Capítulo 12: Desaparecimentos e Mortes

Parte 1

O grupo começou a sentir uma falsa sensação de segurança após o último ritual. Mas, a paz que tanto almejavam estava prestes a se romper. A cidade, antes pacífica, começou a ser palco de eventos perturbadores. Pessoas começaram a desaparecer misteriosamente, e o medo que eles acreditavam ter superado voltou com força total.

O primeiro desaparecimento foi o de Emily, uma amiga próxima de Sarah. Ela havia desaparecido sem deixar rastro após um encontro casual. Todos pensaram que era apenas um incidente isolado, mas logo outros desapareceram também.

Sarah, ao saber do desaparecimento de Emily, ligou imediatamente para Jonathan. “Jonathan, algo terrível aconteceu... Emily sumiu! Ela estava comigo há poucas horas. Não posso acreditar!”

Jonathan, sentindo o arrepio da verdade que tanto temia, respondeu com uma voz fria: “Sarah... Eu acho que o mal ainda está aqui. Nós falhamos.”

Amanda, que estava ao telefone com Sarah, ouviu a conversa e se encheu de pavor. “Se isso é verdade, então todos estamos em perigo. Preciso ver vocês agora.”

parte 2

Enquanto o grupo se reunia para discutir os recentes desaparecimentos, uma sensação sombria pairava no ar. Michael chegou por último, sua expressão grave, segurando o jornal do dia. A manchete destacava: *Desaparecimentos Inexplicáveis Aumentam na Cidade*.

“Isso não pode ser uma coincidência,” disse ele, jogando o jornal sobre a mesa. “Algo está muito errado, e não é apenas na nossa imaginação.”

Jonathan olhou para o jornal e depois para os amigos. “Não podemos ignorar isso. Precisamos investigar, descobrir se há alguma ligação com o que enfrentamos na fortaleza.”

Amanda, tentando manter a calma, sugeriu: “Devemos falar com as autoridades. Talvez eles saibam de algo que nós não sabemos.”

Michael balançou a cabeça. “As autoridades não vão acreditar em histórias de entidades malignas. Isso é algo que temos que resolver sozinhos.”

Sarah, com uma expressão de determinação misturada com medo, concordou: “Precisamos fazer isso, ou mais pessoas irão desaparecer. Talvez até nós.”

parte 3

Os desaparecimentos continuaram, e a cidade começou a entrar em pânico. Cada novo dia trazia notícias de outra pessoa desaparecida, e o medo se espalhava como uma praga.

O grupo decidiu investigar o último lugar onde Emily havia sido vista. Era um parque tranquilo, agora envolto em um silêncio sinistro. Enquanto vasculhavam a área, Sarah encontrou algo que fez seu coração parar: o colar de Emily, sujo de terra, como se tivesse sido arrastado para o subsolo.

“Isso não está certo,” murmurou Sarah, segurando o colar com as mãos trêmulas. “Emily estava aqui... e então foi levada.”

Jonathan, ao ver o colar, disse: “Ela foi arrastada. Algo a puxou para baixo. Temos que descobrir o que está acontecendo antes que mais alguém desapareça.”

Amanda, sentindo o pânico crescer dentro de si, perguntou: “Mas como? Como vamos enfrentar algo que nem sequer conseguimos ver?”

Michael, tentando esconder seu próprio medo, sugeriu: “Precisamos de respostas, e rápido. Talvez devêssemos revisitar a fortaleza. Pode haver algo que deixamos para trás, algo que nos ajude a entender o que estamos enfrentando.”

Parte 4

Com o plano traçado, o grupo voltou à fortaleza. O lugar parecia ainda mais sombrio do que antes, como se soubesse que eles estavam voltando para enfrentar o que havia sido despertado. As paredes pareciam sussurrar, carregando ecos de lamentos e sussurros, e cada passo ressoava como um prelúdio de algo terrível.

Jonathan liderou o caminho, carregando uma lanterna que lançava sombras perturbadoras nas paredes de pedra. “Precisamos encontrar qualquer coisa que tenha ficado para trás. Um artefato, um símbolo, algo que explique o que está acontecendo.”

