore, inconsciente, com marcas de rituais esculpidas em sua pele.

Laura correu para ajudá-lo, tentando soltar as amarras que o prendiam. “Precisamos tirá-lo daqui e levá-lo a um hospital. Ele ainda está vivo.”

Reeve, ajudando-a, olhou ao redor, sentindo que estavam sendo observados. Sabia que a ameaça estava mais próxima do que nunca. “Quem quer que tenha feito isso, está por perto. Precisamos ser rápidos.”

Parte 8:

Conseguiram libertar Mark e o levaram de volta à cidade, mas algo estava claramente errado. Mark não reagia, mesmo após ser tratado pelos médicos. Ele estava em um estado de transe, seus olhos fixos em um ponto distante, murmurando palavras incompreensíveis.

Os médicos não conseguiram explicar o que estava acontecendo, e Reeve começou a temer que Mark estivesse sob o controle do mal. Laura, desesperada para ajudar seu amigo, sugeriu que usassem o diário antigo para encontrar uma solução.

“Talvez haja algo no diário que possa quebrar o controle que o mal tem sobre ele,” disse Laura, folheando as páginas freneticamente.

Reeve concordou, mas sabia que estavam correndo contra o tempo. Se não conseguissem salvar Mark, ele poderia se tornar uma ferramenta do mal, ajudando a libertá-lo.

Parte 9

Enquanto Laura lia o diário, Reeve começou a sentir novamente os sussurros em sua mente. Dessa vez, os sussurros eram mais fortes, mais insistentes. Parecia que o mal estava tentando se comunicar diretamente com ele, talvez usando Mark como uma ponte.

Reeve lutou para se concentrar, mas os sussurros o distraíam, dificultando o pensamento claro. Ele sabia que, se não resistisse, poderia ser possuído pela mesma força que havia tomado Mark.

“Laura, precisamos fazer isso agora,” disse Reeve, com urgência na voz. “Estou começando a sentir os efeitos disso também.”

Laura encontrou uma passagem no diário que descrevia um ritual de purificação. Embora arriscado, era sua melhor chance de libertar Mark e impedir que o mal se espalhasse ainda mais.

Parte 10

Reeve e Laura prepararam o ritual de purificação no laboratório, usando os ingredientes e as instruções descritas no diário. O ambiente estava carregado de tensão, como se a própria cidade estivesse aguardando o desfecho dessa tentativa desesperada.

Mark foi colocado no centro de um círculo desenhado com sal e símbolos antigos, enquanto Reeve e Laura recitavam as palavras do ritual. A energia no ar aumentou, e uma luz intensa começou a emanar do círculo, iluminando o rosto de Mark, que contorcia-se em agonia.

Os sussurros se intensificaram, e Reeve sentiu uma dor lancinante na cabeça, como se algo estivesse tentando rasgar sua mente. Ele lutou contra a dor, mantendo o foco nas palavras do ritual, enquanto Laura continuava a recitar as passagens com uma voz firme e determinada.

Parte 11

No auge do ritual, Mark soltou um grito estridente e colapsou no chão. A luz que emanava do círculo explodiu em um brilho cegante, antes de desaparecer completamente. O laboratório ficou em silêncio, exceto pelo som pesado da respiração de Reeve e Laura.

Mark abriu os olhos lentamente, seu olhar antes vazio agora focado e consciente. Ele estava confuso, mas vivo, e parecia estar livre da influência maligna.

“Vocês... vocês me salvaram,” ele sussurrou, a voz fraca. “Eu... eu não conseguia lutar contra aquilo. Era como se estivesse preso em uma escuridão sem fim.”

Reeve e Laura sentiram um alívio temporário, mas sabiam que essa vitória não significava o fim da ameaça. O mal estava mais perto do que nunca, e agora sabiam que alguém estava tentando libertá-lo.

Parte 12

Após o ritual, a cidade voltou a uma calma inquieta, mas a equipe sabia que era apenas uma questão de tempo até que a próxima onda de terror começasse. Reeve e Laura continuaram a monitorar Mark, temendo que ele pudesse ser um indicador do que estava por vir.

Mark, embora salvo do ritual, não era o mesmo. Ele frequentemente se afastava, perdido em pensamentos, e ocasionalmente murmurava palavras desconexas, como se ainda estivesse preso em algum tipo de pesadelo. Certa noite, Reeve o encontrou olhando fixamente para o céu através da janela, os olhos vazios, quase como se estivesse em transe.

“Mark, você está bem?” Reeve perguntou cautelosamente.

Mark não respondeu imediatamente, mas quando finalmente falou, sua voz estava distante. “Está chegando... o que quer que tenha sido contido... está despertando novamente.”

Reeve sentiu um arrepio percorrer sua espinha. A ameaça que pensavam ter controlado parecia estar apenas esperando pelo momento certo para se manifestar. O terror estava longe de acabar; na verdade, ele estava apenas começando a se revelar em toda sua magnitude.

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