Enquanto exploravam a fortaleza, Sarah tropeçou em algo no chão. Era um antigo diário, coberto de poeira e quase caindo aos pedaços. Quando o abriu, as páginas estavam cheias de rabiscos perturbadores, descrições de rituais e menções repetidas de uma “maldade indestrutível”.

Amanda, olhando por cima do ombro de Sarah, murmurou: “Essas palavras... são como aquelas do ritual. Mas há algo mais aqui.”

Michael pegou o diário e folheou as páginas, parando em uma entrada específica. “Aqui diz que o ritual realizado não destrói a entidade, mas apenas a adormece. E se algo a acordar... ela retorna mais forte.”

Jonathan fechou os olhos, sentindo uma onda de desespero. “Isso significa que ela nunca foi realmente destruída. Ela estava esperando... se alimentando de nossas ações.”

Parte 5

Ao compreenderem o que haviam despertado, o grupo foi tomado por uma sensação avassaladora de urgência. Cada segundo parecia contar, e a escuridão dentro da fortaleza parecia engolir suas esperanças.

“Temos que sair daqui,” disse Amanda, a voz trêmula. “Antes que sejamos os próximos.”

Mas antes que pudessem se mover, o chão abaixo deles começou a tremer violentamente. Uma fissura abriu-se no chão, e um vento gelado e agonizante escapou das profundezas, trazendo consigo os gritos das almas perdidas. A mancha negra que haviam destruído voltou a surgir, agora crescendo rapidamente e engolindo tudo ao seu redor.

Michael tentou correr, mas foi o primeiro a ser puxado. Suas mãos agarraram o chão, mas a força que o arrastava era implacável. “Ajudem-me! Não me deixem ser levado!”

Sarah e Jonathan tentaram segurá-lo, mas a força invisível era imensa. Com um último grito de pavor, Michael foi engolido pela escuridão, desaparecendo nas profundezas.

Amanda gritou, horrorizada. “Nós não podemos vencê-la! Ela é invencível!”

Sarah, em lágrimas, forçou-se a mover. “Temos que sair daqui agora! Michael não queria morrer em vão!”

Parte 6

O grupo, agora sem Michael, fugiu desesperadamente da fortaleza. A presença maligna parecia segui-los, como uma sombra faminta e implacável. O medo tomou conta deles, e cada segundo parecia uma eternidade.

Ao alcançarem a saída, Jonathan parou, olhando para trás. “Não podemos deixá-la assim. Ela vai continuar matando e destruindo tudo em seu caminho.”

Sarah, com os olhos cheios de lágrimas, respondeu: “Mas o que mais podemos fazer? Não somos fortes o suficiente para derrotá-la.”

Jonathan apertou o punho. “Tem que haver uma maneira. Algum sacrifício... algo que possamos fazer para contê-la permanentemente.”

Amanda, soluçando, sussurrou: “Michael morreu tentando... e agora ele está preso lá embaixo com ela. Não podemos deixá-lo sozinho.”

Sarah, recuperando um pouco de sua determinação, concordou. “Talvez haja outra solução. Precisamos descobrir mais. Algo que exija mais do que força física, mas nossa própria essência.”

Parte 7

Eles voltaram à cidade, agora devastada pelo medo. Os desaparecimentos haviam se intensificado, e as ruas estavam desertas, como se todos tivessem perdido a esperança. Mas Sarah, Jonathan e Amanda sabiam que não podiam parar agora. Decidiram voltar à biblioteca antiga, onde tudo havia começado, em busca de uma solução final.

Enquanto folheavam os livros, encontraram uma passagem esquecida, escrita em uma linguagem antiga. Jonathan a leu em voz alta: “A entidade só pode ser contida pelo sacrifício daquilo que lhe deu origem... o sangue daqueles que a despertaram.”

Amanda, pálida, olhou para os outros. “Isso significa... nós.”

Sarah, segurando as lágrimas, assentiu. “Se isso for verdade, então só nós podemos parar isso. Precisamos fazer um último ritual, um que custe nossas vidas... para salvar todos os outros.”

Jonathan, sentindo o peso da decisão, murmurou: “Se for o preço a pagar... então pagaremos.”

Parte 8

A última noite do grupo chegou. Reuniram-se na fortaleza, agora um lugar de sacrifício. A entidade, sentindo sua presença, começou a se agitar nas profundezas, sussurrando promessas de tormento e morte.

Jonathan começou a desenhar o círculo de sacrifício no chão, usando o próprio sangue para traçar as runas antigas. “Essa é a única maneira... temos que fazê-lo juntos.”

Sarah olhou para ele, os olhos cheios de determinação. “Não há outra escolha. Se falharmos, a entidade vai consumir tudo.”

Amanda, tremendo, aproximou-se do círculo. “Eu tenho medo... mas sei que é o certo a fazer. Vamos acabar com isso.”

Quando o círculo foi completado, o grupo se posicionou dentro dele, de mãos dadas. Jonathan começou a recitar as palavras antigas, e a fortaleza tremeu em resposta. A mancha negra reapareceu, crescendo e contorcendo-se, como se soubesse que estava prestes a ser derrotada.

Parte 9

A entidade, agora consciente do que estava prestes a acontecer, lançou um grito de fúria que ecoou pela fortaleza, fazendo as paredes vibrarem. O ar ao redor do grupo ficou pesado, denso como uma tempestade prestes a desabar. Jonathan continuava a recitar as palavras do sacrifício, sua voz misturada com a agonia que ecoava da própria entidade.

Sarah sentiu uma dor intensa no peito, como se algo estivesse sendo arrancado de dentro dela. "Está funcionando, Jonathan. Mas... isso dói demais."

Amanda, com lágrimas escorrendo pelo rosto, sussurrou: "Estamos perdendo nossa vida... mas também estamos ganhando paz para todos os outros. Não podemos parar agora."

Jonathan, mesmo lutando contra a dor, conseguiu manter o foco. "É isso que ela quer, nos enfraquecer. Mas nós somos mais fortes. Juntos."

A mancha negra começou a retrair-se, como se estivesse sendo puxada para um buraco negro. A entidade estava sendo sugada de volta para o abismo de onde havia vindo, mas não sem lutar. As sombras ao redor deles se agitaram violentamente, formando garras e rostos distorcidos, tentando agarrá-los e impedir o ritual.

Sarah gritou, com a voz entrecortada pela dor: "Segurem-se! Não podemos deixar que nos peguem!"

Jonathan, quase no fim de suas forças, pronunciou as últimas palavras do ritual. "Pelo sacrifício de nossas almas... te selamos para sempre... nas profundezas eternas!"

A entidade lançou um último grito, um som de puro desespero e ódio, antes de ser completamente engolida pela escuridão. A mancha negra foi sugada para dentro de si mesma, desaparecendo com um estalo horrendo, deixando apenas um silêncio sepulcral na fortaleza.

Por um momento, tudo estava quieto. Sarah, Amanda e Jonathan, de mãos dadas, sentiram o mundo ao redor deles voltar ao normal. A fortaleza, agora sem a presença maligna, parecia apenas uma ruína antiga, sem vida e sem ameaças.

Mas algo estava errado. Sarah olhou para Jonathan, suas mãos tremendo. "Jonathan... Nós conseguimos, não foi?"

Jonathan sorriu, mas havia tristeza em seus olhos. "Sim, conseguimos... mas a que custo?" Ele olhou para baixo, vendo que seu corpo estava começando a desvanecer, como se estivesse se tornando parte do ar ao redor.

Amanda, em choque, percebeu que também estava desaparecendo. "Nosso sacrifício... foi real. Estamos nos tornando parte do selo."

Sarah, tentando manter a calma, respirou fundo. "Nós sabíamos o que isso significava. Salvamos todos, mas isso... significa o fim para nós."

Os três trocaram olhares, cheios de compreensão e aceitação. Eles sabiam que, ao sacrificarem suas vidas, haviam selado a entidade para sempre, mas também selaram seus próprios destinos. Lentamente, seus corpos se desvaneceram, se tornando parte do próprio ar da fortaleza, deixando para trás apenas o silêncio e a certeza de que o mal havia sido derrotado.

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